sábado, 27 de dezembro de 2008

Enorme 2009 a todos!

Catedral de Maringá, Pr.
Entre conquistas e derrotas, assim como o sempre, fecharemos mais um ano! E, assim como o sempre, abrimos mais um Ano Novo com renovadas forças, com maiores esperanças e determinação! Nossas vitórias, certamente, se sobrepuseram às nossas derrotas em 2008! E superaremos as batalhas de 2009! Agora é Natal! Chegamos à hora de desejarmos Paz, Saúde, Alegria, Sucesso, para todos! Rezo para que nossos votos ecoem por todo 2009 e permeiem cada um de nós, todos nós e de nós ao Meio em que vivemos.
Boas Festas! Saudável e Feliz Ano Novo!
Que, em 2009, todos possamos trilhar:
Sonhos, Caminhos e Realizações!

Projeto de Combate à Dengue Merece Destaque

(Profa. Fátima De Giovanni e agentes da Secretaria maringaense de Saúde: Projeto "Fora Dengue!" em ação)
O Projeto “Fora Dengue!” teve grande êxito em 2008! Trabalhando junto aos alunos do Ensino Fundamental do Colégio Paraná, em Maringá, que foram preparados para atuarem como “agentes ambientais mirins”, os professores Maria de Fátima Gritzenco De Giovanni e João Batista da Silva, das disciplinas de Ciências e Geografia, respectivamente, os orientaram sobre a forma de transmissão, os sintomas e a necessidade de eliminar as condições para a proliferação do mosquito. Os alunos foram preparados para agirem no combate ao Aedes aegypti junto à comunidade onde moram, além de atuarem como agentes de conscientização na guerra contra a dengue.
O Projeto, transformado em verdadeira campanha “Fora Dengue!”, teve diversas etapas, com aulas específicas sobre a doença, pesquisa referente ao tema, palestras com agentes da Secretaria de Saúde e treinamento dos estudantes sobre como avaliar o ambiente para impedir a proliferação do mosquito. Além de levar o que aprenderam a familiares e vizinhos, os alunos atuaram como fiscais e prepararam relatórios periódicos dos procedimentos e resultados obtidos nas áreas de monitoramento.
Os relatórios dos estudantes do Colégio Paraná foram avaliados pelos professores responsáveis pelo projeto e compuseram a nota final das disciplinas. Uma cópia do relatório final foi encaminhado, também, à Secretaria Municipal de Saúde de Maringá.
"FORA DENGUE!" - O Projeto Objetivo Geral Neste trabalho, Maria de Fátima Gritzenco De Giovanni e João Batista da Silva, professores, respectivamente, das disciplinas de Ciências e Geografia do Colégio Paraná, objetivam orientar seus alunos do Ensino Fundamental sobre a doença Dengue, suas causas e efeitos, fazendo com que possam trabalhar como multiplicadores no combate ao mosquito Aedes aegypti na região onde moram e onde seus pais exercem suas atividades profissionais, auxiliando no monitoramento de possíveis focos da doença em Maringá. Objetivos Específicos – Orientar os alunos do Ensino Fundamental do Colégio Paraná quanto à doença Dengue, suas causas e efeitos, bem como das formas de combate ao seu principal transmissor; – treinar esses alunos para atuarem como “Agentes Ambientais Mirins” para: avaliar as condições nas residências em que moram, buscando e eliminando possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, definir uma “área de monitoramento” no entorno da moradia de cada um dos alunos, para avaliar as condições nas residências, buscando eliminar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti nesta área monitorada; – assinalar as “áreas de monitoramento” trabalhadas pelos alunos, localizando-as dentro do mapa da cidade de Maringá, definindo as condições observadas; e – contribuir para o combate à Dengue realizado pelas autoridades do Município de Maringá. O Projeto “Fora Dengue!” propõe orientar os alunos do Ensino Fundamental do Colégio Paraná quanto às causas, efeitos da doença Dengue, e formas de combate ao seu principal transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Assim, esses alunos terão condições de orientar moradores da região onde moram e mapear esta região, contribuindo para o Combate a Dengue. Para tanto, as etapas de ação deste Projeto deverão ser: a) ministrar aula específica sobre a Dengue, em cada classe (quinta a oitava série); b) levar os alunos, divididos em grupos, a acessar a internet, no sítio:
para que pratiquem o conhecimento adquirido e as formas de combate ao mosquito transmissor da doença; c) ministrado por um Agente credenciado pela Secretaria Municipal de Saúde, orientar os alunos a avaliar áreas residenciais, na identificação de possíveis focos do mosquito transmissor, e nas maneiras de abordar e orientar seus moradores; d) elaborar planilha de avaliação de residências, bem como questionário aos moradores; e) localizar a residência de cada educando (aluno) em um mapa da cidade de Maringá; f) cada aluno aplicará a avaliação e questionário em sua própria residência; g) tabular, avaliar e confeccionar relatório dos dados obtidos; h) a partir da residência de cada aluno, definir “área de monitoramento” de cada aluno para aplicação da planilha de avaliação, localizando sobre o mapa da cidade; i) cada aluno, aplicar planilha de avaliação e questionário em sua “área de monitoramento” definida; j) tabular, avaliar e confeccionar relatório dos dados obtidos; k) identificar os dados obtidos, diferenciando através de cores, em mapa da cidade de Maringá; l) cada aluno, retornar, após tempo preestabelecido, à “área de monitoramento” para reavaliação; m) tabular e mapear dados reavaliados; e n) comparar com avaliação inicial, confeccionando relatório final. Cada aluno apresentará duas cópias de seu Relatório Final. O Relatório Final será uma das avaliações adotadas pelas disciplinas de Ciência e Geografia e sua nota comporá a nota final referente ao quarto bimestre de 2008. Uma cópia do Relatório Final será encaminhada à Secretaria de Saúde do Município de Maringá, no intuito de colaborar para a erradicação da doença Dengue. Metodologia Para atingir as metas deste projeto, a metodologia utilizada deve ser a mais simples e direta possível, sensibilizando e orientando cada educando da importância de se combater a doença em sua raiz. Assim, aplicada a cada etapa de ação ter-se-á: 1. Aula específica sobre Dengue: exposição específica sobre a doença, causa, efeitos e prevenção, durante o horário normal das aulas de Ciências; utilização de multimídia. 2. Acesso a internet: utilização da sala de computação, para acesso ao sítio em referência, durante o horário normal das aulas de Ciências; exploração total, pelos alunos, dos recursos oferecidos pelo sítio, acompanhados pela Professora. 3. Orientação do Agente da Secretaria de Saúde: exposição realizada durante o horário normal das aulas de Geografia; orientação para avaliação e abordagem de residências e moradores. 4. Elaboração de Planilha e Questionário: planilha elaborada pelos alunos, com orientação dos professores de Ciências e Geografia, baseados em planilhas adotadas pelos agentes ambientais do Município de Maringá; questionário aos moradores elaborado pelos alunos, com orientação dos professores de Ciências e Geografia, baseados em questionário adotado pelos agentes ambientais do Município de Maringá. 5. Localização da residência de cada educando: orientado pelo professor de Geografia, cada aluno localizará sua residência em um mapa impresso da cidade de Maringá. 6. Avaliação individual e primeiro relatório: cada aluno aplicará a planilha de avaliação e o questionário em sua própria residência; cada aluno irá tabular os dados obtidos, sob orientação dos professores de Ciências e Geografia, confeccionando o relatório contendo, no mínimo: – mapa de localização, – planilha de avaliação preenchida, – respostas obtidas no questionário, – conclusões, em especial, quanto à possível existência de focos de transmissão da doença. 7. Definição da área de monitoramento: orientado pelo professor de Geografia, cada aluno definirá a sua área de monitoramento, sobre um mapa impresso da cidade de Maringá. 8. Avaliação da área de monitoramento: cada aluno aplicará a planilha de avaliação e o questionário em todas as residências de sua “área de monitoramento”; cada aluno irá orientar os moradores de sua “área de monitoramento” quanto aos cuidados para se evitar a doença Dengue. 9. Avaliação da área monitorada e confecção de Relatório: cada aluno irá tabular os dados obtidos, sob orientação dos professores de Ciências e Geografia, confeccionando o relatório contendo, no mínimo: – mapeamento da área monitorada, diferenciando através de cores, dados de possíveis focos de transmissão da doença, bem como possíveis casos de infecções; – planilha de avaliação preenchida, – respostas obtidas no questionário, – conclusões e sugestões. 10. Retorno à área monitorada e confecção de Relatório Final: orientados pelos professores de Ciências e Geografia, cada aluno irá retornar, após tempo preestabelecido, às residências visitadas em sua “área de monitoramento”, reavaliando as condições atuais; expor aos moradores visitados as possíveis mudanças ocorridas desde a última visita; cada aluno irá tabular os dados obtidos, sob orientação dos professores de Ciências e Geografia, confeccionando o Relatório Final contendo, no mínimo: – mapeamento comparativo da área monitorada, diferenciado por cores, observando diferenças entre dados obtidos; – planilhas de avaliação comparativamente preenchidas, – diferenças entre as respostas obtidas nos dois questionários, – conclusões e sugestões.
O Projeto completo, com planilhas de avaliação, questionários, mapas, relatórios, cronograma, indicadores e todos os demais detalhes está disponível a todos os interessados e pode ser obtido junto aos professores responsáveis, no Colégio Paraná. Em 2009, o Projeto "Fora Dengue!" será colocado em prática novamente!

aqua

No dia nove de fevereiro de 2008, o Chefe da Reserva Biológica das Perobas e Coordenador do Programa aquaIGUAÇU do Parque Nacional do Iguaçu (PNI), engenheiro químico e analista ambiental Carlos Alberto Ferraresi De Giovanni, ministrou o Módulo de Treinamento em Educação Ambiental “aqua — Análise da Qualidade Ambiental” — o mesmo Módulo (4) trabalhado durante o Curso/Laboratório de Capacitação em Educação Ambiental no Processo Educativo, da Escola Parque do PNI — a professoras e professores da rede municipal de ensino de Tuneiras do Oeste, Estado do Paraná. Durante toda a manhã, foram discutidos, de maneira participativa, assuntos relacionados à conservação ambiental, uso e contaminação de recursos naturais, em especial, solo, ar e água, necessidades da existência de áreas de preservação e reservas legais, a interação do Homem com o Meio Ambiente e abordagens metodológicas para análise, recuperação e monitoramento de dada área em estudo. O monitoramento mais abordado foi a avaliação ambiental à partir de um curso d’água, definindo parâmetros a serem avaliados para a determinação da qualidade da água, recuperação e manutenção da mata ciliar, bem como a metodologia para o monitoramento da micro-bacia decorrente. Entretanto, ficou claro que a “Análise da Qualidade Ambiental” pode, e deve-se, dar em qualquer “nicho”, de um simples banheiro, uma praça, até uma complexa Unidade de Conservação e seu Entorno. Após saboroso e descontraído almoço, oferecido pela Secretaria de Educação e Cultura do Município, os professores, divididos em grupos, saíram pela cidade e, preenchendo uma planilha previamente elaborada, avaliaram uma dada “área”, propondo soluções de melhorias ambiental e economicamente viáveis. Foram analisados praças, quiosques, bosques urbanos, posto de gasolina, um simples banheiro, numa demonstração clara de que o método é de fácil aplicação e de solução factível. Isto também é fazer análise e monitoramento ambiental. Isto é o Programa aqua!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Monografia comprova eficiência da "Metodologia aquaIGUAÇU"

(Ângela e Fernanda: “buscando resultados!!”)
Ângela Maria Trento Hiller Lino, Fernanda de Almeida Gurski e Tiago Ribeiro Nogueira, biólogos, concluíram o Curso de Pós-Graduação em Análise Ambiental, das Faculdades Anglo-Americano de Foz do Iguaçu e, orientados pelo Professor Joaquim Buchaim, com co-orientação do engenheiro Carlos De Giovanni, apresentaram a Monografia “Avaliação de Métodos para Monitoramento Físico-Químico do Rio Iguaçu, Paraná, Brasil”, que avaliou a eficiência das metodologias utilizadas para a realização do monitoramento físico-químico e microbiológico, aplicadas nas estações de tratamento de efluentes e de seu corpo receptor, o rio Iguaçu , na área de Uso Público do Parque Nacional do Iguaçu, comparando-as com metodologias laboratoriais. A pesquisa fundamentou-se em quatro coletas, realizadas em cinco diferentes pontos de amostragens do rio Iguaçu, sendo o primeiro antes dos limites desta Unidade de Conservação e o último após os limites desta. As amostras foram analisadas por meio das metodologias, colorimétricas e/ou titulométrica, com o EcoKit e equipamentos de campo do Programa aquaIGUAÇU e laboratoriais, no Laboratório Integrado de Meio Ambiente (LIMA) das Faculdades Anglo-Americano e, ainda, se averiguou a conformidade das águas dos pontos amostrados com relação à Legislação vigente. Embora tenham sido detectadas pequenas discrepâncias entre os valores obtidos com a aplicação das diferentes metodologias avaliadas, todas se mostraram qualitativamente eficientes. No entanto, a aplicação do EcoKit apresentou restrições quantitativas para alguns parâmetros, o que não o torna ineficiente para avaliação e monitoramento de qualidade de corpos d’água. Considerando-se o custo-benefício, sugere-se a utilização dos kits de campo, desde que se apresente, semestralmente, um laudo técnico, com análises laboratoriais utilizando métodos tradicionais, como determinado pela Legislação. A qualidade da água do rio Iguaçu, incluindo-se os pontos próximos às áreas de despejo das estações de tratamento de efluentes, apresenta-se de acordo com o que determina a Resolução CONAMA 375/05, porém, ainda não atingindo o ideal de classifica-lo como “Classe Especial”. Entretanto, sob análise dos resultados obtidos, pode-se afirmar: “o rio Iguaçu sai do Parque Nacional do Iguaçu com melhor qualidade do que entra!”.

Concurso escolheu a Logomarca da Rebio das Perobas

(Desenho Vencedor Original)
Um belo evento, no dia quatro de dezembro de 2007, coroou o Concurso que documentou a participação da Comunidade na escolha da logomarca da Reserva Biológica das Perobas, através de desenhos criados por alunos dos Ensinos Fundamental e Médio, das Escolas Públicas do Município de Tuneiras do Oeste, Estado do Paraná. Cumprindo o Edital do Concurso, muitos desenhos, utilizando qualquer técnica artística, foram inscritos. Todos os desenhos, classificados ou não, passaram a ser propriedade da Reserva Biológica (Rebio) das Perobas, que poderá fazer uso para qualquer fim, pois seus criadores cederam todos os direitos de utilização.
Este Concurso foi uma realização da Administração da Rebio das Perobas e dos Departamentos de Educação e Cultura e de Agricultura e Meio Ambiente do Município de Tuneiras do Oeste. O Chefe da Reserva, engenheiro Carlos De Giovanni, acompanhado do Secretário de Meio Ambiente, médico veterinário Luis Antonio Branco, e do estudante Alex Sandro Cordeiro, estagiário do Departamento de Educação e Cultura, visitaram as quatro escolas do município de Tuneiras do Oeste, apresentando a Rebio e convidando os estudantes a participarem do Concurso.
Dos desenhos inscritos, quinze foram selecionados pelos professores e direção das escolas, em número proporcional ao total de estudantes de cada uma delas, e os pré-classificados foram: Escola Duque de Caxias, Sede do Município: Bruna Eduarda Ferreira dos Santos, Bruna Letícia Nascimento, Fabrício Tarcísio Souza, Jhon Lenon da Silva Estancia, Kaique Resende da Silva dos Santos, Lucas Felipe de Lima; Escola Almirante Tamandaré, Distrito de Aparecida do Oeste: Amábele Moreira dos Santos, Fernanda Gazoni, Gleiciane Santos Secco, Ingridi Thais dos Santos; Escola Machado de Assis, Distrito de Marabá: Graciele Cristina da Silva, Jhonatan Willian dos Santos, Katia Frestati dos Santos; Escola do Distrito de Cuaraitava: Gabriel Acácio Moraes e Juliano Marcos Lima Viollato. Como reconhecimento pela participação, esses estudantes terão um dia de visita no Parque Nacional do Iguaçu, que não foi ainda cumprido por motivos tantos... mas, que, certamente, será em 2009.
Uma Comissão Julgadora, formada por nove integrantes, entre eles, professora Maria Jenoefa, Jorge Luiz Pegoraro, Chefe do Parque Nacional do Iguaçu, Dr. José Ícaro Maranhão, Secretário de Meio Ambiente do município de Cianorte e professora Meire Elisângela Loyola Coelho, Secretária de Educação e Cultura do município de Tuneiras do Oeste, escolheram, dentre os quinze desenhos pré-classificados, o vencedor, legitimando o Concurso. Assim, na noite do dia quatro de dezembro, na Escola Duque de Caxias, os desenhos pré-classificados e, entre eles, o vencedor, foram apresentados à Comunidade Tuneirense, com presença de bom público. Apresentações teatrais e musicais de alunos da Escola Estadual de Cuaraitava abrilhantaram o evento, que contou, também, com as presenças do Chefe do ParNa do Iguaçu, Jorge Luiz Pegoraro, do Diretor da Escola Duque de Caxias, Luiz Krauss, do Prefeito Municipal, Walter Luis Ligero, e outras autoridades dos poderes Legislativo e Executivo do Município de Tuneiras do Oeste.
A estudante Amábele Moreira dos Santos é a autora do desenho vencedor!
O desenho vencedor foi digitalizado, gratuitamente, pelo estudante de engenharia química, Matheus Yuri Gritzenco De Giovanni, ficando a versão final da Logomarca da Rebio das Perobas como hoje se apresenta.

Dengue Não!

A palavra dengue tem origem espanhola e quer dizer "melindre", "manha". O nome faz referência ao estado de moleza e prostração em que fica a pessoa contaminada. Doença infecciosa aguda de curta duração, de gravidade variável, causada por um arbovírus, do gênero Flavivírus (sorotipos: 1, 2, 3 e 4), a dengue é transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti infectado, mas também pelo Aedes albopictus. No Brasil, circulam os tipos 1, 2 e 3. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos. Os transmissores de dengue, principalmente o Aedes aegypti, proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações (casas, apartamentos, hotéis etc.) em qualquer coleção de água limpa (caixas d'água, cisternas, latas, pneus, cacos de vidro, vasos de plantas). As bromélias, que acumulam água na parte central, também podem servir como criadouros. Não há transmissão pelo contato direto de uma pessoa doente para uma pessoa sadia. Também não há transmissão pela água, por alimentos ou por quaisquer objetos. Aedes aegypti também pode transmitir a febre amarela. A dengue é uma doença que, na grande maioria dos casos (mais de 95%), causa desconforto e transtornos, mas não coloca em risco a vida das pessoas. Inicia-se com febre alta, podendo apresentar cefaléia (dor de cabeça), prostração, mialgia (dor muscular, dor retro-orbitária - dor ao redor dos olhos), náusea, vômito, dor abdominal. É freqüente que, 3 a 4 dias após o início da febre, ocorram manchas vermelhas na pele, parecidas com as do sarampo ou rubéola, e prurido ("coceira"). Também é comum que ocorram pequenos sangramentos (nariz, gengivas). A maioria das pessoas, após quatro ou cinco dias, começa e melhorar e recupera-se por completo, gradativamente, em cerca de dez dias. Em alguns casos (a minoria), nos três primeiros dias depois que a febre começa a ceder, pode ocorrer diminuição acentuada da pressão sangüínea. Esta queda da pressão caracteriza a forma mais grave da doença, chamada de dengue "hemorrágica". Este nome pode fazer com que se pense que sempre ocorrem sangramentos, o que não é verdadeiro. A gravidade está relacionada, principalmente, à diminuição da pressão sangüínea, que deve ser tratada rapidamente, uma vez que pode levar ao óbito. A dengue grave pode acontecer mesmo em quem tem a doença pela primeira vez. O melhor método para se combater a dengue é evitando a procriação do mosquito Aedes aegypti, que é feita em ambientes úmidos em água parada, seja ela limpa ou suja. A fêmea do mosquito deposita os ovos na parede de recipientes (caixas d'água, latas, pneus, cacos de vidro etc.) que contenham água mais ou menos limpa e esses ovos não morrem mesmo que o recipiente fique seco. O combate ao mosquito deve ser feito de duas maneiras: eliminando os mosquitos adultos e, principalmente, acabando com os criadouros de larvas. Todos conhecem os perigos de se contrair a Dengue e “dizem” fazer o correto no combate ao mosquito. Porém, o acelerado aumento de casos confirmados e notificações registradas precisa ser tomado como alerta e motivo para, acima de nos preocupar, nos ocupar e, cada um de nós, combater suas causas, combatendo os focos do mosquito transmissor, numa verdadeira guerra contra a Dengue.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Parabéns, meu Paraná!

Comemora-se hoje os 155 anos da emancipação política do Paraná. No dia 19 de dezembro de 1853, por força da lei número 704, assinada pelo imperador d. Pedro II, em 29 de agosto do mesmo ano, a Comarca de Curitiba rompeu os laços – ou amarras – que a prendiam a São Paulo. Tornava-se a mais jovem província do império, “agraciada no berço com o caudaloso nome de Paraná”, como se assinalou nas comemorações do sesquicentenário. Os primeiros passos, como, aliás, os de hoje, não foram fáceis. O primeiro presidente da província foi Zacarias de Góes e Vasconcelos e, depois, Adolfo Lamenha Lins. No total, tivemos 41 governantes de 1853 a 15 de novembro de 1889, quando da Proclamação da República. O primeiro presidente era baiano e, o segundo, pernambucano, como a prenunciar o que esta seria, no futuro não muito distante, uma terra de todas as gentes. Foi em 1906 que surgiu o termo “paranismo”, que significa “natural e amigo do Paraná”. O riquíssimo processo de miscigenação estava em andamento. Como acentuou a professora e historiadora Clotilde Germiniani nas festividades do sesquicentenário, o desenvolvimento do estado teve grandes momentos e fatores decisivos, como, em 1885, com a ligação ferroviária com o litoral, representando um passo muito significativo para o progresso da capital e da província. E, em justo preito, a historiadora também falou sobre os imigrantes de várias origens, “que trouxeram a experiência e a cultura de seus países para o benefício de nossa sociedade”. O processo de emancipação teve início em 1811, com o manifesto da Câmara Municipal de Paranaguá, mas foi em 1842 que as bancadas mineira e baiana apresentaram um projeto de lei à Assembléia Geral, propondo a autonomia paranaense. Originalmente, a lei falava em Província de Curitiba, passando a Província do Paraná em homenagem ao rio homônimo. Percebendo a emancipação eminente, São Paulo tratou de garantir para si Cananéia e Iguape, mutilando no berço o mapa da nova província, como apontou o historiador Odilon Túlio Vargas. É ele ainda que chama a atenção para outro fato: ocorreu um referendo para decidir qual seria a capital, embora Curitiba constasse da lei. Além de Curitiba, outras duas cidades participaram do referendo: Guarapuava e Paranaguá. Curitiba venceu Paranaguá por apenas dois votos. As dificuldades enfrentadas pela ex-5.ª Comarca de São Paulo não foram poucas. Logo ao chegar, o presidente Zacarias de Góes e Vasconcelos disse que todos os seus problemas poderiam ser resumidos em um só: povoar um território de 200 mil km· que contava com apenas 60.626 habitantes. Muitos desafios se sucederam. Um deles, pouco lembrado, diz respeito à Justiça. O Paraná tinha autonomia político-administrativa, mas permanecia vinculado ao Judiciário paulista. E essa importante emancipação só veio a ocorrer em 1891, 38 anos depois da criação da província. Havia um natural inconformismo dos habitantes da terra com a discriminação, pois continuávamos sob a tutela do Judiciário de São Paulo. O Paraná vivia uma emancipação incompleta. Hoje, com uma população formada por descendentes de diversas etnias, como poloneses, italianos, alemães, ucranianos, holandeses, espanhóis e japoneses que aqui se fixaram, juntando-se ao índio, ao português e ao negro, o Paraná é o maior produtor nacional de energia elétrica e responsável por 25% dos grãos colhidos em todo país, com fortes investimentos na industrialização. Dados recentes sobre o PIB – Produto Interno Bruto – dos estados colocam o Paraná em destaque no cenário nacional. Avançar ainda mais é o desafio da atual conjuntura. E haveremos de vencê-lo, como fizemos em muitos outros momentos de nossa história.
Fonte: Gazeta do Povo

Hino do Paraná

HINO DO PARANÁ Letra: Domingos Nascimento Música: Bento Mossurunga
Estribilho Entre os astros do Cruzeiro,
És o mais belo a fulgir.
Paraná! Serás luzeiro!
Avante! Para o porvir!
I O teu fulgor de mocidade,
Terra! Tem brilhos de alvorada,
Rumores de felicidade!
Canções e flores pela estrada. II Outrora apenas panorama
De campos ermos e florestas
Vibra agora a tua fama
Pelos clarins das grandes festas! III A glória... A glória... Santuário!
Que o povo aspire e que idolatre-a
E brilharás com brilho vário,
Estrela rútila da Pátria! IV Pela vitória do mais forte,
Lutar! Lutar! Chegada é a hora.
Para o Zenith! Eis o teu norte!
Terra! Já vem rompendo a aurora!

Ministro anuncia 11 coordenações regionais do ICMBio

Brasília (17/12/2008) – O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta quinta-feira (18) em coletiva, em Brasília, que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) vai dispor a partir de agora de 11 coordenações regionais para auxiliar na proteção das 299 Unidades de Conservação e Centros Especializados. Minc afirmou que o ICMBio elaborou um plano estratégico para definir a localidade dessas regionais e os critérios de criação. “São 11 superintendências regionais distribuídas por biomas, ecossistemas e também por proximidade de UCs”. Também presente ao evento, o presidente do ICMBio, Rômulo Mello, comentou que, além desses critérios, foi analisada a logística da infra-estrutura que já existem em algumas unidades, como no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele explicou ainda que as sedes serão dispostas de acordo com a necessidade de cada região, para facilitar a proteção dessas áreas. As coordenação vão funcionar em Porto Velho (RO), onde existem 36 UCs; Manaus (AM), 26 UCs; Itaituba (PA), 23 UCs; Belém (PA), 35 UCs; Parnaíba (PI), 17 UCs; Cabedelo(PB), 31 UCs; Porto Seguro (BA), 24 UCs; Rio de Janeiro (RJ- Tijuca), 33 UCs; Florianópolis( SC- Carijos), 39 UCs; Chapada dos Guimarães (MT), 9 UCs e Lagoa Santa (MG), 25 UCs.
Fonte: Ascom/ICMBio

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Programa aquaIGUAÇU e Concessionárias renovam Parceria

(Vista parcial do laboratório do Programa aquaIGUAÇU)
Frente aos bons resultados obtidos no ano de 2008, através da parceria entre as seis Concessionárias do Parque Nacional do Iguaçu (Cânion Iguaçu, Cataratas do Iguaçu S.A., Helisul, Hotel das Cataratas, Macuco Ecoaventura e Macuco Safári), a empresa Ecovitalle - Soluções Ambientais e o Programa aquaIGUAÇU, o acordo foi renovado para o ano de 2009. Em 2008, foram realizadas, no laboratório do Programa, análises físico-químicas mensais (efluentes brutos e finais) das treze Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) das Concessionárias, localizadas na área de Uso Público do ParNa do Iguaçu (PNI), e análises bimestrais em pontos específicos dos corpos receptores desses efluentes. Em junho e dezembro foram realizadas, também, coletas em todos os pontos amostrados e encaminhadas a análises em laboratórios externos, contratados pelas Concessionárias, servindo de contraprova às análises realizadas pelo Programa. Os resultados obtidos foram tabelados, armazenados no banco de dados do Programa e analisados e comparados com a Legislação vigente (em especial a Resolução CONAMA 357/05), onde as irregularidades encontradas foram sanadas, a partir de reuniões mensais entre a equipe do Programa e os representantes das Concessionárias, responsáveis pelas ETEs, onde eram propostas e definidas as medidas corretivas adequadas. A Metodologia aplicada neste ano foi possível a partir do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)/PNI e a Empresa Gollin & Artur Franco Ltda. (Ecovitalle) que, contratada pelas Concessionárias, foi responsável pela administração dos recursos financeiros para aquisição de materiais, equipamentos e para contratação do estagiário. Em 2009, Metodologia e, principalmente, a Parceria continuarão! No dia 29 de outubro último, realizou-se, na Sede Administrativa do ParNa do Iguaçu, uma reunião entre técnicos, gerentes, coordenadores e chefes do Programa aquaIGUAÇU, da Área de Conservação e Manejo da Unidade, das Concessionárias e da EcoVitalle, para apresentação da otimização do monitoramento das Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) das Concessionárias, e seus corpos receptores, no ano de 2008, bem como a redução de custos destas empresas em relação ao ano anterior. Na seqüência, foi apresentada a proposta orçamentária para 2009, que será de, aproximadamente, R$ 27 mil, contando com os custos administrativos, de reposição de reagentes e materiais e de aquisição de novos equipamentos laboratoriais (banho-maria e estufa de DBO). Com a renovação do Contrato entre a Ecovitalle e as Concessionárias, serão emitidos boletos bancários para os pagamentos e, mensalmente, a empresa realizará prestação de contas. Quanto à aquisição de equipamentos, ficou decidido que os valores serão divididos pelo número de ETEs existentes, como é feito com reagentes e materiais necessários. Também foi apresentado o novo Projeto do PNI, desenvolvido pelo Programa aquaIGUAÇU e Escola Parque, o “aqua-rio Represa Grande”, obtendo permissão das Concessionárias para que os custos laboratoriais deste sejam diluídos nos custos do monitoramento das ETEs.

Escola Parque e aquaIGUAÇU caminham juntos

A última semana do mês de outubro próximo passado foi marcada por intensos trabalhos, unindo ainda mais as idéias e ideais que norteiam a Escola Parque (EP) e o Programa aquaIGUAÇU (aI). Além de reuniões para definição das ações para implantação do Projeto aqua-rio Represa Grande, foi realizada reunião que elaborou proposta de renovação do Conselho Consultivo do PNI (CONPARNI). Sob comando do Chefe da Parque Nacional do Iguaçu (PNI), Jorge Pegoraro, a reunião contou com a participação do Chefe da Área de Conservação e Manejo, Apolônio Rodrigues; Ivan Baptiston, Coordenador de Fiscalização, e integrantes da EP e do aI.
Na reunião, Mariele Xavier, Coordenadora da EP, expôs a atual formação do CONPARNI, abrindo os diálogos na busca de “qual Conselho o Parque Iguaçu precisa”. O Conselho existente, criado por Portaria do IBAMA, em agosto de 2001, deverá ser reestruturado e, novamente, portariado, vez que, hoje, o PNI pertence ao ICMBio. Diante disso, e com o aval e disposição do Chefe da Unidade, conclui-se que o Conselho é fundamental para toda a Unidade e seu entorno devendo contar com esforços de todos os Servidores e Colaboradores do PNI.

domingo, 14 de dezembro de 2008

A Viagem

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(Slides extraídos da world wide web)

Quando...

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(Slides extraídos da world wide web)

Levantamento de Mamíferos na Rebio das Perobas

A segunda pesquisa em andamento na Rebio, registrada no Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio), trata do Levantamento e Freqüência Relativa de Médios e Grandes Mamíferos da Reserva Biológica das Perobas, realizado pelo pesquisador Vagner Carlos Canuto.
“O projeto tem como finalidade conhecer a presença e freqüência relativa de médios e grandes mamíferos da Reserva Biológica das Perobas”, diz Vagner, pós-graduando em Biologia da Conservação. Serão usadas duas metodologias complementares: transecto linear e índices de pegadas. Os dados serão analisados à luz da metodologia Distance. Vagner iniciou sua pesquisa no último dia 21 de setembro, marcando uma das trilhas que será percorrida para o transecto e também onde serão dispostas parcelas de areia. Segundo o pesquisador Vagner, os animais até então visualizados na Rebio, em transecto linear, em curto esforço de amostragem (média de 20 quilômetros de esforço, inclusive contando com quilometragem de marcação da trilha), foram: irara (eira barbara), quati (nasua nasua), tatu-galinha (dasypus novemcinctus), veado-catingueiro (mazama gouazoubira), cateto (tayassu tacaju), macaco-prego (cebus apella), cachorro-do-mato (cerdocyon thous), em presença de espécies, e não em freqüência relativa, que necessitaria de um grande esforço de amostragem. A pesquisa de Vagner, que tem orientação do pesquisador Laury Cullen Junior, embasará, na sua área de abrangência, o Plano de Manejo da Reserva Biológica das Perobas. Embora seu trabalho é o levantamento de mamíferos, Vagner, em suas andanças pela área da Reserva, encontrou um tipo de anfíbio, endêmico, e que será caracterizado corretamente dentro do levantamento geral para o Plano de Manejo. “Carlos, não entendo nada de anuros, mas, para catalogação, segue foto de uma 'pererequinha' encontrada na Rebio das Perobas: sapo-martelo (hypsiboas faber)”, disse o pesquisador.

Primeira Pesquisa realizada na Rebio das Perobas

Dentro do proposto pelo Programa de Pesquisas desenvolvido pela Reserva Biológica (Rebio) das Perobas, Dr. Henrique Ortêncio Filho, Coordenador do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Paranaense (UNIPAR), campus de Cianorte, desenvolve pesquisa sobre morcegos, coordenando o Grupo de Estudos em Ecologia de Mamíferos e Educação Ambiental (GEEMEA).
Repassando informações preliminares, Henrique fala sobre este estudo: “O número de estudos sobre morcegos na região noroeste do Paraná tem aumentado a partir da década de 90, destacando-se os trabalhos desenvolvidos na Estação Ecológica do Caiuá, em remanescentes florestais no município de Fênix, no Parque Municipal do Cinturão Verde de Cianorte e na região de Porto Rico. Para ampliar esse campo, a presente pesquisa teve por objetivo realizar um levantamento das espécies de morcegos existentes na Reserva Biológica das Perobas, Paraná. A pesquisa vem sendo realizada desde maio de 2008, com expedições mensais, com o auxílio de redes de neblina armadas em lugares de maior preferência dos morcegos".
As coletas têm contemplado todo o período noturno, iniciando-se logo após o crepúsculo vespertino e encerrando-se ao amanhecer. As redes são visitadas em intervalos de 15 minutos para evitar estragos pelos animais capturados. Após coleta de informações, os morcegos são libertados. Em dois meses de coleta foram capturados quarenta e dois morcegos pertencentes a seis espécies, seis gêneros e duas famílias. As espécies identificadas e suas proporções foram: Carollia perspicillata (7,1%), Artibeus lituratus (45,0%), Sturnira lilium (21,4 %), Pygoderma bilabiatum (9,5%), Lasiurus blossevillii (4,8%) e Myotis nigricans (11,9%), sendo que as quatro primeiras pertencem à família Phyllostomidae e têm hábito alimentar frugívoro e as últimas pertencem à família Vespertilionidae e alimentam-se de insetos. A riqueza de morcegos da Rebio das Perobas, em dois meses de pesquisa, representou 3,6% das espécies encontradas no Brasil e 10% das espécies registradas para o Estado do Paraná.
“A continuidade da pesquisa, por 12 meses, conforme proposto no projeto, certamente possibilitará um incremento na diversidade do grupo para a área, haja vista a importância do remanescente para a Estado”, destaca o professor Henrique.
Esta é a primeira pesquisa, registrada no Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que acontece na Rebio das Perobas.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Diário Oficial publica alterações no Decreto 6.514

Decreto N°. 6.686, de 10 de dezembro de 2008, altera e acresce dispositivos ao Decreto N°. 6.514, de 22 de julho de2008, que dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente e estabelece o processo administrativo federal para apuração destas infrações.
(Extraído de www.ibama.gov.br)
Brasília (11/12/2008) – As alterações no Decreto 6514, de 22 de julho de 2008, que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais foram publicadas hoje no Diário Oficial da União. As alterações são resultado de negociação entre o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e a bancada ruralista no Congresso. O subprocurador-chefe da Procuradoria do Ibama, Alexandre Coelho Neto, destacou as alterações mais significativas, que ocorreram nos artigos 13, 15-A, no parágrafo 2º do artigo 16, no artigo 55 e no artigo 127. O procurador afirma que “muitas das alterações (em outros artigos) foram para a melhoria do texto, visando sua melhor interpretação”. No artigo 13 foi reduzido de 50% para 20% o percentual arrecado com as multas ambientais destinado ao Fundo Nacional do Meio Ambiente. O artigo 15-A esclarece a questão do embargo, que estará restrito apenas aos locais onde caracterizou-se a infração ambiental dentro da propriedade. O parágrafo 2º do artigo 16, passou a ter a seguinte redação: “Não se aplicará a penalidade de embargo de obra ou atividade, ou de área, nos casos em que a infração de que trata o caput se der fora da área de preservação permanente ou reserva legal, salvo quando se tratar de desmatamento não autorizado de mata nativa.” Um dos pontos que gerou maior polêmica quando o decreto foi publicado foi o artigo 55, que trata da obrigatoriedade da averbação das áreas de reserva legal, a exigência ficou postergada para 11/12/2009 pelo artigo 152. Os embargos impostos devido à ocupação irregular de áreas de reserva legal não averbadas e cuja vegetação nativa tenha sido suprimida até a data de publicação deste Decreto serão suspensos até a data mencionada, mediante protocolo pelo interessado de pedido de regularização da reserva legal junto ao órgão ambiental competente, conforme o artigo 152-A. Segundo o subprocurador, durante o processo de negociação das alterações, “o MMA ouviu e aceitou a demanda dos ruralistas, que querem tempo para se adequar ao decreto.” Outra alteração importante foi no artigo 127, e refere-se às instâncias de apresentação de recursos contra as autuações. Antes estava estabelecido a apresentação da defesa ao superintendente estadual do Ibama, que é a autoridade julgadora, e depois um recurso ao Conama, com a alteração, passa a haver além da defesa apresentada ao superintendente, um recurso à autoridade superior, no caso do Ibama, ao presidente do instituto, e fica mantida a possibilidade de apresentação de um recurso final ao Conama.
(Ascom Ibama)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Parque Nacional do Iguaçu recebe milionésimo visitante

(Do Blog de Jorge Luiz Pegoraro)
Uma turista de São Paulo (SP) foi a milionésima visitante a ingressar no Parque Nacional do Iguaçu em 2008. A assistente social Patrícia Câmara teve uma recepção digna de estrela na manhã da segunda-feira, 24 de novembro, com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek. A marca de 1 milhão de turistas recepcionados na margem brasileira das Cataratas do Iguaçu, atingida a esta altura de 2008, praticamente assegura que o recorde histórico de 1,084 milhão de visitantes, registrado em 2005, será superado no mês de dezembro. Esta é a quarta vez em que o Parque Nacional do Iguaçu supera a marca de 1 milhão de visitantes/ano na história. Este número foi atingido também em 1986, 1987, 2005 e 2007. E a expectativa é que o Parque Nacional do Iguaçu encerre 2008 com mais de 1,150 milhão de visitantes, segundo Jorge Pegoraro, chefe do PNI. O milionésimo visitante de 2008 teve direito a um dia inesquecível no interior do Parque Nacional do Iguaçu. Além da recepção festiva, pode usufruir de todos os passeios oferecidos e ainda recebeu brindes. “Estamos acompanhando a conquista deste recorde histórico com tranqüilidade e a certeza de que a visitação crescente não coloca em risco as riquezas naturais da região”, ressalta o chefe do PNI, observando que apenas 3% da área do Parque Nacional do Iguaçu está aberta aos visitantes. “Ainda assim, busca permanentemente soluções que permitam diminuir o impacto da visitação sobre o meio ambiente”, complementa. O superintendente de Comunicação da Itaipu Binacional, Gilmar Piolla, observa que a conquista do recorde histórico de visitantes ocorre exatamente no ano em que a iniciativa privada, o setor público e Itaipu Binacional se uniram para reforçar a divulgação das atrações turísticas de Foz do Iguaçu. Segundo ele, a participação do trade turístico em um número maior de eventos foi decisiva para que mais viajantes incluíssem a cidade em seu roteiro de férias. “Outra iniciativa que nos colocou em evidência é a campanha para eleger as Cataratas do Iguaçu uma das Novas Sete Maravilhas da Natureza, o que deverá trazer ainda muito mais gente para Foz do Iguaçu em 2009 e 2010”, acrescenta Piolla. Unidade de conservação mais visitada do Brasil, o Parque Nacional do Iguaçu servirá de modelo para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade na exploração turística de pelo menos outros 15 parques espalhados pelo país. A informação é de Julio Gonchoroski, diretor de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, que acompanhou a entrada do milionésimo visitante no PNI em 2008. De acordo com Gonchoroski, o modelo de concessões do Parque Nacional do Iguaçu, em que a iniciativa privada disponibiliza a infra-estrutura e ganha direito a explorá-la por períodos que podem chegar a 15 anos, será adotado já em 2009 nos arquipélagos de Abrolhos (BA) e Fernando de Noronha (PE). “Em Abrolhos, faremos o lançamento do edital em janeiro. E em março será a vez de Fernando de Noronha”, informa.

Só para o Rio de Janeiro?

(Do Blog do Marino)
"A matéria abaixo retrata o anúncio do Ministro Minc acerca do início da construção de uma estrada-parque em municípios do Rio de Janeiro. Não que eu esteja enciumado, nada disso, é que há vários anos se discute a revitalização de uma estrada no entorno do Parque Nacional do Iguaçu, ligando Foz do Iguaçu a diversos municípios lindeiros ao Parque. Isso faz parte de um projeto conduzido pela administração daquela UC e tem o objetivo de dinamizar o turismo ecológico para as outras cidades. A estrada, atualmente, é utilizada com mais freqüência, por pessoas inescrupulosas que faz da caça e extração de palmito dentro da unidade suas principais atividades. Com a revitalização daquela estrada haveria maior controle dos acessos e com a presença de turistas, certamente, haveria um desestímulo aos criminosos ambientais. Não sei em que fase se encontra o projeto, mas acho uma boa hora de pedir ao ministro do Meio Ambiente tratamento isonômico, sobretudo, em razão da importância do Parque Nacional do Iguaçu". (Marino Elígio Gonçalves) Minc anuncia a construção de uma estrada-parque no Rio de Janeiro MMA/Ascom, 07/12/2008 Em visita às obras de saneamento para implantação de estação de tratamento de esgoto para a despoluição do rio Preto, neste domingo (7), em Visconde de Mauá, distrito do município de Resende (RJ), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou o início da construção de uma estrada-parque (de Penedo ao centro de Mauá), no ano que vem, e tirou dos prefeitos eleitos de três cidades do entorno o compromisso de que façam respeitar o plano diretor, para evitar o crescimento desordenado da região das Agulhas Negras, na Serra da Mantiqueira. Para o auditório lotado, do Colégio Estadual Antônio Quirino, Minc pediu empenho das autoridades públicas e de moradores da região para a implantação da coleta seletiva de lixo. Os recursos das obras ambientais e de construção da estrada-parque são, respectivamente, do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) e do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), do Ministério do Turismo. Participaram do evento em Mauá lideranças comunitárias, o vice-governador do Rio de Janeiro e secretário estadual de Obras, Luiz Fernanda Pezão, e a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008