segunda-feira, 22 de junho de 2009

Preservação de Carnívoros no Iguaçu

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O programa EcoSenado mostra ações desenvolvidas para a proteção da onça pintada no Parque Nacional do Iguaçu, onde se encontra a última população desse animal com chance de sobrevivência. Cerca de 60 onças vivem na região e recebem um tratamento especial. (Fonte: www.senado.gov.br/tv)

Funbio executa recursos doados pela Alemanha

No mês de abril, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) concluiu em cerca de 90% a execução dos recursos doados pelo Ministério do Meio Ambiente da Alemanha (por meio do Banco de Desenvolvimento da Alemanha KfW). Do total de R$ 11 milhões contratados em dezembro de 2008, um valor aproximado de R$ 4,2 milhões foram destinados ao Programa Áreas Protegidas da Amazônia – Arpa, enquanto que R$ 6,8 milhões possibilitaram a criação de um fundo para conservação da Mata Atlântica — o Atlantic Forest Conservation Fund (AFCoF). Segundo Pedro Leitão, secretário-geral do Funbio, a Alemanha tem tradição em doar para projetos ambientais no Brasil, como no caso do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG-7) e do próprio ARPA. Entretanto, estas doações vinham do Ministério para a Cooperação Econômica e do Desenvolvimento (BMZ) da Alemanha. “Foi a primeira vez que o Ministério do Meio Ambiente (BMU) da Alemanha doou para o Brasil, e escolheu fazê-lo, em estreita cooperação com o seu Ministério do Meio Ambiente, por meio de uma organização não-governamental — o que também é uma novidade. Isto demonstrou sua confiança nos esforços brasileiros de conservação da biodiversidade e por isso foi extremamente importante o cumprimento dos prazos estipulados”, destaca. O Arpa, um programa do Governo Federal no qual o Funbio é um dos parceiros para execução, recebeu contratualmente R$ 8,4 milhões para uso exclusivo em unidades de conservação (UCs) de uso sustentável. Deste total, cerca de R$ 4,2 milhões foram recebidos em dezembro de 2008 pelo Funbio, que até abril de 2009 executou 86% dos recursos, custeando itens importantes para a gestão das UCs como planos de manejo e ações de integração com o entorno, demarcação, sinalização e proteção. Do novo doador também vieram os recursos para a participação de gestores em capacitações e eventos. A segunda parte da doação será aportada pela Cooperação Alemã ainda em 2009. No caso do Atlantic Forest Conservation Fund (AFCoF), a execução dos recursos doados atingiu 95%. O fundo empregou R$ 3,2 milhões na compra de bens para dez UCs federais em sete estados da Mata Atlântica, dez unidades estaduais em Minas Gerais, e também UCs estaduais no Rio de Janeiro. Duas das UCs federais beneficiadas, os parques nacionais do Descobrimento (BA) e Itatiaia (RJ), receberam também equipamentos especiais para o combate de incêndios florestais. Complementares aos esforços públicos de conservação da biodiversidade, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) também mereceram atenção do AFCoF. Foram destinados R$ 550 mil para o Programa de Apoio às RRPNs da Mata Atlântica, coordenado pelas ONGs Conservação Internacional, Fundação SOS Mata Atlântica e The Nature Conservancy. Seis projetos de negócios sustentáveis em áreas prioritárias para conservação da Mata Atlântica, como o mini-corredor de biodiversidade Parque Estadual da Serra do Conduru/Boa Esperança no sul da Bahia e a Serra do Brigadeiro na Zona da Mata mineira, receberam cerca de R$ 600 mil do fundo, que financiou também atividades do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. Créditos de carbono possibilitaram doação - Os recursos doados pelo Ministério do Meio Ambiente (BMU) são provenientes de venda de créditos de carbono pelo Governo alemão e a doação para o Brasil faz parte de uma iniciativa internacional de Clima, anunciada pelo BMU no ano passado. O Brasil é o quarto emissor mundial de gases efeito estufa, com dois terços de suas emissões oriundas de desmatamento, principalmente na Amazônia Legal. André Ahlert, diretor do KfW no Brasil, avalia os resultados de forma positiva: “Uma das coisas mais importantes para o BMU foi o fato de o Funbio, o Governo Federal e os parceiros beneficiados terem uma agenda e compromissos muito avançados no campo da preservação ambiental e, especificamente, na articulação de uma política pública em favor da Mata Atlântica”. André destaca ainda que o Atlantic Forest Conservation Fund (AFCoF) facilmente se incorporou a este ambiente e que o BMU avalia a possibilidade de alocar novos recursos. “Só investir dinheiro, afinal, não é suficiente. É importante pensar nos efeitos de longo prazo e garantir a sustentabilidade das ações. Para isso, instituições fortes e o fator humano engajado são chave.” completa André. (Fonte: Funbio).

Alaya Bozo D´Água é bicampeã do Brasileiro de Rafting 2009

(Do Blog do Pegoraro) A final do Campeonato Brasileiro de Rafting 2009, Foz do Iguaçu, não teve surpresa terminando com a equipe bicampeã mundial, Alaya Bozo D´Água, sagrando-se bicampeã brasileira. A final do Campeonato que iniciou na sexta-feira, 12, no Canal das Águas da Itaipu Binacional, aconteceu neste domingo, 14, nas corredeiras das Cataratas do Iguaçu, logo abaixo das quedas. As disputas de sprint paralelo e tiro foram realizadas no Canal Itaipu, considerado um dos melhores canais artificiais do mundo para a prática de rafting. Veja como ficou a classificação final após a prova disputdaa nas Cataratas: No Masculino, (1º) Alaya Bozo D'água; (2º) Bozo D'água; (3º) Alaya D'água. Na categoria feminina, a classificação final ficou assim: (1º) Brotas 40 Graus; (2º) Canoar;, (3º) Hydra. Na categoria júnior: (1º) Brotas Bozo, (2º) Itaipu Icli (3º) Meninos do Rio. A cerimônia de entrega aconteceu no Espaço Naipi e contou com a presença de autoridades entre elas o superintendente da Comunicação Social da Itaipu, Gilmar Piolla, o chefe do Parque Nacional do Iguaçu, Jorge Pegoraro e o presidente da Confederação Brasileira de Rafting, João Tomasini Schwertner.

Nova Expedição ao Rio Araguaia mobiliza vários segmentos

(Goiânia, 17/06/2009) O IBAMA/GO em parceria com o Instituto Onça Pintada - IOP e o Earthwatch Institute - EW desenvolvem o Projeto Araguaia, que tem como objetivo principal promover a conservação do rio Araguaia das nascentes até a sua foz. Essas instituições realizarão ainda nos próximos dias mais uma campanha: a “Expedição Araguaia Vivo”, de 19 a 21 de junho. O percurso compreende desde as nascentes do rio Araguaia, localizadas na região do Parque Nacional das Emas (Mineiros-GO), passando pelo município de Baliza-GO, até São Miguel do Araguaia-GO, contando nesta etapa com o apoio do Governo de Goiás. Foram convidados a participar desta expedição de cunho político: autoridades, gestores públicos e privados, empresários, comunicadores e ambientalistas. Todos formadores de opinião, com grande capacidade de interação com a sociedade, uma vez que para garantir o sucesso de um projeto desta envergadura há a necessidade de articulação e mobilização entre os atores sociais. Por se tratar do terceiro maior rio do Brasil fora da Bacia Amazônica, o rio Araguaia ainda possibilita uma boa política de conservação. Portanto, essa união de esforços é do interesse de todos aqueles que de alguma forma terão benefícios com a preservação daquela biodiversidade. Além de legisladores e formadores de opinião, foram convidados também proprietários de imóveis rurais ao longo do rio, que possuem grande interesse no seu manejo e conservação. Na sexta-feira (19/06) os participantes serão recepcionados na Fazenda Jacuba (Mineiros-GO) e farão uma visita às nascentes do rio e às propriedades rurais que aderiram ao PROLEGAL - Programa de Revisão, Regularização e Monitoramento das Áreas de Reserva Legal e de Preservação Permanente implementado pelo Ibama-GO. No dia seguinte (20/06), os participantes visitarão a Área de Proteção Ambiental - APA do Encantado, a Fazenda Piratininga (município de São Miguel do Araguaia) e ao final do dia participarão da solenidade de inauguração da sede da APA Meandros do Rio Araguaia (ICMBio/RAN). No último dia (21/06), haverá a visita a mais um trecho do rio com uma reunião de avaliação da expedição a bordo de um barco. A particularidade desta expedição é que será realizada principalmente por via aérea, permitindo assim a melhor visualização de três diferentes ambientes ao longo do rio. Após a sistematização dos conhecimentos acerca dos ambientes observados, será possível delinear propostas de longo prazo, evoluindo para um projeto sustentável. Já entre os dias 23 e 28/06 ocorrerá uma nova expedição de cunho científico, que irá percorrer das nascentes do rio Araguaia até Barra do Garças-MT, e será composta por técnicos e pesquisadores que levantarão informações sobre a fauna silvestre (principalmente onça-pintada, ariranha, boto-rosa, jacaré-açu e bagre piraíba), e sobre a situação de conservação das Áreas de Preservação Permanente (APP’s) ao longo do rio. (Fonte: Ascom/Ibama-GO)

domingo, 21 de junho de 2009

Seminário discute gestão participativa em Unidades de Conservação do Sul

Brasília (18/06/2009) – O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promove nos dias 29 e 30 de junho e 1º de julho, em Curitiba (PR), o III Seminário Sulbrasileiro de Conselhos Gestores de Unidades de Conservação. Coordenado pela diretoria de Unidades de Conservação de Uso Sustentável (Diusp), o evento tem a parceria do Mater Natura Instituto de Estudos Ambientais (projeto “Capacitação em Gestão Participativa de Unidades de Conservação – Região Sul e Mato Grosso do Sul) e conta com o apoio do Departamento de Educação Ambiental (DEA) do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O seminário é um forum de formação e intercâmbio sobre gestão participativa de unidades de conservação, numa prática de gestão integrada e participativa entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, por meio dos Núcleos de Educação Ambiental (NEA) e dos extintos Núcleos de Unidades de Conservação (NUC) do Ibama. O objetivo é aprofundar as discussões teóricas e práticas da gestão participativa a partir do espaço dos conselhos gestores das Unidades de Conservação, preconizado no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc). Essas discussões coletivas tiveram início com o I Seminário, realizado em Urubici (SC), em dezembro de 2004, e foram ampliadas com o II Seminário, em São Francisco de Paula (RS), em novembro de 2006. Nesta terceira edição, o Seminário será um espaço de diálogo e reflexão sobre o processo de aprendizagem e resultados do projeto “Capacitação em Gestão Participativa de Unidades de Conservação nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul”, financiado pelo PDA/MMA, e executado conjuntamente pelo Mater Natura, ICMBio e Ibama, com as parceiras institucionais do IAP, ReaSul, Rede ProUC e CNRPPN. Durante o evento, será feito o lançamento do portal http://www.gestaoparticipativa.org.br/, hospedado no sito eletrônico do MMA. Essa ferramenta reúne os resultados das capacitações em gestão participativa obtidos com o Projeto PDA em 44 Unidades de Conservação no sul do país e Mato Grosso do Sul, nas três esferas de governo, que atingiram 177 pessoas de 67 instituições. O novo ambiente virtual é um espaço para troca de experiências e de acesso a banco de dados e a outros projetos de capacitação em UCs no Nordeste e no Sudeste. Participarão do seminário pessoas que participaram do Projeto, assim como servidores de todas as UCs da região Sul. O ICMBio-Sede também garantiu a participação de dois servidores de cada Coordenação Regional. (Fonte: Ascom/ICMBio)

domingo, 14 de junho de 2009

Desabafo de um velho

"Estou velho.
Não gosto dos sem terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil.
Estou velho.
Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros.
Estou muito velho.
Não quero ouvir mais noticias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade. Ou de meninos esquartejados pelos pais por serem 'levados'...
Meu coração não tem mais força para sentir emoções. Me sinto mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como é, ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir.
Eu não acredito em nada.
Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade, por ser amado por minha mulher e filhos.
Nada mais me comove... Estou bem envelhecido.
E acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me comover e de me emocionar. O patriotismo de uma jovem de Joinville usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil me comoveu.
Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'.
Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde-amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo. Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.
'Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:
- O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas:
- Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes... O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil. Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde-louro de minha flâmula.
Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim.
Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?
Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.'
Mesmo que ela seja a ultima brasileira patriota, valeu a pena viver para ler o texto. Por isso estou enviando para vocês. Detesto correntes na Internet... mas agora que me tornei um velho emocionado, vou romper com este hábito.
De alguém que ama muito o Brasil". (JP, por e-mail)

"Águia da Rebio"

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Quiriquiri (Falco sparverius) tentando acuar, através de voos rasantes, a imponente Águia da Rebio das Perobas, uma Águia-florestal (Spizaetus melanoleucus).
(Vídeo: Willian MenQ)

Palmito Ilegal! Tráfico de animais silvestres!! Caça!!!

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sábado, 13 de junho de 2009

Rebio das Perobas - Ilha de Biodiversidade

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Video de Antonio Guilherme C. da Silva,
Analista Ambiental da Rebio das Perobas (ICMBio)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Programa H2FOZ - Memória das Cataratas

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Lançada estratégia de comunicação e educação ambiental para unidades de conservação

Brasília (12/06/2009) – Ficou pronta a primeira versão da Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental no âmbito do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Encea), elaborada com a contribuição de diversos setores entre 2006 e 2009. O documento apresenta sugestões para dar continuidade à elaboração participativa da Encea e para sua posterior implementação nas Unidades de Conservação federais, estaduais e municipais no Brasil. A publicação traz um diagnóstico das ações de Comunicação e Educação Ambiental nas UCs brasileiras e os questionários que deram origem a ela. O Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente trabalhará, articulado com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, para realização de oficinas regionais e/ou locais a fim de discutir o aprimoramento do documento. As versões para download do documento da Encea, do diagnóstico da Comunicação e Educação Ambiental em UCs e dos questionários encontram-se disponíveis no site do MMA (www.mma.gov.br/ea) e no blog (http://encea.blogspot.com/). ICMBio – No início de abril, o Departamento de Educação Ambiental (DEA), do Ministério do Meio Ambiente, divulgou o Relatório Final do Encontro de Educadores do ICMBio. O encontro, ocorrido em paralelo ao Encontro dos Educadores do Ibama, no período de 15 a 18 de dezembro de 2008, no Hotel Bittar, em Brasília, DF, com o apoio do DEA/MMA, foi aberto pelo ministro Carlos Minc e contou com a presença de aproximadamente 90 servidores de ambas as vinculadas. O Relatório apresenta uma síntese do encontro, que teve por finalidade criar um espaço de discussão entre os educadores ambientais e dirigentes do ICMBio e do Ibama, para discutir a rearticulação dos educadores e da educação ambiental nestas vinculadas, considerando-se que passados aproximadamente dois anos da extinção da Coordenação Geral de Educação Ambiental (CGEAM) do Ibama, não foi recriada estrutura similar em nenhum destes órgãos ambientais federais. Durante o encontro, os educadores tiveram a oportunidade de trocar experiências sobre práticas e dificuldades comuns na ação educativa no órgão. Num segundo momento, tendo como referência a nova proposta de modelagem institucional, a experiência pessoal de cada educador e documentos de apoio (como o levantamento expedito das ações e educadores existentes nas unidades de conservação e centros de pesquisa, elaborado pelos mesmos participantes prévio ao encontro, assim como o relatório final do grupo de trabalho de educação ambiental do ICMBio), os participantes visualizaram os processos e macroprocessos em que a educação ambiental atua e deve seguir atuando. Também discutiram estratégias para lidar com as dificuldades comuns de escassez de servidores qualificados e de recursos orçamentários destinados para a prática educativa. O evento reforçou a importância de se retomar as ações de educação ambiental paralisadas após a reestruturação do IBAMA, integrando efetivamente a EA aos instrumentos de gestão sob responsabilidade do ICMBio, como nos processos de gestão participativa na criação de UCs, na elaboração e revisão de planos de manejo, na criação e implementação de conselhos gestores de UCs e no manejo e conservação de espécies ameaçadas, com o objetivo de gerar resultados significativos, em curto prazo, tendo por base a gestão participativa. Este processo deve ser realizado valorizando, recuperando e dotando recursos para as capacidades existentes, de maneira que os processos em andamento e a experiência acumulada ao longo de mais de 15 anos sejam adequadamente incorporados às novas propostas de estrutura regimental. Dentre os encaminhamentos finais do Encontro, está uma moção entregue ao Ministro Minc, elaborada conjuntamente com os servidores do Ibama, em que se demanda: 1. a criação na estrutura do ICMBio e do IBAMA, de uma Coordenação Geral de Educação Ambiental, com status de Diretoria para que seja garantido o acesso igualitário nos processos decisórios e disponibilidade orçamentária; 2. que sejam criadas representações de Educação Ambiental nas Coordenações Regionais do ICMBio e recriados/reestruturados os Núcleos de Educação Ambiental nas Superintendências e Gerências Executivas do IBAMA. (Fonte: Ascom/MMA; Ascom/ICMBio)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

ICMBio vai lançar campanha educativa sobre os riscos do plantio de transgênicos perto de UCs

Brasília (10/06/2009) – A Educação Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) prepara uma campanha para conscientizar produtores rurais de todo o País a não cultivar sementes transgênicas no entorno das unidades de conservação (UCs). O plantio de transgênicos, segundo especialistas, pode causar danos irreversíveis aos ecossistemas protegidos. De acordo com a resolução nº 13 do Conama, de 1990, não se pode realizar qualquer atividade que afete a biota no raio de 10 km sem o devido licenciamento do órgão competente, incluindo o plantio de transgênicos. Já a Lei 9.985, do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), de 2000, condiciona as atividades na área de amortecimento às regras do que preconiza a Resolução 13. O Decreto 5.980, de 31 de outubro de 2006, estabeleceu limites de 500 m e 800 m das circunvizinhanças das unidades de conservação para o plantio de soja e algodão geneticamente modificados. Estabeleceu também 5.000 mil metros se o algodão geneticamente modificado tiver um ancestral ou parente silvestre na unidade de conservação. No entanto, uma liminar a uma ação popular da Vara Ambiental de Porto Alegre reconheceu que não se aplicam às unidades federais de conservação situadas no Rio Grande do Sul os limites previstos no decreto 5.950/06, prevalecendo as limites anteriores definidos pela Resolução Conama 13/90 e pela Lei 9.985/00, que é o limite de dez quilômetros. Por isso, a Educação Ambiental do ICMBio decidiu deflagrar a campanha inicialmente no Rio Grande do Sul, onde já havia essa decisão liminar da Justiça. A ideia era conscientizar os produtores antes de aplicar as sanções. Os analistas Flávia Rossi e Roberto Zanin, da Educação Ambiental do ICMBio, chegaram até a enviar aos chefes das unidades de conservação do Rio Grande do Sul um questionário, perguntando se existia esse tipo de cultivo no entorno de suas unidades e se eles realizavam alguma ação para conscientizar os plantadores. A intenção era preparar a campanha, antes de se adotar a fiscalização e aplicar multas. No entanto, dia atrás, a liminar foi derrubada e os agricultores ganharam o direito de manter suas plantações em uma área distante até 500 metros das UCs. Assim, os gestores decidiram manter a proposta de realização da campanha, ampliando-a agora para todo o País. De acordo com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, produtores rurais de 11 estados brasileiros, além do Rio Grande do Sul, declararam ter plantado soja transgênica na safra atual. São eles: Paraná, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Piauí, Santa Catarina, Bahia e Goiás. Conforme a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), cerca de 90% dos 3,8 milhões de hectares plantados com soja no estado já são cultivados com soja transgênica. A estimativa é de que haja 100 mil produtores de soja geneticamente modificada. A plantação de semente transgênica no entorno das unidades podem interferir nos ecossistemas, tanto pela contaminação biológica como pelo contaminação dos agrotóxicos usados próximos a essas unidades. Se houver um efeito residual no solo, ou esses agrotóxicos forem carreados para os córregos e rios, os malefícios para o solo e para os rios serão muito grandes. O governo do Paraná está travando uma batalha para que o Estado seja declarado área livre de transgênicos. O Tribunal Regional Federal da 4ªRegião (RS, SC e PR) negou pedido de um agricultor para plantar soja transgênica em propriedade localizada ao redor do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. Isso porque o plano de manejo do parque estabelece uma zona de amortecimento de dez quilômetros. O produtor foi multado pelo fiscal do Ibama, mas moveu uma ação na 1ª Vara de Cascavel, solicitando que fosse permitido o cultivo. O pedido foi negado. PROIBIÇÃO – A comercialização de produtos transgênicos no Brasil é proibida, porém a pressão exercida por agricultores e políticos gaúchos fez com que o governo federal editasse a MP 131/03 e depois lei 10.814/03. Estabeleceu assim, normas para regularizar o plantio e a comercialização de soja geneticamente modificada na safra de 2003 e 2004. A medida era válida somente aos produtores que já tivessem adquirido as sementes modificadas até a data prevista. Mas essa lei foi substituída pela lei 10.814, que estende o prazo para comercialização da safra, de 31 de dezembro de 2004 para 31 de janeiro de 2005. A venda de soja transgênica como semente ainda continua proibida, assim como a aplicação do herbicida glifosato em pós emergência, o que elimina a principal característica do grão transgênico. A aplicação do glifosato após o nascimento da soja Roundup Ready elimina as ervas daninhas da lavoura, mas não a planta oleaginosa. Se for confirmada que a lavoura é transgênica e o produtor não tiver feito a declaração, ele estará sujeito a uma multa. Além disso, o infrator ficará impedido de obter empréstimos e financiamentos nas instituições oficiais de crédito, não poderá ter acesso a eventuais benefícios fiscais, nem negociar dívidas ou tributos com o governo federal. Para maiores informações sobre os transgênicos, foi produzido o documentário “O mundo segundo a Monsanto”, que fala sobre a empresa Monsanto que produz e comercializa sementes transgênicas .O documentário é da jornalista francesa Marie-Monique Robin. É o resultado de uma investigação de três anos de Marie e apresenta revelações comprovando a má conduta da empresa em diversas ocasiões, as fraudes nos estudos sobre os riscos transgênicos, entre outras. (Fonte: www.icmbio.gov.br)

domingo, 7 de junho de 2009

Semana do Meio Ambiente na RBP

Cumprindo a agenda da Semana do Meio Ambiente em Tuneiras do Oeste, Paraná, a equipe de Analistas da Reserva Biológica das Perobas (RBP) ministrou palestras na Câmara de Vereadores, para um público formado por alunos da 1a. a 4a. séries do Ensino Fundamental, e nos distritos do Cuaraitava e Marabá, para um público formado por educandos e moradores. Nas palestras, foram apresentados a Reserva, exibido o video "Meu Paraná", da Rede Paranaense de Comunicação, e o combate a caça, ao tráfico de animais silvestres e a extração ilegal de palmito, baseado na Operação biXo.
A receptividade e interesse dos presentes demonstram que a equipe da RBP está no caminho certo e que o apoio da Comunidade, além de essencial, está presente!

Semana do Meio Ambiente no PNI

A semana do Meio Ambiente, de primeiro a cinco de junho, foi comemorada pela equipe do Parque Nacional do Iguaçu (PNI) com atividades envolvendo os motoristas que trafegam na BR 469, no interior do Parque, e nos municípios lindeiros de Capanema e Céu Azul. Foram distribuídos folders explicativos sobre o Parque, ICMS Ecológico e o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), e imãs com telefones para denúncia de atividade ilícitas no Parque e seu Entorno. No município de Capanema o material foi complementado com folders referentes à extração ilegal de palmito e ao Botulismo, doença adquirida pelo consumo de palmito indevidamente produzido e embalado. Na segunda e na sexta-feira, a ação ocorreu em Foz do Iguaçu e Céu azul, respectivamente, a mobilização ocorreu com a entrega de materiais aos motoristas da BR 469, com exposição de animais taxidermizados. Na BR 277, os motoristas além de receber os materiais foram convidados a conhecer a Ecotrilha e o Posto de Informação e Controle de Céu Azul (PIC1), onde havia uma exposição ambiental. Em Capanema, o trabalho foi realizado meio de panfletagem e distribuição de pôsteres. Essas ações informam a população a respeito da necessidade e importância de se preservar toda essa riqueza, Patrimônio Natural da Humanidade.

Programa aquaIGUAÇU apoia pesquisas no PNI

Frente aos poucos estudos atualmente desenvolvidos com a comunidade fitoplânctonica no rio Iguaçu e outros rios do Parque Nacional do Iguaçu (PNI), Dra. Norma Catarina Bueno, professora da Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste), e seus orientados têm apresentado propostas de estudos desses organismos nesta Unidade de Conservação (UC). Com a aprovação do setor de pesquisa e análises laboratoriais realizadas por técnicos do Programa, o trabalho, já concluído, trata da fitossociologia de diatomáceas, que identificou 51 espécies, de 31 gêneros desse grupo, no rio Iguaçu, em um ponto acima das quedas das cataratas, e, abaixo desta, foram identificadas 71 espécies pertencentes a 34 gêneros. Além da identificação desses organismos, o estudo indicou elevado aporte de fósforo no meio aquático, conseqüência do elevado número de indivíduos da espécie Cocconeis placentula. Outros estudos fitossociológicos continuam em andamento nos rios São João e Represa Grande.
Os graduandos de Engenharia Ambiental da União Dinâmica de Faculdades Cataratas (UDC) Cristiano Rafael de Souza, estagiário do Programa, e Franciele Guilhardi, secretaria da Escola Parque, avaliaram a eficiência do tratamento de efluentes realizado pela estação de tratamento (ETE) de modelo compacto da concessionária do Parque Nacional do Iguaçu (PNI), Helisul Táxi Aéreo, sob orientação dos biólogos Luiz Henrique Gollin, Gerente Ambiental da Helisul, e Fernanda de Almeida Gurski, Técnica de Controle Ambiental do Programa aquaIGUAÇU. Esse modelo de estação é uma alternativa para locais que dispõe de pouco espaço para instalação. E tem como princípio o tratamento biológico, processado em diferentes etapas: tratamento anaeróbio e aeróbio, seguidos por caixas de areia, carvão ativado para retenção de sólidos em suspensão e a desinfecção por cloração. O efluente final é utilizado para irrigação de hortaliças. Nesta avaliação, foram realizadas, no laboratório do Programa aquaIGUAÇU, análises físico-químicas dos efluentes bruto e final da ETE para os parâmetros Fósforo, Nitrogênio Amoniacal, Demanda Química de Oxigênio (DQO), pH, Sulfetos, Condutividade e Sólidos Sedimentáveis, com patamares definidos pela Resolução CONAMA N. 357/2005. “A estação avaliada apresentou um bom desempenho e eficiência no tratamento de efluentes doméstico. Contudo, há de se realizar sua constante manutenção, para otimização do processo e evitar irregularidades que interfiram na qualidade do efluente final gerado”, afirma Cristiano.

sábado, 6 de junho de 2009

Ibama e Polícia Federal deflagram a maior operação de combate ao desmatamento do país no Sul

Foi deflagrada no último dia 25 de maio a operação Angusti-folia, com a intenção de vistoriar pontos de desmatamento na região centro-sul paranaense, abrangendo aproximadamente um milhão de hectares. O Ibama, em parceria com a Polícia Federal e apoio da Força Verde, unidade especializada da Polícia Militar do Paraná e do Instituto Ambiental do Paraná – IAP, está executando a maior ação visando o combate ao desmatamento no país. A estrutura da operação conta com 223 servidores, entre pessoas do Ibama, policiais federais e policiais da Força Verde, 85 viaturas e um helicóptero. Paralelamente, cooperam Departamento de Estradas e Rodagens - DER do Paraná, Companhia Paranaense de Energia Elétrica - Copel, 5º Batalhão de Engenharia e Combate de Porto União/SC e 26º Grupo de Artilharia e Combate de Guarapuava/PR, do Exército, Ministério do Trabalho e Receita Federal. Segundo o delegado da Polícia Federal, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, Rubens Lopes da Silva, esta operação é sem precedentes, pois conta com diversos órgãos envolvidos trabalhando com um único foco, o de coibir o desmatamento ilegal na região centro-sul do Paraná, principalmente o desmate ilegal de araucária (foto), espécie protegida por lei pois encontra-se ameaçada de extinção. As investigações começaram há cerca de um ano pelo serviço de inteligência da Polícia Federal e o Ibama fez a parte de campo, utilizando seu serviço de geoprocessamento, sobrevôos e investigações in loco. Desse trabalho, foram detectados 145 pontos de desmatamento, que estão sendo vistoriados. Desde janeiro de 2008 o serviço de inteligência da PF vem atuando no caso e pontuou as empresas a serem vistoriadas. Logo após, o Ibama entra em incursões por terra, utilizando seu aparato de equipamentos e fiscais. Dentre as irregularidades encontradas, está uma carga clandestina de imbuia (Ocotea porosa), cuja nota fiscal apresentada era de pinus (pinnus SP), na tentativa de burlar a fiscalização, e uma serraria irregular móvel em propriedade rural do município de Calmon, norte de Santa Catarina, próximo à divisa com o estado do Paraná, que, no ato da derrubada, beneficiava a madeira. Até o momento, três pessoas foram detidas, sete presas, entre elas o prefeito de General Carneiro, e uma encontra-se foragida, o prefeito de Bituruna. Foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão em empresas em São Paulo e no Paraná, nas cidades de General Carneiro, Palmas, União da Vitória, Bituruna, Coronel Domingos Soares e Cruz Machado. Por enquanto, foram apreendidos 309,3m³ de madeira serrada, 639,5mst de lenha, 368,3mdc de carvão, 672m³ de araucária, 290,5m³ de imbuia, 388,8m³ de outras madeiras, dois caminhões, um picador móvel (equipamento que pica madeira para ser utilizada como fonte de energia em caldeiras), um trator, uma serraria móvel, três armas, o embargo de 208,7 hectares de área e a emissão de 138 autos de infração, o que gerou R$ 5.830.241,20 em multas. O volume virtual de produtos excluídos do Sistema DOF (Documento de Origem Florestal) até o memento é: araucária, 550,2m³; imbuia, 411,1m³; lenha, 3.120,9mst; e carvão, 109,7mdc. Foi encontrada e fechada uma empresa que processava xaxim (Dickssonia Selloviana), espécie também com risco de extinção. Havia 2.158 unidades entre sacos de fibra, vasos, placas e sarrafos. O processamento de xaxim no Brasil é proibido. Ao longo da rua XV de Novembro, em Curitiba/PR, estão sendo expostas até o dia 10/06 fatias e toras de araucárias apreendidas durante a operação Angusti-folia. A intenção com essa exposição é chamar a atenção das pessoas para o desmatamento ilegal. Serão 179 voluntários que darão explicações à população sobre desmatamento, ecologia, meio ambiente e sustentabilidade. Segundo um dos coordenadores da operação, o analista ambiental Hélio Sydol, os trabalhos desta primeira etapa continuarão até que todos os 145 pontos de desmatamento detectados sejam vistoriados. O trabalho de rescaldo começará imediatamente. (Fonte: www.ibama.gov.br)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Semana do meio ambiente é comemorada em várias unidades do ICMBio

Brasília (04/06/09) - O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade mantém uma agenda bem movimentada em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta próxima sexta (5). O Centro de Estudos, Proteção e Manejo de Cavernas (Cecav), por exemplo, aproveita a data para celebrar o seu aniversário de 12 anos nesta sexta (5), em sua sede, em Brasília. A programação prevê debate sobre o decreto de Cavernas (no 6.640/2008), além de discussão sobre o Morro da Pedreira, um importante sítio espeleológico vizinho à capital do País que precisa ser preservado. A Floresta Nacional de Brasília aproveita a data também para celebrar seu aniversário - de 10 anos. Entre os dias 5 e 14 de junho, na sede da unidade, em Taguatinga – DF, a Flona terá programação voltada a passeios, exposições, blitzes ecológicas, lual, atividades de educação ambiental, além de oficinas, inauguração de viveiros e limpeza de córregos. No dia 10, música e bolo de aniversário para a unidade de conservação. Além dessas unidades no Distrito Federal, outras unidades de conservação e centros especializados promovem uma série de atividades locais, que ampliam a comemoração e levam à sociedade brasileira nos mais diferentes Estados da federação a mensagem da conservação como o caminho para a manutenção dos recursos naturais e garantia de sua existência para outras gerações. (Fonte: www.icmbio.gov.br)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Operação Angustifólia

TRF da 4ª Região manda prender oito.
(Do Blog do Marino: http://marino.goncalves.zip.net/index.html) Está em curso há mais de uma semana a operação conjunta entre o IBAMA, POLÍCIA FEDERAL e FORÇA VERDE denominada de Operação Angustifólia. O nome homenageia o Pinheiro do Paraná (Araucária Angustifólia). A operação se concentra na Região Centro Sul do Estado do Paraná. Até hoje já foram lançados quase 200 autos de infração que somam mais de R$-4 milhões. Foram apreendidas madeiras cortadas ilegalmente e muitas serrarias e madeireiras estão sendo lacradas ou tiveram equipamentos lacrados. A operação é fruto de longo trabalho de inteligência dos órgãos que a compõem. Os crimes ambientais são praticados em vários municípios, quase que impunemente. Muitos madeireiros são políticos e possuem muita influência local. Mas, nada disso foi suficiente para evitar a prisão de prefeitos e donos de madeireiras. É o caso dos prefeitos de General Carneiro e de Bituruna, que foram presos hoje de manhã, em cumprimento a mandados de prisão expedidos pelo Tribunal Regional Federalo da 4ª Região, com sede em Porto Alegre-RG. Os agentes da Polícia Federal cumpriram todos os mandados de prisão. Ao todo 8 expressivas figuras daquela região foram presas. Estão na operação Angustifólia um contingente de mais de 250 agentes do IBAMA, da POLÍCIA FEDERAL e da FORÇA VERDE/POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Parque Nacional do Iguaçu promove ações na Semana do Meio Ambiente

Turistas observam animais empalhados na Rodovia das Cataratas
O Parque Nacional do Iguaçu terá uma ampla programação na Semana do Meio Ambiente que acontece de 1º a 5 de junho com as atividades no interior da Unidade e nos principais municípios de seu entorno. As ações coordenadas pela Área de Conservação e Manejo, através da Escola Parque de Educação Ambiental incluem Paradas Ecológicas para entrega de material informativo, panfletagem, palestras e distribuição de mudas de árvores nativas. A primeira ação acontece no dia 1º de junho com Paradas Ecológicas na BR 469, no interior da Unidade. A rodovia possui um intenso movimento de veículos por ser o acesso às Cataratas do Iguaçu, atrativo visitado anualmente por mais de um milhão de pessoas. No local, funcionários e voluntários farão a entrega de um kit contendo material informativo sobre Parque aos motoristas que trafegam no local. De acordo com o chefe da unidade, Jorge Pegoraro, entre outras coisas que o kit possui está o folder com informações sobre crimes ambientais, ICMS Ecológico e avisos de utilidade pública com telefones de emergência no caso de situação de danos ao meio ambiente ou de ataque de onça a rebanho doméstico. Segundo ele, a intenção é sensibilizar os usuários, principalmente os motoristas sobre o excesso de velocidade no interior e próximo a Unidade. O atropelamento de animais é um dos fatores de perda da biodiversidade do Iguaçu. Em Capanema, município no Sudoeste do Paraná, a ação será desenvolvida no dia 3 e terá com o tema sobre o consumo de palmito de extração ilegal e o risco de contrair o botulismo, doença causada por ingestão de alimentos mal conservados. Funcionários e voluntários farão entrega de material nos principais pontos do município. No dia 5 as ações serão concentradas no município de Céu Azul. Haverá uma Parada Ecológica no Posto da PRF- Polícia Rodoviária Federal. No PIC - Posto de Informação e Controle do Parque Nacional do Iguaçu, com o apoio da Prefeitura, serão entregues mudas de árvores nativas para a população e visitantes. (Do Blog do Pegoraro)