segunda-feira, 27 de julho de 2009

Abertas - inscrições do XII Encontro Paranaense de Educação Ambiental

(Do Blog do Pegoraro) Estão abertas as inscrições para o XII Encontro Paranaense de Educação Ambiental - EPEA, que acontece de 14 a 16 de outubro de 2009 em Foz do Iguaçu - PR. Também estão abertas as inscrições de trabalhos até 20 de agosto. Maiores informações pelo site http://www.epea.pti.org.br/

sexta-feira, 24 de julho de 2009

'Caipora': novo fiscal eletrônico monitora a Natureza à distância

Entidade da mitologia tupi-guarani responsável por fiscalizar o meio ambiente, o Caipora dá nome a um projeto capaz de proezas semelhantes e mais algumas aplicações. Baseado em um aparelho que pode se conectar a variados tipos de sensores, ele coleta informações sobre temperatura, acidez das águas, partículas de monóxido de carbono, dióxido de carbono e oxigênio no ar, dados sobre o solo, entre inúmeras outras possibilidades. Registra tudo num cartão de memória e ainda transmite os dados coletados, em tempo real. Com baixo custo, cerca de 10% dos valor de registradores de funções limitadas que existem no mercado, ele pode ser replicado e monitorar regiões inteiras e ainda executar algumas tarefas na via contrária, por acionamento remoto. O projeto foi desenvolvido a partir de um acordo de cooperação entre duas unidades do Ministério da Ciência e Tecnologia: o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). A patente leva o nome dos pesquisadores Alexandre Benevento (INT) e Geraldo Cernicchiaro (CBPF), e do ex-bolsista do INT Ricardo Herbert. O princípio do Caipora – explica o engenheiro eletrônico Alexandre Benevento – é transformar as informações físico-químicas coletadas pelos transdutores (nome técnico dos sensores que coletam informações do ambiente para o registrador) em sinais elétricos, que são digitalizados, armazenados e transmitidos. O invento utiliza hoje a transmissão através de telefonia celular, mas poderá também por rede sem fio (Rede IP). Outra vantagem do sistema, pondera o pesquisador da área de Engenharia de Avaliações do INT, é a segurança. Os dados podem ser transmitidos de forma criptografada e o cartão de memória não é acessível remotamente, pois funciona em um módulo próprio, sem conexão física com a eletrônica de transmissão e recepção. A mesma telemetria que leva os dados pode trazer algum tipo de acionamento, como por exemplo para bombear ar em um tanque com baixo nível de oxigenação. Além de fiscalizar a poluição ambiental, por ser multipropósito, o Caipora se presta a qualquer tipo de monitoramento, incluindo aplicações industriais e de fiscalização eletrônica. Os transdutores acoplados ao aparelho registrador podem ter naturezas diversas, servindo a conexões com GPS e quaisquer outros medidores de impulsos físicos e químicos.
(Fonte: Instituto Nacional de Tecnologia, www.int.gov.br)

Requião sanciona lei antiestrangeirismo na propaganda

O governador do Paraná, Roberto Requião(PMDB), sancionou a Lei 16.177, publicada no Diário Oficial do dia 17, que torna obrigatória a tradução de palavras em idioma estrangeirode todas as propagandas que forem expostas no território paranaense. Pela lei, a desobediência à legislação implicará multa de R$ 5 mil, com o valor dobrando na reincidência. O projeto de lei, do próprio Executivo, tinha sido aprovado por 27 deputados no início da semana. Apenas dez deputados foram contrários. Pela lei, a tradução deve ter o mesmo tamanho da palavra escrita na língua estrangeira. Na segunda-feira, sem saber da sanção, pois o Diário Oficial ainda não tinha sido publicado, o deputado Reinhold Stephanes Júnior (PMDB), havia reunido representantes dos sindicatos de empresas de publicidade com vistas a elaborar um documento a ser entregue ao governador. "Surpreendeu", disse nesta terça-feira (21) o deputado. O presidente do Sindicato das Empresas de Publicidade Externa do Estado do Paraná (Sepex),Romerson Faco, disse que a única alternativa, agora, é a Justiça. Ele reclamou que a lei pode trazer muitos prejuízos para os anunciantes e para as empresas. Segundo Faco, propagandas feitas para divulgação nacional precisarão ser alteradas apenas no Paraná. Ele pretende reunir amanhã representantes dos sindicatos de empresas de comunicação e das agências de propaganda para decidir como será feita a ação judicial.
(Do Blog Paraná, Brasil!)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Mudanças

Todos somos avessos à mudança. Porque mudanças causam incertezas; são traduzidas, em nossos cérebros, como perigo. Temos padrões já desenvolvidos. Muitas vezes, não enxergamos nenhuma solução ou proposta que não obedeçam estes padrões, estes paradigmas. Paradigma significa: "padrão”, "modelo". Paradigmas são modelos que concebemos de como funciona ou é concebido alguma coisa. Está presente em tudo em nossa vida: em nossas atividades particulares, no trabalho, na sociedade. Padrões nos permitem estabelecer limites e caminhos para identificar soluções em nossas atividades diárias. O problema ocorre quando a situação exige solução diferente, não prevista. Neste caso, os paradigmas impõem limitações. O grande desafio é estar sempre pronto a reavaliar nossos conhecimentos e estar sempre aberto a aprender mais. É preciso mudar sempre, estar aberto às novas idéias. É preciso visão para buscar mais informações. E ter coragem para experimentar. É preciso humildade para aprender mais.
Não é o mais forte da espécie que sobrevive, nem o mais inteligente; é o que melhor se adapta à mudança.” (Charles Darwin)

Os Dez Mandamentos

I. "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento". O Senhor é meu Pastor, nada me faltará. (Salmo 23:1)
II. "Não pronunciarás em vão o Nome do Senhor teu Deus". Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face. (Salmo 42:5)
III. "Lembra-te do dia do Sábado para santificá-lo". Então Jesus lhes disse: uma coisa vos hei de perguntar – é lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? Salvar a vida, ou matar? E, olhando para todos ao redor, disse ao homem – estende a tua mão. (Lucas 6:9, 10)
IV. "Honra teu pai e tua mãe". Honra teu pai e tua mãe, para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra. (Deuteronômio 5:16)
V. "Não matarás". Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê. Moisés descreve a justiça que é pela lei, dizendo: o homem que fizer estas coisas viverá por elas. (Romanos 10:4, 5)
VI. "Não cometerás adultério". Bem aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. (Tiago 1:12)
VII. "Não roubarás". Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade. (Efésios 5:28)
VIII. "Não prestarás falso testemunho contra teu próximo". Deus meu, em ti confio, não me deixes confundido, nem que os meus inimigos triunfem sobre mim. Na verdade não serão confundidos os que esperam em ti; confundidos serão os que transgridem sem causa. (Salmo 25 : 2, 3)
IX. "Não cobiçarás a mulher do teu próximo". Tenha já fim a malícia dos ímpios; mas estabeleça-se o justo. (Salmo 7:9)
X. "Não cobiçarás coisa alguma que pertença ao teu próximo". De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas. Mas, buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Mateus 6:32, 33).
Por que os Dez Mandamentos? Estas são as Leis. Apenas Dez. Mandamentos. Leis maiores. Se cada um de nós seguisse todos os Mandamentos, o mundo seria perfeito, a sociedade seria justa, as pessoas seriam integralmente felizes. Seria um verdadeiro paraíso na Terra. Talvez por isso não os seguimos todos... Os prescritos nas Tábuas da Lei, por Deus, são comportamentos que Ele espera da Humanidade. E, mesmo não sendo capazes de seguirmos integralmente, devemos buscá-los, almejá-los, incansavelmente. Do primeiro ao quarto são preceitos de fé (que, espero, você tenha) que diferem, inclusive, entre os diferentes segmentos religiosos que temos no mundo. Entretanto, do quinto ao décimo Mandamento não temos apenas preceitos religiosos. De tão reais e presentes, qualquer sociedade relativamente organizada apresenta-os em seus Códigos de Conduta, Direito Civil e Penal e, até mesmo em sua Constituição. Os Dez Mandamentos? Pausa para nossas reflexões. Pauta para nossas ações. Esperança para os que ainda crêem no ser humano. Sentimento maior de que este mundo vale a pena, e que somos capazes de conviver de forma justa e verdadeiramente civilizada. Assim, Pense Grande... Lute para conseguir seus objetivos. Não corra atrás de seus sonhos, vá ao encontro deles. Lute com integridade, responsabilidade e honestidade. Lute com perseverança, atitude. Lute com Qualidade... Qualquer que seja sua profissão. Estudante, Médico, Faxineiro, Professor, Engenheiro, Porteiro... Faça seu trabalho com entrega. Qualquer que seja sua formação, busque a melhoria. Melhore seus conhecimentos e suas atitudes para com quem convive com você. Faça de sua profissão um instrumento, seu, dos seus e da Sociedade, na busca de relações mais verdadeiras. Qualquer que seja sua crença, faça-se um instrumento de paz e entendimento. Boa vida para você!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Aos nascidos assim como eu....

Não posso acreditar que fizemos isso!!
Olhando para trás, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje.
Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air bag. Não tivemos nenhuma tampa a prova de crianças em vidros de remédios, portas ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete... sem contar que pedíamos carona.
Bebíamos água direto da torneira e nos riachos, e não da garrafa ou copos descartáveis. Nós gastamos horas construindo nossos carrinhos de rolimã para descer ladeira abaixo, e só então descobríamos que tínhamos esquecido dos freios. Depois de colidir com algumas árvores, aprendemos a resolver o problema.
Saíamos de casa pela manhã e brincávamos o dia inteiro, só voltando quando se acendiam as luzes da rua. Ninguém podia nos localizar. Não havia telefone celular. Nós quebramos ossos e dentes, e não havia nenhuma lei para punir os culpados. Eram acidentes. Ninguém para culpar e processar, só a nós mesmos.
Nós tivemos brigas e esmurramos uns aos outros e aprendemos a superar isto. A amizade continuava a mesma...
Nós comemos doces e bebemos refrigerantes, mas não éramos obesos. Estávamos sempre ao ar livre, correndo e brincando. Compartilhamos garrafas de refrigerante, e ninguém morreu por causa disso.
Não tivemos Playstations, Nintendo 64, vídeo game, 99 canais a cabo, filmes em vídeo, surround sound, celular, computadores ou Internet.
Nós tivemos amigos. Nós saíamos, e os encontrávamos. Íamos de bicicleta ou caminhávamos até a casa deles e batíamos a porta.
Imagine tal coisa! Sem pedir permissão aos pais... por nós mesmos! Lá fora, no mundo cruel! Sem nenhum responsável! Como fizemos isso?
Nós corremos, brincamos e inventamos jogos com bolas improvisadas; apanhamos do chão e comemos frutas caídas e, embora nos tenham dito que aconteceria, nunca passamos mal ou tivemos dor-de-barriga para sempre, ou uma contaminação fatal.
Nos jogos da escola, nem todo o mundo fazia parte do time. Os que não fizeram, tiveram que aprender a lidar com a frustração...
Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros. Eles repetiam o ano... Que horror!
Não inventavam testes extras nem aprovação automática. Éramos responsáveis por nossas ações e arcávamos com as conseqüências. Não havia ninguém que pudesse resolver por nós.
A idéia de um pai nos protegendo, se desrespeitássemos alguma lei, era inadmissível! Nossos pais protegiam mais as leis do que a nós! Imagine!!
Nossa geração produziu alguns dos melhores enfrentadores de risco, negociadores de soluções, criadores e inventores!
Os últimos 50 anos foram uma explosão descomunal de inovações e novas idéias. Foi o esplendor da criatividade humana. Foi a verdadeira Renascença da Humanidade!
Tivemos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade, e aprendemos a lidar com tudo isso....
a VIVER, enfim! (Extraido da internet, coisa dos anos 90... ainda bem!)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Só prá desabafar...

Eu vi o Brasil ser tri-campeão! Com hífen!!!
No alto dos meus oito anos vi Pelé e sua trupe encantar o mundo!
E aí, não poderia ser diferente, me tornei um Santista.
Contrariando meu Pai, Jabaquara Atlético Clube convicto,
me tornei um torcedor do Santos Futebol Clube!
Nada convicto, sem saber a escalação oficial,
nem de agora, nem de outrora, mas, Santista!
Tocando a vida, alegre com as tantas vitórias,
entristecido com tantas derrotas, mas, Santista!
Engolindo uns seis a dois, feliz com as vitórias, tantas revelações,
uns Robinhos, uns Pelezinhos, que o 'glorioso' sempre nos dá!
Engolindo alguns Luxemburgos, entristecido com algumas derrotas que
o mesmo 'glorioso' também nos dá!
Evocando nossos tão 'usados' cara-pintadas (com hífen!):
Fora Retrocesso!
Fora Luxemburgo!
É o que evoca um Santista,
pelezista, feliz,
nada convicto, sem saber a escalação oficial, mas, sempre Santista!!

Si non è vero è benne trovato

"A maturidade do homem consiste em haver reencontrado a seriedade que tinha nas brincadeiras de quando era criança".
"Falar muito de sí mesmo, pode ser um jeito de esconder aquilo que realmente é".
"'O conhecimento pelo conhecimento' - eis a última armadilha tramada pela moral: é assim que se acaba por envolver-se nela de novo completamente".
"O cinismo é a única forma sob a qual as almas vulgares se aproximam do que seja a honestidade; e o homem superior terá os ouvidos atentos para todo o cinismo grosseiro ou sutil e se felicitará toda vez que um bufão sem pudor ou sátiro da ciência prosear diante dele".
"É terrível morrer de sede no mar. Deve-se, portanto, salgar a verdade, de modo que não estanque nunca mais a sede!"
"A diversidade dos homens se mostra não apenas na diversidade das suas tábuas de bens, isto é, no fato de que dos bem diversos como desejáveis e que estejam em desacordo quanto ao valor maior ou menor, quanto à hierarquia dos bens reconhecidos por todos – ela se mostra mais ainda no que consideram que é ter e possuir verdadeiramente um bem".
"O encanto do conhecimento seria diminuto se, para atingi-lo, não houvesse tanto pudor a vencer".
"Os pais fazem dos filhos, involuntariamente, algo semelhante a eles – a isso denominam 'educação'; nenhuma mãe duvida, no fundo do coração, que ao ter seu filho pariu uma propriedade; nenhum pai discute o direito de submeter o filho aos seus conceitos e valorações".
"Conselho em forma de adivinha: 'Se não quiseres que o laço se parta, é preciso segura-lo com os dentes'".
"A loucura é algo raro em indivíduos – mas em grupos, partidos, povos e épocas é a norma".
"Independência é algo para bem poucos: - é prerrogativa dos fortes. E quem procura ser independente sem ter a obrigação disso, ainda que com todo o direito demostra que provavelmente é não apenas forte, mas temerário além de qualquer medida. Ele penetra num labirinto, multiplica mil vezes os perigos que o viver já traz consigo; dos quais um dos maiores é que ninguém pode ver como e onde se extravia, se isola e é despedaçado por algum Minotauro da consciência. Supondo que alguém assim desapareça, isto ocorre tão longe do entendimento dos homens que eles não sentem nem compadecem: - e ele não pode voltar! Já não pode retornar sequer para a compaixão dos homens!"
"O que se faz por amor sempre acontece além do bem e do mal".
"Wer mit Ungeheuern kämpft, mag zusehn, dass er nicht dabei zum Ungeheuer wird. Und wenn du lange in einen Abgrund blickst, blickt der Abgrund auch in dich hinein." Tradução Livre e Simplificada de Thiago De Giovanni: "Quem luta com monstros deve cuidar para não se tornar um. Quando se olha muito tempo pro abismo, o abismo olha dentro de ti".
Jenseits von Gut und Bose (Além do Bem e do Mal)
Friedrich Nietzsche

Maravilhas da Natureza: Cataratas do Iguaçu na grande final

(Do Blog do Pegoraro) As Cataratas do Iguaçu estão entre as 28 candidaturas selecionadas para participar da grande final da eleição mundial das Novas Sete Maravilhas da Natureza. O resultado, anunciado nesta terça-feira (21) pela Fundação New 7 Wonders, levou em conta o voto dos internautas e a opinião de um grupo de sete especialistas, que analisou uma série de quesitos como legado histórico e relevância ambiental, além da beleza dos locais. O voto dos internautas serviu para indicar as 77 candidaturas pré-classificadas para a final, entre as quais os especialistas da Fundação New 7 Wonders apontaram as 28 finalistas. Na relação de sítios selecionados para a final estão onze da Ásia, sete das Américas, cinco da Europa, três da Oceania e dois da África. Além das Cataratas do Iguaçu, somente uma queda d’água avançou à finalíssima: o Salto Angel, localizado na Venezuela. Já representando o Brasil, há duas candidaturas: as Cataratas do Iguaçu e a Amazônia. O arquipélago de Fernando de Noronha (PE), que integrava o top-77, foi eliminado. Com as finalistas definidas, a votação para eleger as Novas Sete Maravilhas da Natureza foi reaberta nesta terça-feira no endereço www.new7wonders.com. Quem votou nas fases anteriores pode votar novamente. A terceira e última etapa da disputa irá se estender até 2011, quando serão conhecidos os sítios vencedores. Segundo a Fundação New 7 Wonders, são esperados mais de 1 bilhão de votos. O comitê Brasil-Argentina de Apoio às Cataratas do Iguaçu comemorou o resultado e já pensa em uma estratégia para levar as quedas à vitória. “Tínhamos certeza que passaríamos para a fase final, pois fizemos a melhor campanha, a mais criativa, elogiada e destacada, diversas vezes, até mesmo pela Fundação New 7 Wonders, organizadora da competição. Fizemos tudo o que podia ser feito e nosso esforço foi recompensado”, afirma Gilmar Piolla, superintendente de Comunicação Social de Itaipu Binacional. Ainda nesta terça-feira, o comitê estará reunido para definir o planejamento da sequência da eleição. “Com o apoio voluntário dos principais veículos de comunicação do Paraná, conseguimos uma mobilização inédita da opinião pública para votar pelas Cataratas do Iguaçu. Vencemos o primeiro desafio. E, agora, vamos trabalhar para colocar as Cataratas entre as sete novas maravilhas”, assegura Piolla. Uma das primeiras ações a serem colocadas em prática pelo comitê é mobilizar quem já votou nas Cataratas do Iguaçu nas etapas anteriores. “Vamos aproveitar o nosso banco de dados de internautas que participaram de promoções do VoteCataratas.com e convida-los a votar mais uma vez”, revela Paulo Angeli, presidente do Conselho Municipal de Turismo. Outra linha de ação será dar visibilidade à campanha no exterior, com o engajamento dos argentinos. Antes mesmo do resultado final, porém, as Cataratas do Iguaçu e a cidade de Foz do Iguaçu já devem notar o reflexo de integrar a relação de 28 finalistas. Segundo o secretário municipal de Turismo, Felipe Gonzalez, a competição colocará a região trinacional em evidência ao longo dos próximos dois anos, e a expectativa é que isso se reflita no número de visitantes. “A eleição nos dará visibilidade e vai nos render uma mídia espontânea excepcional. Tenho certeza que a beleza das Cataratas irá rodar o mundo por meio da Internet, com reflexo direto no número de turistas em visita à nossa cidade”, aposta o secretário. A eleição – A eleição das Novas Sete Maravilhas da Natureza teve início em dezembro de 2007, envolvendo mais de 440 atrações de 220 países. Entre os especialistas que selecionaram as finalistas estão o ex-diretor-geral da Unesco Federico Mayor Zaragoza e o ambientalista Rex Weyler, co-fundador do Greenpeace Internacional. Eles avaliaram a beleza das candidatas; sua relevância ambiental (o nível de preservação); o legado histórico (relação da comunidade e\ou povos indígenas com o local); e a localização geográfica (entre as finalistas há atrações de todos os continentes). 28 finalistas : Amazonia (Brasil, Venezuela, Suriname, Peru, Guiana, Guiana Francesa, Equador, Colombia e Bolívia) / Baía de Fundy (Canadá) / Baía Ha Long (Vietnã) / Bu Tinah (Emirados Árabes) / Cataratas do Iguaçu (Brasil e Argentina) / El Yunque Porto Rico (EUA) / Floresta Negra (Alemanha) / Floresta Sundarbans (Bangladesh/Índia) / Grand Canyon (Estados Unidos) / Grande Barreira de Corais (Austrália/Papua Nova Guiné) / Gruta de Jeita (Líbano) / Ilha Jeju (Coréia do Sul) / Ilhas Galápagos (Equador) / Ilhas Maldivas (Ilhas Maldivas) / Lagos Masurian (Polônia) / Mar Morto (Palestina, Israel e Jordânia) / Matterhorn (Itália e Suíça) / Milford Sound (Nova Zelândia) / Monte Kilimanjaro (Tanzânia) / Monte Vesúvio (Itália) / Parque Nacional Komodo (Indonésia) / Penhascos de Moher (Irlanda) / Queda dos Anjos (Venezuela) / Rio subterrâneo Puerto Princesa (Filipinas) / Table Mountain (África do Sul) / Uluru (Austrália) / Vulcões de lama (Azerbaidjão) / Yu Shan (Taiwan)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

“O setor mais atrasado, ligado ao agronegócio, quer mudar toda a legislação ambiental”

Entrevista com a Senadora Maria Silva na revista “Caros Amigos”, por Marcos Zibordi e Tatiana Merlino.
Mulher, negra, pobre. Alfabetizada aos 16 anos. Do interior do Acre ao planalto central. De seringueira a ministra do Meio Ambiente. As muitas lutas de Marina Silva ao longo de sua vida parecem ser pequenas se comparadas à que trava atualmente: impedir que a mentalidade predatória de desenvolvimento que dita as regras no Brasil e no mundo não termine por destruir de vez o planeta Terra. A hoje senadora pelo PT define a recente investida ruralista para flexibilizar a legislação ambiental do Brasil como um “conjunto de mudanças que representam um retrocesso. Está se armando uma bomba de efeito retardado que não poderá ser contida na hora em que o país voltar a crescer”. Como principal exemplo, a Medida Provisória 458, editada pelo Executivo e sancionada no dia 25 de junho pelo presidente Lula, que pretende regularizar áreas de até 1500 hectares na Amazônia. Segundo Marina, a medida premiará a grilagem. “É um processo de privatização de 67 milhões de hectares de floresta”. A senadora Marina Silva conta porque que vive um dos piores momentos de sua vida, período em que o país enfrenta uma “operação desmonte da legislação ambiental”, encabeçada pelos ruralistas.
Marcos Zibordi: Sempre começamos as nossas entrevistas pedindo ao entrevistado que conte suas lembranças mais remotas de infância.
Marina Silva: Tenho muitas lembranças, guardei muitas coisas de uma idade muito tenra. Uma lembrança muito boa é da minha coleção de bonecas de pano, que a minha avó fazia. Eu tinha doze bonecas de pano, lembro o nome de algumas delas: tinha a Estefânia, que era uma boneca mais ousada, usava umas roupas menos tímidas. Tinha a Hilda, que era a matriarca do conjunto das bonecas, porque eu sou de uma família de matriarcas, do lado da minha mãe e do lado do meu pai. E a minha avó, quando fez as bonecas, já disse que a Hilda era quem comandava o clã. Tinha o Jacinto, que era um menino bem levado, e o Catifum, que era um bonequinho aleijado, e tinha todos os cuidados especiais. Fui uma criança amplamente estimulada desde a mais tenra idade até a adolescência.
Marcos Zibordi: Fora essas lembranças mais tenras, por volta de dez, doze anos, o que você já estava fazendo? O primeiro namorado?
Na verdade, essa ideia de namorado veio surgir muito depois, pois desde cedo eu queria ser freira. Aprendi sobre o cristianismo com a minha avó Júlia, que era analfabeta. Foi ela quem me ensinou rudimentos do cristianismo. Ela tinha um catecismo para analfabetos, com ilustrações da Capela Sistina. Desde aquela época eu dizia à minha avó que eu queria ser freira, e ela dizia: “minha filha, freira não pode ser analfabeta”. Então, para ser freira, eu tinha que estudar.
Tatiana Merlino: A família toda morava junto?
Eu morava na casa da minha avó. Minha irmã morava com os meus pais.
Tatiana Merlino: Por que a senhora morava com a sua avó e não com os seus pais?
Minha avó fez meu parto, em 1958, e se apegou muito a mim. Foi se criando um vínculo muito forte entre eu, minha avó e a minha tia que morava com ela. Eu passava o dia com ela, e às quatro, cinco horas da tarde, ela me trazia para dormir em casa com a minha mãe. Depois eu comecei a querer ficar dormindo lá e a insistir para a minha avó pedir para que eu fosse morar com ela. Até que um dia ela tomou coragem e foi falar com a minha mãe. E a minha mãe falou que iria falar com meu pai, e é lógico que ela queria um período para tentar me persuadir. Mas uma hora eu disse: “quero morar com a minha avó”. Só nos separamos quando eu fui morar na cidade, aos 16 anos.
Tatiana Merlino: E como era o trabalho no seringal?
Era pesado, difícil, tinha que andar 14 quilômetros por dia, de segunda a sexta. Meu pai trabalhava nessa atividade, e nós começamos, eu e minha irmã mais velha, quando eu tinha dez ou onze anos, a ajudá-lo a cortar seringa. No nosso caso, era uma mistura de trabalho, mas também com muita diversão, porque nossos pais eram muito cuidadosos. A gente não trabalhava além daquilo que agüentava. E se enquanto a gente roçava, o sol começava a ficar quente, e as abelhas e os mosquitos começavam a apavorar, a gente tinha toda liberdade de ir para debaixo de uma moita, buscar uma água fresquinha. Então, a gente nadava no igarapé, ficava lá tomando banho e voltava. Mas a gente também tinha disciplina, eu e minha irmã.
Para ler a entrevista completa, confira a edição de julho/09 da revista Caros Amigos, nas bancas, ou click aqui e compre a versão digital. (Fonte: Caros Amigos - www.carosamigos.com.br)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Pesquisas confirmam alto grau de biodiversidade em Rebio no Paraná

Brasília (17/07/09) – Tida como o último grande refúgio da biodiversidade do noroeste do Paraná, na zona de transição ecológica entre a Floresta Estacional Semidecidual e a Floresta Ombrófila Mista, a Reserva Biológica (Rebio) das Perobas prepara o seu plano de manejo. Entre os trabalhos que subsidiarão o documento, destacam-se várias pesquisas científicas em torno da fauna e flora da região. Uma delas, já concluída, faz o levantamento de algumas espécies de morcegos que habitam por lá. Há ainda uma sobre médios e grandes mamíferos e outra sobre aves de rapina. Essas duas últimas estão em andamento. Os estudos são de responsabilidade de instituições de ensino superior parceiras da reserva, cujas licenças para as pesquisas foram dadas pelo Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio), do Instituto Chico Mendes (ICMBio). De acordo com o chefe da Rebio, Carlos De Giovanni, todos esses trabalhos servirão de apoio técnico-científico para a elaboração do plano de manejo. “Essas pesquisas auxiliam, alicerçam o plano, principalmente no levantamento de fauna e flora da Rebio que deve constar nesse documento”, explica. Essa parceria com os pesquisadores é considerada uma via de mão dupla, pois, por um lado, serve de fomento para a pesquisa acadêmica e, por outro, para a conservação da área ambiental protegida. De Giovanni ressalta a importância dos estudos científicos desenvolvidas na reserva e no entorno dela. “Descortina detalhes de fauna, flora e sócio-ambientais como um todo que, muitas vezes, são desconhecidos. Abrir as portas a pesquisadores éticos e preparados é fundamental para subsidiar com informações importantes o nosso trabalho diário de proteção e conservação da biodiversidade existente na unidade,” frisa. MORCEGOS – O responsável pela pesquisa com morcegos, professor e coordenador do curso de Ciências Biológicas da Universidade do Paraná, Campus Cianorte, Henrique Ortêncio Filho, aponta que ainda há muito potencial para investigações científicas na reserva. “Inauguramos o ciclo de trabalhos com a catalogação de algumas espécies de morcegos, mas ainda temos projetos para continuar os estudos”, revela. Segundo ele, o grupo pretende iniciar pesquisas sobre os morcegos em abrigos diurnos na mata e em edificações urbanas do entorno. Isso porque a primeira etapa se deu numa área aberta de aproximadamente 11 quilômetros, em que os pesquisadores armavam redes de neblina, cuja altura não era capaz de capturar os animais que têm o hábito de voar acima da copa das árvores. Então, conforme explica o professor Henrique, devem existir inúmeras outras espécies que não foram listadas. Durante o período de estudo que abrangeu de maio de 2008 a abril de 2009 foram capturados 170 indivíduos, compondo oito gêneros e 13 espécies. Com esses resultados já relatados fica mais fácil exemplificar à população a importância desses animais para a preservação ambiental. A ação deles no processo de dispersão de sementes, polinização e controle populacional de insetos, por exemplo, é fundamental. “Tal condição pode aproximar afetivamente as pessoas dos morcegos, animais envoltos por uma série de mitos e lendas negativas, principalmente relacionadas ao vampirismo”, afirma o professor. Ele acrescenta, aliás, que nenhum morcego hematófago (que se alimenta de sangue) foi registrado durante o estudo. Segundo Henrique Filho, o viés da conservação foi um dos motivadores dessa pesquisa na Reserva Biológica de Perobas. “Nosso interesse surgiu na relevância da área, até então desconhecida em termos de biodiversidade, em especial em relação aos morcegos. Além disso, vale destacar que aquele é um dos últimos remanescentes do noroeste do Paraná, uma área realmente de valor inestimável”, conclui o cientista, que também lidera o Grupo de Estudos em Ecologia de Mamíferos e Educação Ambiental da Universidade Paranaense. Atualmente, sob coordenação do professor Vagner Canuto, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, outro grupo de pesquisadores estuda e cataloga os médios e grandes mamíferos da reserva. E uma outra equipe, liderada pelo professor Willian Menq, do Centro Universitário de Maringá, pesquisa as aves de rapina. Esses trabalhos acadêmicos, conforme disse o chefe da reserva, Carlos De Giovanni, serão balizadores do plano de manejo da unidade de conservação criada em 2006. (Fonte: Carlos Antonio de Oliveira - ASCOM/ICMBio)

Descoberta ave de rapina em extinção

Brasília (17/07/09) – O biólogo Willian Menq, do Centro Universitário de Maringá (PR), registrou a presença do gavião-pato, uma espécie muito rara no Sul do Brasil. Essa ave está na na lista vermelha das espécies ameaçadas de extinção no Paraná e em diversos estados brasileiros. O pesquisador avistou o pássaro durante os trabalhos de campo que tem feito na Reserva Biológica (Rebio) de Perobas, no noroeste paranaense. Ele estuda as aves de rapina presentes na região. É mais uma das pesquisas da fauna existente na Unidade de Conservação. A ave encontrada vive exclusivamente em florestas e, por estar numa reserva protegida pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), tem chances de sobreviver. “Sua presença está associada à grande oferta de presas potenciais que a unidade apresenta e também pelo habitat ideal. Agora teremos as atenções voltadas a ela para estimar qual o tamanho de sua população na reserva, se é apenas um individuo, um casal, ou mais”, destaca o pesquisador. De acordo com Willian Menq, mais que ser balizadora de futuras pesquisas e do planejamento para manutenção da reserva, essa pesquisa que ele desenvolve é imprescindível por causa da especificidade do local. “Além ser a única floresta de grandes dimensões e isolada, ela acabou se tornando um refúgio da fauna no noroeste paranaense, uma verdadeira 'arca de noé', onde há grande diversidade de espécies.” Ele explica que à medida que forem sendo catalogadas, será mensurada a frequência, a quantidade específica da cada uma delas e se são comuns ou mais raras, como o gavião-pato. “Espero que consigamos registrar outras espécies raras de alto interesse biológico.” A probabilidade de êxito para outras raridades, na opinião de Menq, é muito grande. “A reserva, com as dimensões e diversidades de animais que tem, se torna local perfeito para as aves de rapina”, afirma. Agregando a essas particularidades, segundo ele, as aves de rapina carecem também de informações na literatura devido às baixas densidades populacionais desse grupo. “E ainda faltam biólogos dedicados a esse grupo específico, pois a metodologia de pesquisa com aves de rapina é totalmente diferente das de pesquisa com outros grupos de aves. Por isso, elas acabam ficando subamostradas na maioria das listas avifaunísticas”, completa. Para mudar esse quadro, o pesquisador segue com os estudos na reserva até fevereiro de 2010. Ele vai ao local a cada mês e deve aumentar a frequência de visitas no início do verão. Apesar desse período delimitado, pode haver, diz ele, a prorrogação dos trabalhos de campo conforme a necessidade. É assim que Willian Menq está fazendo o levantamento das aves de rapina ( gaviões, águias, falcões e até corujas) existentes na reserva e no entorno dela. As aves de rapina são predadoras e têm importante destaque na cadeia alimentar da Rebio. Elas podem ser indicadas, informa Menq, como bioindicadoras da qualidade ambiental da reserva, pois a maioria delas é muito sensível a ação do homem. “E possuem papel importantíssimo no controle de populações de animais, garantindo o equilíbrio do ecossistema. Elas controlam espécies consideradas pragas, como roedores e algumas aves nocivas à agricultura,” explica. Por causa dessa importância, o pesquisador vai distribuir, no final dos trabalhos, algumas cartilhas explicativas à comunidade, para deixar clara a necessidade de preservação dessas aves. “Pois muitas, principalmente gaviões, são alvo de fazendeiros que as acusam de atacar crias domésticas, o que raramente acontece. E as corujas, devido às crenças populares e lendas, são vistas como seres de mau agouro. Com isso, acabam sendo perseguidas e mortas”, relata. As pesquisas feitas pelo biólogo Willian Menq, se unem a outras, como a que estuda os médios e grandes mamíferos da reserva e a que observa os morcegos, esta já teve a primeira fase concluída. Todas elas são de incalculável relevância acadêmica e fundamentais para o desenvolvimento do plano de manejo da Rebio de Perobas, que já está em andamento. Para saber mais sobre as pesquisas com aves de rapina acesse http://www.avesderapinabrasil.com/.
(Fonte: Carlos Antonio de Oliveira - ASCOM/ICMBio)

Mamíferos são catalogados

Brasília (17/07/09) – A Reserva Biológica (Rebio) de Perobas, no noroeste do Paraná, é morada para vários tipos de animais. Porém, muitos deles ainda não têm o devido registro no local. Para preencher essa lacuna no que diz respeito aos médios e grandes mamíferos, o pesquisador Vagner Canuto, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, está em campo na Rebio. Ele desenvolve um trabalho de catalogação desses animais. Segundo ele, essa é uma das primeiras ações de base para pesquisas futuras, mais aprofundadas, ou mesmo para iniciativas de conservação de algumas espécies que estão correndo algum tipo de risco. Esse levantamento tem o objetivo de responder quais são os animais dessa categoria presentes na reserva. A Rebio ainda não tem nada nesse sentido, conforme o cientista, que acrescenta outros fatos que o motivaram a tocar essa empreitada. “Além dessas questões mais objetivas, guardo um gosto muito grande pelos mamíferos, num sentido mais subjetivo. Além disso, tenho interesse em trabalhar especificamente com a ecologia e conservação de felinos da região. Assim, comecei, eu mesmo, a fazer toda a trajetória para projetos futuros, pessoais ou para outros pesquisadores”, relata. O pesquisador utiliza, como ele explica, duas metodologias de captação de dados – uma que avalia as trilhas percorridas pelos animais e a outra que estuda os rastros. “Trabalho com a pegada natural por causa da facilidade proporcionada pelo solo de arenito, de fácil identificação, não precisando muito trabalhar com armadilhas artificiais de areia, como acontece em outras regiões de solo menos arenoso e de difícil identificação natural das pegadas.” A primeira fase da pesquisa foi desenvolvida em 2008, com a análise das trilhas percorridas pelos animais. Eram feitas em torno de três visitas por mês, percorrendo as trilhas da região para anotar a presença do animal, espécie e distância perpendicular do pesquisador. Nesse intervalo, as pegadas foram fotografadas e analisadas, usando três guias de identificação existentes no Brasil. Agora, informa o professor Vagner, a fase de coleta, que durou um ano, está concluída. O que falta é analisar os dados e fazer o relatório da pesquisa. Vagner Canuto entende que com esse tipo de estudos é um complemento à importância da Reserva Biológica de Perobas na conservação dos mamíferos, especificamente, e da biodiversidade como todo. “É um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica semidecidual existente no Paraná e no Brasil. Além disso, guarda alguns exemplares de espécies que já sofreram extinção local nesse tipo de floresta, como o Queixada, que não existe mais no Parna de Foz, por exemplo.” Durante as pesquisas Canuto também constatou que, apesar da presença de animais como a onça parda, a grande quantidade herbívoros – como a anta por exemplo – pode estar relacionada à falta de predadores naturais. “Isso pode gerar um problema econômico para a região em tempos de escassez de alimento dentro da reserva, já que a Anta tem uma área enorme de uso que extravasa o domínio da reserva”, pondera. Na opinião dele, essa situação torna o animal alvo de caça por parte dos plantadores de soja. Aliás, a caça é uma da constatações apontadas pelos estudos feitos pelo pesquisador. “Essa prática talvez seja o grande problema na região, apesar das ações positivas do ICMBio no sentido de coibir e educar para a importância da fauna silvestre, ainda há caçadores dentro da reserva e no entorno,” revela Canuto. Para o cientista, esse trabalho de catalogação de médios e grandes mamíferos que ele desenvolve pode ajudar a resolver esse problema. “A pesquisa também tem um caráter mais aprofundado do que os levantamentos tradicionais para planos de manejo em unidades de conservação e pode ser usada também neste sentido.” (Fonte: Carlos Antonio de Oliveira - ASCOM/ICMBio)

sábado, 11 de julho de 2009

Parque Nacional do Iguaçu define seu Conselho Consultivo

(Pegoraro, presidindo a reunião do Conselho)
No último 26 de junho, foi realizada a reunião final de reformulação do Conselho Consultivo do Parque Nacional do Iguaçu (CONPARNI), presidido por Jorge Luiz Pegoraro, Chefe do Parque. Nesta reunião foram apresentados o arcabouço legal do Sistema Nacional de Unidades de Conservação que baliza a formação de conselhos e a lista dos novos conselheiros, bem como iniciado os estudos para construção do Regimento Interno do CONPARNI. Representantes de diversas instituições e municípios participaram da reunião. O CONPARNI será composto titulares e suplentes de órgãos públicos e da Sociedade Civil, entre eles, representantes da Polícia Ambiental, do Corpo de Bombeiros, da Coordenação Regional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, da Polícia Federal, IBAMA no Paraná, IAP, Itaipu Binacional, Marinha do Brasil, Parque Nacional do Iguazú, das Prefeituras dos quatorze Municípios do entorno do Parque, das secretarias de Estado do Meio Ambiente e Turismo, de Instituições de Pesquisa e Ensino Públicas e Privadas, ONGs Ambientalistas, Representantes Comunitários, das Concessionárias do Parque, do Setor Produtivo Rural e do Setor de Turismo Regional.
Mariele Xavier, responsável pelo projeto de formação do Conselho, apresentou aos conselheiros uma minuta do Regimento Interno do CONPARNI para análise. “Assim que a nova portaria for editada, iniciaremos os trabalhos de construção do nosso regimento, com metodologia própria para esse tipo de trabalho”, afirma a chefe da Escola Parque.

aquaIGUAÇU no ENEEAMB

Os graduandos de Engenharia Ambiental da União Dinâmica de Faculdades Cataratas (UDC) Cristiano Rafael de Souza, estagiário do Programa aquaIGUAÇU, e Franciele Guilhardi, secretaria da Escola Parque, do Parque Nacional do Iguaçu, desenvolvem a "Eficiência do Tratamento de Efluentes de Modelo Compacto", avaliando a estação de tratamento (ETE) de modelo compacto da concessionária do Parque Nacional do Iguaçu (PNI), Helisul Táxi Aéreo, sob orientação dos biólogos Luiz Henrique Gollin, Gerente Ambiental da Helisul, e Fernanda de Almeida Gurski, Técnica de Controle Ambiental do Programa aquaIGUAÇU. Esse modelo de estação é uma alternativa para locais que dispõe de pouco espaço para instalação. E tem como princípio o tratamento biológico, processado em diferentes etapas: tratamento anaeróbio e aeróbio, seguidos por caixas de areia, carvão ativado para retenção de sólidos em suspensão e a desinfecção por cloração. O efluente final é utilizado para irrigação de hortaliças.
“A estação avaliada apresentou um bom desempenho e eficiência no tratamento de efluentes doméstico. Contudo, há de se realizar sua constante manutenção, para otimização do processo e evitar irregularidades que interfiram na qualidade do efluente final gerado”, afirma Cristiano.
O Trabalho será apresentado no I CICEEA (Congresso de Iniciação Científica e Extensão da Engenharia Ambiental) evento do VII ENEEAmb (Encontro Nacional de Estudantes de Engenharia Ambiental), em Viçosa, Minas Gerais. O CICEEA tem como objetivo difundir os conhecimentos obtidos por intermédio de projetos desenvolvidos por estudantes de Engenharia Ambiental e áreas afins e permitir a troca de experiências construídas ao longo dos cursos. Procura ressaltar a importância da relação entre Ensino, Pesquisa e Extensão para as universidades e para a formação de futuros profissionais. Com abrangência nacional, o CICEEA inclui projetos de Extensão e Pesquisa inseridos na temática ambiental e desenvolvidos em diversas Instituições de Ensino Superior e organizações correlatas do Brasil.

Veneno de Cobra

"O Paraná despeja no ambiente 40 mil toneladas, ou 40 milhões de quilos, de agrotóxicos por ano. Este veneno vai para as plantas, o solo, o ar, a água e para dentro do resto de seus habitantes. O Estado é o segundo consumidor nacional desta nefasta mercadoria. E talvez, não por coincidência, o primeiro em número de câncer de fígado e pâncreas. Aqui, nas regiões que plantam fumo, e aplicam veneno associado a sais e metais, o número de câncer em crianças, a depressão psíquica e o suicídio de jovens adultos, é maior que a média estadual. Talvez, não por coincidência... A progressiva esterilização do solo; o aparecimento de novas pragas; a ressurgência das super-pragas; a redução da piscosidade dos rios e a contaminação do leite materno, são alguns exemplos de um modelo agrícola que, para vender mais, combinou máquina, agrotóxico e adubo químico. Já passou da hora de buscarmos um outro modelo. Entretanto, o agricultor não aplica veneno na propriedade porque é um delinqüente ambiental. Por que é cruel. Ele o faz porque esta é a lógica do modelo. E dizer a ele que, de agora em diante, não poderá mais usar estes produtos é deixá-lo com um peso na alma porque, mesmo ciente das conseqüências, continuará impregnando sua propriedade do mesmo jeito. Porque o mercado exige! Ora, mas se é uma questão de mercado, vamos abrir um outro mercado: veneno de cobra se combate com veneno de cobra. O Governo do Estado compra, para a merenda escolar, mais de 1 milhão de refeições por dia. Então, que compre aquelas feitas de produtos orgânicos! Com isso, garante-se um mercado aos agricultores que converterem suas propriedades e, ao mesmo tempo, acena-se com mais saúde para nossas crianças. Aliás, segundo a ANVISA, o residual de agrotóxicos permitido em um ser humano é calculado levando-se em conta o organismo de um homem de 60Kg. Mulheres e crianças estão fora. Mais um motivo para começar pelas crianças. Para quem pensa que não há produção, nos últimos 10 anos, no Paraná: - O número de produtores de orgânicos saltou de 300 para 5.300.- A safra de orgânicos pulou de 450 toneladas para 107.000 toneladas. Um aumento de 2.000%. A continuar os incentivos governamentais, projeta-se para o ano 2.018 uma safra de 2 milhões de toneladas. Por tudo isso foi que eu, e os deputados Luciana Rafagnin e Elton Welter fizemos e acabamos de aprovar, na Assembléia Legislativa, projeto de lei que institui a obrigatoriedade da Merenda Escolar Orgânica. Tem alimento orgânico para abastecer toda merenda escolar? Não. Mas, contrariamente ao que poderíamos pensar, isso é bom. É sinal que a produção pode crescer porque o mercado existe. Para se ter uma idéia, todo o feijão orgânico produzido no Estado, não chega à metade da demanda da merenda escolar. - E os rio vai ficar limpo? – canta na orelha meu pernilongo de estimação. - Vai dá pra ver o fundo – respondo, zunindo. - Então vai dar peixe até debaixo d´água! Mesmo sem entender do assunto, até meu pernilongo acerta na mosca".
(Do "Recado do Cheida", www.cheida.com.br)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Pensar a Educação Ambiental

"Desde a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente muita coisa mudou por lá e, pelo que se tem visto, não foi para melhor.
No que se refere à Educação Ambiental os problemas são latentes e não mais podem ser tratados como se não existissem. Na época da Marina, era Marcos Sorrentino o diretor da Diretoria de Educação Ambiental – DEA, que passou a ser dirigida por Lúcia Anello. No mês de junho próximo passado anunciou sua saída.
Esta notícia provocou uma série de debates e que revela o quadro desolador atualmente vivenciado pela Educação Ambiental em que não se está dando o devido valor. Enquanto a Marina esteve à frente do MMA muitos avanços foram verificados. Também se conseguir fazer forte resistência aos ataques daqueles que pretendiam a desestruturação da Legislação Ambiental brasileira. Hoje, no entanto, vivenciamos um processo articulado com vistas a retalhar o Código Florestal e, de resto, as principais leis que tutelam o meio ambiente. Essa organização vem desde a bancada ruralista no Congresso Nacional, passando pelo Ministério da Agricultura e por setores do próprio Ministério do Meio Ambiente, que não tem conseguido realizar um “empate” com qualidade.
Parte do movimento ambientalista tem se manifestado sobre o assunto, algumas críticas são totalmente pertinentes outras nem tanto. A ex-ministra Marina Silva disse insistentemente que devemos criar políticas de Estado e não de Governo. Teorizando esse ensinamento, quando ainda era Superintendente do Ibama-PR, eu dizia que a sociedade deveria se apropriar das ferramentas e dessas políticas e criar meios próprios para conduzi-las, sem, necessariamente, contar com o apoio (quase único) do governo central.
Sempre ponderei sobre a problemática de programas que mesmo depois de conquistar apoio e espaço na sociedade ainda assim se viam totalmente dependentes de recursos do Governo. Isso é um perigo, pois o governo muda e os seus dirigentes mudam. Então, haveria de se ter garantias de continuidade dentro da própria sociedade, com a criação de mecanismos de sustentação, mesmo a despeito de qualquer crise (econômica) ou ideologia de governos que podem destinar ou não recursos para programas de EA.
Marcos Sorrentino e Marina Silva, ambos com a sensibilidade de seres humanos diferenciados, conquistaram muito no MMA. Faltaram recursos, não tiveram dúvidas, foram atrás de apoios, colocando em prática a tal 'transversalidade'. Certa vez Paulo Freire disse: 'aqui estamos, talvez o ponto de onde devêssemos ter partido'. Penso que ficar ruminando questões voltadas para a aparente inoperância do MMA, pelo menos em relação à EA, não deve ser o principal ingrediente do VI Fórum de EA que se avizinha. Antes, deve ser um momento de profunda reflexão para apontar saídas. Buscar parcerias comprometidas com a causa (nesse aspecto as universidades públicas podem ser ou continuar sendo bons parceiros, as empresas -públicas ou não- que têm a obrigação de expressar a face da responsabilidade social também, entre outros).
Lembro de uma frase emblemática da Marina: 'a sociedade tem de constranger eticamente os governantes'. Mesmo em forte crise por que passam a Câmara de Deputados e o Senado Federal, o movimento ambientalista (eu me incluo) não tem aproveitado o momento para expor outros absurdos daquelas Casas, como o processo sistemático de desmanche das Leis Ambientais através da bancada ruralista e do próprio ministro da agricultura. Temos de constranger ao máximo aqueles que pretendem dar um sério golpe no meio ambiente brasileiro.
Recorro ainda a Gorki, escritor russo, autor da magnífica obra "A Mãe". Gorki dizia (mais ou menos nos seguintes termos): 'Um amigo de seu filho a visitara em sua casa localizada numa vila. O rapaz impaciente olhava para a janela. A Mãe, com toda a sua sensibilidade disse ao rapaz: lá fora está uma ventania... O rapaz respondeu à Mãe: talvez seja isso que eu esteja precisando... de um bom vendaval!'. Acho mesmo que estamos precisando de um bom vendaval, dar uma boa agitada nessa área da EA, refletir mesmo as nossas ações, as nossas interações, as nossas transversalidades, as nossas causas comuns, as nossas divisões, os nossos egoísmos, as nossas participações nos fóruns de decisões, as nossas dependências do Estado e etc. Vejo nisso tudo uma grande oportunidade para corrigir rotas. Passados seis anos de governo Lula, a disputa entre setores identificados com o desenvolvimento sem critérios e aqueles movidos pela sustentabilidade é ainda ferrenha. O governo é sensível, sobretudo, diante do processo de organização que os vários segmentos da sociedade possuem. Se, nos encontramos desunidos e, por consequência enfraquecidos, é óbvio que não conseguiremos avançar dentro do governo. Penso mesmo que o movimento ambientalista deveria é fazer uma profunda reflexão (catarse) sobre tudo o que está acontecendo e aproveitar o momento para encontrar pontos convergentes para a atuação conjunta. Finalizo, dizendo que a cidadania é o oposto de acomodação. Para fazer valer os direitos de Cidadania devemos lutar, planejar as táticas e as estratégias e reunir o máximo de cidadãos e cidadãs para a mesma causa. Ficar apontando que a culpa é desse ou daquele, ou mesmo que o Presidente LULA precisa de EA, como li numa dessas críticas que circulam na internet, é o mesmo que ficar acomodado, pelo menos, no sentido de ficar somente na retórica e não buscar alternativas práticas para combater o que se considera inadequado. Prefiro conciliar a teoria com a prática. Então, mãos à obra".
Marino Elígio Gonçalves

Rebio no Paraná começa a formar seu Conselho Consultivo

Brasília (08/07/2009) – Numa reunião bastante produtiva no início desta semana, com a participação de representantes de vários setores da sociedade ligados à questão ambiental, a Reserva Biológica (Rebio) das Perobas, no Paraná, iniciou o processo de formação do Conselho Consultivo. Nesse primeiro encontro, foram apresentadas as bases legais do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o projeto para instituir o colegiado e a primeira proposta de quais serão as entidades representadas. Durante essa etapa inaugural foram marcadas reuniões setoriais em que serão definidas de fato as instituições que terão representação no órgão e, por fim, num encontro geral, serão estipulados quais vão ser os membros oriundos de cada uma delas. De acordo com o chefe da reserva, Carlos De Giovanni, até o mês que vem tudo isso deverá estar concluído. “Quando finalizarmos os trâmites aqui, enviaremos os documentos à direção do Instituto Chico Mendes. Se tudo estiver certo, o presidente assinará uma portaria dando posse aos conselheiros. Isso será publicado no Diário Oficial da União.” De Giovanni explica que, por intermédio desse conselho, a gestão da reserva passará a ser mais democrática e participativa. E esse novo viés administrativo será o condutor das idéias e propostas para solução de problemas e desafios enfrentados diariamente no âmbito da área conservada. “Não há dúvida de que é um apoio fundamental para o bom andamento do nosso trabalho”, acrescenta. O prefeito Edno Guimarães, do município de Cianorte, onde fica parte da reserva, destacou a importância desse colegiado para o desenvolvimento sustentável da cidade. “Não adianta desenvolver a parte econômica do município e esquecer dessas riquezas naturais que estão tão próximas. É necessário que os integrantes desse conselho pensem no futuro, respeitando a importância do desenvolvimento e também do meio ambiente. Não podemos ser radicais para nenhum dos lados.” Trinta por cento da Reserva Biológica das Perobas estão no município de Cianorte e o restante fica em Tuneiras do Oeste, cidades distantes cerca de 40 quilômetros uma da outra. A Rebio é uma das mais de 300 unidades de conservação que estão sob responsabilidade do Instituto Chico Mendes (ICMBio) em todo o território nacional. A sede da unidade fica em Tuneiras. Na Secretaria de Meio Ambiente de Cianorte também há um espaço da reserva para atendimento ao público. As reservas biológicas são destinadas a atividades de pesquisa sobre a biodiversidade e de educação ambiental. Para coletar dados nas rebios, os pesquisadores têm que pedir autorização junto ao Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio).
Carlos Oliveira, Ascom/ICMBio (61) 3341-9280

Cataratas do Iguaçu confirmadas no top 77

As Cataratas do Iguaçu foram confirmadas nesta quinta-feira (9) entre as 77 candidaturas que mais obtiveram votos na etapa semifinal da eleição das Novas Sete Maravilhas da Natureza. Com isso, a atração visitada por mais de 2 milhões de turistas ao ano está habilitada a participar da seleção dos 28 sítios finalistas, que será feita por um grupo de especialistas indicado pela Fundação New 7 Wonders, organizadora da disputa. O anúncio das candidaturas finalistas ocorrerá no próximo dia 21, na página de Internet da Fundação New 7 Wonders (new7wonders.com). Além das Cataratas do Iguaçu, representando o Brasil, continuam com chances de chegar à grande final a Amazônia e o arquipélago de Fernando de Noronha. Entre as atrações argentinas que disputaram a semifinal, somente as Cataratas alcançaram o top 77. A relação das candidaturas integrantes do top 77 pode ser conhecida neste link (new7wonders.com/nature/en/nominees/top77). A votação obtida pelos sítios na semifinal não é revelada. Mas, segundo a Fundação New 7 Wonders, o número de votos conquistados na etapa anterior não será considerado pelos julgadores. No último dia em que a votação foi possível, o site votecataratas.com foi visitado por mais de 15 mil internautas. Até o último ranking divulgado, as Cataratas do Iguaçu ocupavam o terceiro lugar na categoria “lagos, rios e quedas d’água”. As chances das Cataratas do Iguaçu figurarem entre as finalistas, porém, aumentaram consideravelmente com a exclusão de fortes adversários, como o Rio Ganges e as Cataratas Vitória e do Niágara, que não organizaram um comitê local de apoio, condição exigida pelos organizadores para se tornar uma das Novas Sete Maravilhas da Natureza. “A nossa organização foi fundamental para alcançarmos essa pré-classificação para a final. Ainda em 2008, criamos o nosso comitê. E a Fundação New 7 Wonders entendeu a seriedade da nossa candidatura. Lançamos um site de Internet, tivemos o apoio das autoridades e assim estabelecemos uma estratégia de divulgação que abrangeu 27 países desde o ano passado”, observa o secretário de Turismo de Foz do Iguaçu, Felipe González, um dos organizadores do comitê. Já Gilmar Piolla, superintendente de Comunicação de Itaipu Binacional e também integrante do comitê, ressalta o papel dos parceiros no sucesso da campanha Vote Cataratas. “Estamos conseguindo uma mídia espontânea fantástica para a campanha, o que contribui não somente para a votação, mas também coloca a cidade de Foz do Iguaçu em evidência e favorece diretamente o turismo local”, afirma. (Do Blog do Pegoraro)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Cansa.... mas, não desisto!

Deve ser muito difícil ser técnico de futebol no país do futebol, onde cada habitante se entende ser técnico de futebol!
É muito difícil trabalhar com e para o Meio Ambiente num país onde cada habitante se entende ambientalista, se pretende entender de Meio ambiente e, o que é pior, se entende saber de Meio Ambiente, sempre, mais que você, que é pago, por cada habitante, para cumprir a função de trabalhar com e para o Meio Ambiente.
Cansa...
Cansa encontrar na internet tanta informação desencontrada... tanta informação direcionada, tanta informação dissimulada...
Cansa encontrar na internet tanto cidadão com "expertise" em Meio Ambiente, dando 'pitacos' em todo quanto é blog, jornaleco e, até, páginas de ONGs sérias e outras que não o são, mas que querem aparentar ser...
Cansa...
O que tem de cidadão que entende de Amazônia, tráfico de animais silvestres, de corrupção, desmatamento, de combate à caça, mudanças climáticas, substâncias químicas tóxicas, de poluição e licenciamento ambiental, é uma grandeza! A maioria acha que ter um papagaio não registrado em casa, jogar lixo em qualquer lugar, não ter reserva legal em sua propriedade rural, poder ouvir um 'sonzinho' em seus carros cheios de cornetas e 'twitters' é 'de direito', não faz mal... é normal!
Ah!.... Cansa! Meio Ambiente nos olhos dos outros ser refresco.... Cansa!
Mais Humildade! Mais Humanidade! Mais Verdade! Mais Cidadania!... Por favor!
Mas, não desisto!
Vamos parar de olhar para nosso umbigo! Ou pior, pensar só nos nossos escusos interesses!!
Vamos estudar! Vamos buscar a real informação! Vamos aprender! Vamos parar de apenas replicar o que a midia, qualquer que ela seja, diz! Todos nós! Eu, você, cada um de nós! Estudar, aprender, refletir, humanizar e coletivizar, claramente, nossas intenções e, aí sim!, replicar nossas reflexões, nossos conhecimentos, nossas existências.
É preciso conhecer para preservar! Além de conhecer para preservar, é preciso conhecer para falar, comentar, criticar!
Há muito, mas muito, por fazer ainda! E gostaria de convidar todos que queiram mais do que apenas criticar, apenas falar porque 'ouviu dizer' ou porque 'acha', a conhecer, verdadeiramente, o tema 'Meio Ambiente'... e todos os seus meandros.
Assim, todo aquele que não for 'ambientalista de ar-condicionado, de papel e bulas' poderá fazer parte da solução, não do problema!
"Quem ve pouco, ve sempre muito pouco; quem ouve mal, ouve sempre algo a mais". Friedrich Nietzsche

Rebio das Perobas inicia seu Conselho Consultivo

A primeira reunião geral para a Formação do Conselho Consultivo da Reserva Biológica das Perobas foi realizada nesta segunda-feira (6), no auditório da Associação Comercial e Industrial de Cianorte (ACIC). Nesta reunião, foram apresentados o arcabouço legal do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, o projeto para a formação do conselho, os objetivos do Conselho, bem como a primeira proposta de constituição das instituições conselheiras.
Representantes de diversas instituições e municípios participaram da reunião. A formação do Conselho será composto por órgãos públicos e representantes da Sociedade Civil.
A Reserva Biológica das Perobas é uma das 304 unidades federais de conservação da natureza administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Seu Conselho Consultivo será formado para que, junto com a Comunidade de seu entorno, sua gestão seja democrática e participativa, na busca de soluções dos problemas e desafios que se impõem no dia a dia de sua existência. O prefeito de Cianorte, Edno Guimarães, destacou a função dos membros que serão escolhidos para o Conselho Consultivo: “Não adianta desenvolver a parte econômica do município e esquecer dessas riquezas naturais que estão no nosso entorno. É importante a formação deste conselho com pessoas que pensem no futuro, respeitando a importância do desenvolvimento, mas também do meio ambiente. Não podemos ser radicais para nenhum dos lados”.
Desta reunião, foram definidas as reuniões setoriais, onde serão definidas as representações institucionais, bem como os representantes dessas instituições, que formarão o Conselho Consultivo da Reserva Biológica das Perobas (CORPE), com mandato de dois anos.
Até o final de agosto próximo o CORPE estará formado.

Rebio das Perobas / ICMBio participa de Curso de Gestores Ambientais

O Curso de Formação de Gestores Ambientais Municipais ocorreu entre os dias 22 a 26 de junho de 2009, nas dependências do Centro de Capacitação de Faxinal do Céu, Paraná, com a participação de vários municípios das regiões de Umuarama, Cianorte, Campo Mourão e Guarapuava, sob a coordenação de técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), contou também com a participação de outras instituições do Governo Estadual, entre as quais a Secretaria Estadual da Educação (SEED), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (SEDU), a Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (SUDERHSA), Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR), Companhia Paranaense de Energia (COPEL), Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG), autarquia estadual vinculada à SEMA, com a presença, também, dos consórcios intermunicipais CORIPA, COMAFEM, CIBAX e ENTRE RIOS).
Durante a realização do curso houve apresentação de palestras, oficinas, e atividades culturais (Teatro e Shows). Nos trabalhos em grupo, os técnicos do IAP e SEED abordaram a criação do Sistema Municipal de Meio Ambiente, Agenda 21, formação Conselhos Municipais, Fundo Municipal de Meio Ambiente e a elaboração de programas e projetos ambientais.
Deusdeti Jacson Ribeiro, Analista Administrativo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), lotado na Reserva Biológica das Perobas (RBP), participou do curso, formando equipe de trabalho do município de Tuneiras do Oeste, junto com Luís Antonio Branco, Secretário Municipal da Agricultura e Meio Ambiente, Luzia Alexandre da Silva Krauss, Vereadora, e Emerson Luis Lanza, da Secretaria Municipal de Saúde.
O encerramento das atividades contou com a presença do Secretario Estadual de Meio Ambiente, que fez uma explanação sobre o trabalho da Policia Ambiental do Governo do Estado do Paraná.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Brasileiro e Queniana vencem a Meia Maratona das Cataratas

João da Bota, da equipe do Cruzeiro, foi o vencedor da terceira edição da Meia Maratona das Cataratas
(Foto: Marcos Labanca)
(Do Blog do Pegoraro) A 3ª Meia Maratona das Cataratas do Iguaçu registrou, neste domingo (5), em Foz do Iguaçu, a quebra dos recordes da prova nas Categorias Masculino e Feminino. Os ganhadores foram João Ferreira de Lima (João da Bota) e a queniana Anne Cheptanui Bererwe. Com a marca de 1h3min37s, o atleta do Cruzeiro João da Bota levou o título. O tempo dele supera em mais de três minutos o recorde anterior, de Marcelo Vecchi, com 1h6min57s, registrado na primeira edição em 2007. O mineiro Franck Caldeira garantiu a segunda posição, registrando 1h3min42s. Damião Ancelmo de Sousa, da equipe carioca Pé de Vento, conquistou o terceiro lugar, com 1h4min1s. No feminino, a queniana Anne Cheptanui Bererwe registrou 1h14min4s e assim bateu o tempo da brasileira Luzia de Sousa Pinto, vencedora da primeira meia maratona, de 1h17min17s. A brasileira Marily dos Santos, com 1h16min16s, terminou na segunda colocação. O Brasil ainda foi ao pódio, na terceira posição, com Marizete Moreira dos Santos, que registrou 1h17min11s. Os três melhores nas duas categorias levaram o Troféu Itaipu Binacional 35 Anos em referência à constituição oficial da usina hidrelétrica, e dividiram R$ 60 mil — a maior premiação do Brasil em provas dessa categoria. Os campeões faturaram R$ 15 mil; os segundos colocados garantiram R$ 10 mil; enquanto os terceiros ficaram com R$ 5 mil. Disputas acirradas — Num dos mais belos cartões-postais do mundo, o Parque Nacional do Iguaçu (PNI), a corrida reuniu 1.035 profissionais e amadores de vários países, que representaram três continentes: América (do Sul e do Norte), África e Europa. A prova foi marcada pelo alto nível técnico de vários atletas de elite de renome nacional e internacional. Nem mesmo a chuva e a baixa temperatura impediram a quebra de recordes e disputas acirradas entre os competidores. Como nas edições anteriores, a corrida também contou com muita animação e entusiasmo dos participantes durante todo o percurso. Na Categoria Masculina, o grupo de elite comandou a meia maratona do princípio ao fim. João da Bota surpreendeu na estratégia a partir da metade da prova, por volta do km 10, pulando na frente. O corredor ultrapassou alguns favoritos e vários candidatos ao título, como o colega de equipe Franck Caldeira, mantendo o ritmo à frente aos demais adversários até a linha de chegada. “Foi uma corrida difícil, de alto nível técnico, em que minha estratégia de pular na frente no meio da corrida e acelerar o ritmo deu certo. Estou muito feliz com o resultado por vencer uma prova tão importante num cenário maravilhoso como das Cataratas do Iguaçu”, disse João da Bota. No segundo pelotão, pouco atrás, Caldeira travou uma disputa bastante acirrada com Damião Ancelmo de Sousa, da Equipe Pé de Vento, e com o queniano Joseph Kibiwott Ngetich. O mineiro conseguiu desgarrar do grupo apenas no km 17, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, para assegurar a segunda posição. Liderança — No grupo feminino, a corrida foi liderada desde os primeiros quilômetros pela queniana Anne Cheptanui Bererwe, atual campeã e recordista da Meia Maratona da Corpore e segunda colocada na Corrida Tiradentes, em Maringá. Apontada como uma das favoritas, Anne largou forte e manteve o ritmo até o fim, abrindo distância rapidamente das adversárias. Pouco antes de cruzar o portão de entrada do Parque Nacional, a vantagem para a segunda colocada era significante. A partir do km 13, a queniana já não avistava mais as corredoras, sem grandes riscos de perder a posição e a prova. “A pista lisa por causa da chuva dificultou bastante, mas deu para fazer uma corrida forte pelo nível das atletas”, declarou Anne. No pelotão de trás, as brasileiras Marily dos Santos e Marizete Moreira dos Santos travaram uma disputa emocionante passo a passo. As duas brigaram pelo segundo lugar até o último quilômetro, no qual Marily deu um sprint final surpreendente e ultrapassou a adversária, que não conseguiu recuperar-se em tempo antes da chegada. “Esse resultado foi uma vitória para mim numa prova tão disputada com tantas excelentes atletas. Quero destacar que foi uma corrida única para mim, cuja organização foi muito boa, e ainda deu pra curtir um pouco a natureza”, ressaltou Marily. Organização — A prova envolveu o apoio e a participação de inúmeras entidades nas áreas de segurança, trânsito, atendimento médico, hidratação dos atletas e cuidados com o meio ambiente. A pedido da organização, as forças policiais montaram um grande aparato de trânsito ao longo da Avenida das Cataratas, para garantir a segurança dos corredores. O diretor da meia maratona, Tadeu Natálio, considerou o evento um sucesso. “Nossa tarefa foi cumprida ao mantermos a organização com um grande número de atletas, imprensa nacional, contando com o apoio de todas essas entidades parceiras”, afirmou. Trânsito e segurança — O trânsito foi bloqueado para permitir a passagem exclusiva dos atletas e organizadores. Placas de sinalização foram colocadas ao longo do percurso para orientar os atletas, e vários pontos de hidratação deram apoio aos corredores em locais estratégicos. Além disso, o Corpo de Bombeiros e o SAMU cederam ambulâncias com socorristas de plantão para atender os participantes. Uma quarta ambulância do Parque Nacional do Iguaçu também auxiliou no serviço. A Helisul disponibilizou ainda um helicóptero para o deslocamento ao hospital mais próximo. Já o 34º Batalhão de Infantaria Motorizado fez o bloqueio do acesso de veículos nas vias secundárias da BR-469, no percurso da corrida (do Hotel Mabu até as proximidades do Espaço Porto Canoas). Houve ainda apoio com exame antidoping, guarda-volumes, fisioterapia e atendimento médico durante o percurso e na chegada, entre outros serviços.

sábado, 4 de julho de 2009

Pássaros na Internet

Poluição no Rio Iguaçu - parte 1

Poluição no Rio Iguaçu - parte 2

Influenza A no Paraná

Assembléia Legislativa de Goiás - IBAMA: 20 anos

Respeite o Limite de Velocidade em Unidades de Conservação da Natureza

video
Vídeo institucional do Parque Nacional do Iguaçu - ICMBio, veiculado por ocasião da Semana Nacional do Meio Ambiente de 2009. Feito para conscientizar os veículos que utilizam a estrada parque, acesso às Cataratas do Iguaçu.

Violência no Transito

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Portaria nomeia 175 aprovados no concurso público do ICMBio para o cargo de Analista Ambiental

Brasília (01/07/09) – Portaria assinada pelo presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Rômulo Mello, nesta quarta-feira (1º) nomeia os 175 aprovados no concurso público que teve início em julho do ano passado. A posse está prevista para o período entre os dias 20 e 30 de julho de 2009, na unidade da federação para a qual o candidato foi habilitado. A entrada em exercício ocorrerá em até 15 dias, contados da data da posse, na unidade organizacional de efetivo exercício do cargo. Os convocados para a posse e que entrarem em exercício participarão, obrigatoriamente, do curso de formação em Gestão da Biodiversidade e Unidades de Conservação, modalidades a distância e presencial, conforme datas, cronograma e local definido na portaria. Os candidatos deverão comparecer para inspeção médica no período de 20 a 24 de julho, nas unidades vinculadas à Fundação de Seguridade Social – GEAP, localizadas nos endereços constantes na portaria. Mais informações no Portal do Conhecimento www.icmbio.gov.br/portal/concurso. (Fonte: Ascom/ICMBio)