sábado, 29 de janeiro de 2011

Do Lukas

(Fonte: Casa do Noca)

VI EBEQ

A Sociedade Brasileira para o Estudo de Quirópteros tem o prazer de anunciar a realização do VI ENCONTRO BRASILEIRO PARA O ESTUDO DE QUIRÓPTEROS, que acontecerá de 12 a 15 de abril de 2011, em Maringá, Paraná e terá como tema: “Formação e informação para o avanço na quiropterologia brasileira”. O evento ocorrerá na Universidade Estadual de Maringá - UEM.
"Desejamos que o evento traga importantes momentos de discussão, haja vista que serão abordados temas de relevante interesse para a quiropterologia nos seus mais distintos aspectos, proporcionando aos participantes uma ampla visão das diferentes abordagens dadas ao estudo dos morcegos no Brasil. A partir daí, será possível identificar as fronteiras do conhecimento e as estratégias para superá-las, desenvolvendo uma ciência de qualidade, em harmonia com a conservação e a educação", afirmou o Prof. Dr. Henrique Ortêncio Filho, presidente da comissão organizadora do Encontro.
As vagas serão limitadas a 170 inscritos. Os participantes que forem sócios em dia com a SBEQ terão desconto na inscrição para o evento, que será composto por palestras, mesas-redondas, apresentações orais e de painéis e saída a campo para iniciantes na pesquisa com morcegos.
Para maiores informações, escrevam para: ebeq.2011.maringa@gmail.com ou acessem: http://www.sbeq.org/ebeq/6ebeq/index.html.

Hakuna matata

(Fonte: Casa do Noca)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A quem querem

Li dia desses, nesse tal twitter, alguém dizendo que existem "tres tipo de pessoas: aqueles que fazem as coisas acontecerem, aqueles que vêem as coisas acontecer e aqueles que perguntam o que aconteceu".
Eu acrescento um quarto, e pior!, tipo de pessoa: aqueles que querem que as pessoas acreditem no que não aconteceu.
Por que será que este quarto tipo quer assim? Por que quer que acreditem no que não é Verdade? A quem querem enganar? Por quê? Que interesses escusos estão enraizados nessa intenção? Que 'falação' é essa? Por quê? Por que?! Porque... sabemos.
É..
Prefiro, ainda, acreditar em outra citação: "você pode enganar algumas pessoas muito tempo; pode enganar muitas pessoas por pouco tempo; mas, nunca enganarás todos o tempo todo".

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Boletim RBP - janeiro/2011

ICMBio em Foco N. 128

Estava lá

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Cheguei a Emas era novembro de 2002. Trabalho novo. Lugar distante. Novos planos, novas pessoas, novo ambiente, meio ambiente, cerrado, e eu no meio. Tudo novo, tudo estranho, tudo diferente. Cheguei no inicio de uma oficina de planejamento para reestruturação do plano de manejo. Meu primeiro aprendizado. Ary, analista ambiental, servidor lotado no parque, estava lá. Entre pesquisadores, representantes de instituições, servidores, Ary estava lá. Como estava quando este meu coração ameaçou parar seu ritmo. Estava lá. Hoje, olhando o que passei lá, quero lembrar apenas o que foi bom. Não quero desritmar meu coração lembrando os tantos descalabros, as tantas aporrinhações e injustiças que vi, sofri e engoli por lá. Quero lembrar apenas o que foi bom. As caipirinhas feitas pelo Ary, que as engoli com satisfação. As longas, técnicas (às vezes apenas banais!), justas, conversas que tivemos. Muito de nossas ideias, planos, projetos surgiram nessas conversas. Pró-Legal e aqua nasceram em Emas. Nas horas de descalabros e desespero, ele estava lá. Às vezes em silêncio, às vezes balizando com seu bom senso, às vezes apenas vendo. Mas, estava lá. Hoje, vendo Ary Soares dos Santos, Superintendente do IBAMA no Estado de Goiás, realizando seu trabalho, seus projetos (muitos nascidos lá), fica a certeza de que, apesar de outros, valeu muito a pena o que passei lá. Sofri, vi, engoli, mas, aprendi, cresci, e Ary estava lá. Sempre lá! Obrigado, meu amigo! Conte comigo, sempre! Tenha certeza, estarei aqui!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Reincidências Ambientais

"No dia 27 de janeiro de 2003, o prestigioso jornal 'O Popular' publicou artigo de minha lavra intitulado: Chuva não é sinônimo de catástrofe. Em decorrência do noticiário a respeito de calamidades que têm as chuvas como ator principal em Goiás e pelo mundo, ano após ano, revejo o artigo. De forma respeitosa e triste, mantenho o que escrevi".
Ary Soares dos Santos Superintendente do IBAMA em Goiás
Artigo completo:

ANEPE na mídia

domingo, 9 de janeiro de 2011

2011

(Fonte: casadonoca.blogspot.com)

Governo reduz concessões do Código Florestal

Na tentativa de acalmar a polêmica gerada em torno da mudança do Código Florestal, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) finalizou um texto que faz concessões, mas não tantas quanto as contempladas pelo projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), fortemente criticado por ambientalistas ao longo do ano passado. Uma das mudanças previstas no anteprojeto do governo trata da proteção de leitos dos rios. O ministério propõe que essa faixa seja reduzida em até 15 metros para fins de recomposição. Ou seja, quem destruiu mais do que o permitido terá que recuperar a metade do limite atual, que é de 30 metros.
A proposta de Aldo prevê que a faixa de proteção seja de apenas cinco metros. A justificativa da pasta é facilitar a recomposição dessas áreas. O MMA deixa claro que o limite de 15 metros vale apenas para quem for recuperar áreas desmatadas até 2008 (data do último decreto de crimes ambientais). Mas a proposta do ministério não muda a faixa de proteção permanente, que continua sendo de 30 metros.
Outro ponto previsto na proposta de Aldo criticado pelos ambientalistas foi a anistia a quem desmatou ilegalmente até 2008. Para este caso, o MMA encontrou uma fórmula intermediária: nem libera os desmatadores, nem os obriga a pagar multas. Eles terão um prazo negociado com as secretarias ambientais dos estados para recuperar a área degradada. Nesse período a multa é suspensa. Depois que o dano for sanado, a dívida será arquivada.
Por exigência da ministra Izabella Teixeira, o texto que será submetido à Presidência antes de ser encaminhado ao Congresso, também inclui no Código Florestal as áreas urbanas. Casas, lojas e edifícios erguidos às margens de rios antes de 1965, quando foi criado o código, não estão na ilegalidade. Já as construções feitas à beira de rios até 2001 (data do Estatuto das Cidades) terão que ser demolidas se ultrapassarem a distância mínima de 15 metros dos rios. As construídas depois disso terão de obedecer o limite integral da regra para APP (Área de Preservação Permanente), que é de 30 metros de cada lado dos rios.
O objetivo, além de regularizar esses locais, é buscar a segurança dos mesmos. Áreas de risco deverão ser desocupadas, e onde é possível manter populações, a recuperação da vegetação ajudará a conter futuros deslizamentos de terra.
Diferentemente do texto de Aldo, o do MMA não libera os pequenos produtores da obrigação de manter a reserva legal - percentual da propriedade que deve ser preservado e que varia de acordo com cada bioma. Os agricultores familiares, no entanto, terão um processo simplificado para cumprir a lei. A demarcação da reserva legal, atualmente cara e burocrática, será gratuita e poderá ser feita com um simples GPS, sem a necessidade de um técnico que faça o georreferenciamento da terra.
(Fonte: Frente Parlamentar Ambientalista: http://www.frenteambientalista.org/not_detalhe.asp?cod=2939)

CONAMA define procedimentos para licenciamento de empreendimentos que possam afetar UC

Foi publicada no Diário Oficial da União do dia 20 de dezembro a Resolução n° 428/2010 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), que dispõe sobre a autorização do órgão responsável pela administração da Unidade de Conservação (UC) nos processos de licenciamento de empreendimentos de grande impacto ambiental, bem como sobre a ciência do órgão responsável pela administração da UC no caso de licenciamento ambiental de empreendimentos de menor impacto potencial. Esta Resolução detalha os procedimentos exigidos pelo artigo 36, § 3º, da Lei n° 9.985, de 18/07/2000 (SNUC), que determina que o órgão responsável pela aministração de uma UC deve ser ouvido nos processos de licenciamento ambiental de empreendimentos que afetem a UC ou sua zona de amortecimento. A norma recém editada substitui outras sobre o mesmo tema, vigentes desde o final da década de 1980 e que previam, entre outras coisas, a manifestação da UC em empreendimentos situados num raio de dez quilômetros a partir de seus limites. Principais pontos da nova Resolução: 1) O licenciamento de empreendimentos de significativo impacto ambiental que possam afetar Unidade de Conservação (UC) específica ou sua zona de amortecimento (ZA), só poderá ser concedido após autorização do órgão responsável pela administração da UC. 2) Estão sujeitos aos procedimentos desta Resolução durante o prazo de cinco anos, os processos de licenciamento de empreendimentos de significativo impacto ambiental, localizados numa faixa de três mil metros a partir do limite da UC, cuja Zona de Amortecimento (ZA) não esteja estabelecida. 3) O órgão ambiental licenciador deverá consultar formalmente o órgão responsável pela administração da UC antes da elaboração do Termo de Referência para os estudos ambientais e solicitar autorização para o processo de licenciamento antes da emissão da primeira licença prevista. 4) O órgão gestor da UC terá o prazo de sessenta dias para se manifestar em relação ao empreendimento ou solicitar complementações dos estudos. 5) Nos processos de licenciamento ambiental de empreendimentos não sujeitos a Estudo de Impacto Ambiental, o órgão ambiental licenciador deverá dar ciência ao órgão responsável pela administração da UC, quando o empreendimento: a) puder causar impacto direto em UC; b) estiver localizado na sua ZA; ou c) estiver localizado no limite de até dois mil metros da UC, cuja ZA não tenha sido estabelecida (neste caso também no prazo de até 5 anos a partir da data da publicação desta Resolução). 6) Os órgãos licenciadores deverão disponibilizar na rede mundial de computadores as informações sobre os processos de licenciamento em curso.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Olhando o Presente

Tuneiras do Oeste, antes de ser colonizado, já era frequentado por tropeiros deste o início do século XX, em razão do município ser cortado pela famosa estrada boiadeira, que até hoje não foi asfaltada.
Na década de quarenta iniciou-se a colonização através de títulos de terras concedidos pelo Estado do Paraná e muitos paranaenses da região sul do Estado migraram para Tuneiras, desbravando a floresta.
A Companhia Melhoramentos Norte do Paraná passou a colonizar parte considerável do município, tanto da zona rural como da zona urbana. A Estrada Boiadeira dividia as terras colonizadas pelo Estado do Paraná daquelas colonizadas pela empresa.
A partir da década de cinquenta a colonização se intensificou, com migrantes vindos dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e de vários Estados do Nordeste. A economia se baseava na extração da madeira e cultura do café e o município encontrou seu auge na década de sessenta, quando chegou a ter 40.000 habitantes, quase todos morando na zona rural.
A partir da década de setenta, Tuneiras do Oeste passou a perder população. A exploração de madeira já havia perdido força e um rigoroso inverno arrasou a lavoura cafeeira. Assim, a população reduziu-se para menos de 8.000 habitantes atualmente.
Em 20 de março de 2006 foi criada a Reserva Biológica das Perobas, Unidade Federal de Conservação da Natureza, entre os municípios de Tuneiras do Oeste e Cianorte, com o objetivo de preservar o remanescente de Floresta Estacional Semidecidual e sua fauna associada, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades controladas de educação ambiental.
(Fonte: Wikipédia)

Olhando a Origem

Guaraçaí é uma pequena cidade do interior do Estado de São Paulo e está localizada na mesorregião de Araçatuba e microrregião de Andradina, além de fazer limite com os municípios de Andradina, Junqueirópolis, Mirandópolis, Murutinga do Sul, Nova Independência e Pereira Barreto.
Guaraçaí, que vem do tupi coaracy ("Sol"), é hoje considerada a Capital do Abacaxi no Estado de São Paulo, também popularmente denominada como a ‘Terra do Abacaxi’.
Guaraçaí foi inicialmente habitada pelo capitão João Machado de Souza e sua família, nas terras situadas a oeste de Valparaíso, fundando, em 1925, o patrimônio denominado Fazenda João Machado. Com a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), em 1936, o povoado se desenvolveu e foi elevado à categoria de distrito do município de Andradina, em 30 de novembro de 1938. Tornou-se município, posteriormente, em 24 de dezembro de 1948.
Seu aniversário é comemorado em 12 de outubro. Os moradores da cidade são denominados guaraçaienses e hoje são, aproximadamente, 8.505.

Conheça o Recanto das Pedras

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(Reportagem do Parana TV - Rede Paranaense de Televisão, 07/01/2011)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Diário do funcionário público

Urgente e lacônico, o texto no celular avisa que "as cigarras estão dando sopa" com a chegada do verão ao Parque Nacional do Iguaçu. Outro rascunho informa que uma onça-pintada foi vista dias atrás por funcionários da manutenção no quilômetro 26 da estrada que leva os turistas às cataratas. Um recado mais longo conta que "os ninhos de pássaros ao lado da casa 003 foram todos estraçalhados" por "gambá, tucano" ou outro predador "invisível". A 003 é a residência oficial do biólogo Jorge Pegoraro, chefe do parque e autor das mensagens. Ele fazia a ronda diária dos ocos e galhos no jardim, desde que a primavera povoou suas árvores de ovos e promessas. Está há quase oito anos no posto. E cada vez mais atraído pelas novidades que cercam seu cotidiano por todos os lados. Meses atrás, comprou uma máquina fotográfica. Passou a registrar seu dia a dia com a sofreguidão de quem pôs as mãos em brinquedo novo e o conhecimento de causa de quem vê aquilo tudo sistematicamente, por dever profissional. O dia a dia pode ser inexaurível, quando se tem sob sua jurisdição uma floresta de 185 mil hectares. Em poucas semanas de fotografia, Pegoraro tinha juntado uma fartura de imagens. No fim do ano passado, por exemplo, fez "um bonito (eu acho) jacaré (pequeno) no Rio Iguaçu, numa volta de barco próxima à Ilha dos Papagaios". Com as tardes alongadas pelo horário de verão, a cada fim de expediente, se a chuva deixar, ele pega o equipamento, atravessa em longos círculos o jardim e cai nas trilhas que fazem de sua casa um entroncamento de pegadas. Cruzam por ali rastros de catetos, de cutias, de cachorros-vinagre, de veados-mateiros e de onças. Só com os pássaros que frequentam sua clareira daria para fazer um guia quase completo das aves do Iguaçu. Só volta depois que a noite cai. Usa uma Rebel T1, a reflex digital mais modesta da Canon. Contenta-se com lentes básicas. Passou batido pelo labirinto técnico dos manuais. Mas tem olho clínico, capaz de identificar na penumbra animais que parecem sombras e ver silhuetas onde aparentemente só há manchas escuras. Com esses trunfos e a prerrogativa de morar no parque nacional, virou fotógrafo de natureza do dia para a noite. Foi a última virada de uma carreira que sempre entorta e aponta para o mato. Ele nasceu em Curitiba, formou-se por lá em Biologia quando o diploma servia quase exclusivamente para dar aulas e entrou para o serviço público, por concurso, via Sudepe. A superintendência da pesca lhe deu o primeiro emprego no porto de Paranaguá, o extremo oposto do Iguaçu. Chegou ao oeste do Paraná em 1989, depois que a criação do Ibama fundiu as autarquias que tratavam de recursos naturais no governo. Pegoraro foi realocado no escritório do Ibama em Cascavel, quando as serrarias já haviam raspado os últimos retalhos de mato no município. Mas o escritório continuava expedindo licenças de desmatamento para as cidades retardatárias cuidarem das sobras. Ele não levou muito tempo para se convencer de que aquela região gravitava, sem saber, em torno do parque nacional, cuja floresta é o maior investimento que os colonos conseguiram fazer na economia da região. Acabou nomeado para dirigi-lo em 1.º de abril de 2003. Considera-se até hoje incapaz de "conhecê-lo a fundo". Mas não se cansa de aprender. Seguir a rotina desse funcionário público entre o gabinete e a trilha revoga tudo o que se ouve falar por aí sobre preguiça burocrática.

Parque Nacional do Iguaçu completa 72 anos de criação

(Do Blog do Pegoraro) O Parque Nacional do Iguaçu completa 72 anos de sua criação na próxima segunda-feira (10). As festividades estão sendo organizadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e acontecerão pela parte da manhã no Centro de Visitantes, reunindo autoridades, imprensa e turista do local. Além do tradicional corte do bolo de aniversário, de 20 quilos, estão programados shows musicais e apresentações artísticas. “A população está convidada a participar. Basta se dirigir ao Centro de Visitantes”, disse o chefe do Parque, Jorge Pegoraro.
Conhecido pela beleza ímpar das Cataratas do Iguaçu, o Parque Nacional do Iguaçu é uma das mais importantes Unidades de Conservação do Brasil e foi criado pelo então presidente Getúlio Vargas em 1939. O Parque possui desde 1986 o título de Patrimônio Natural da Humanidade, concedido pela Unesco. Em 2010 recebeu mais de um milhão e 265 mil visitantes.
Localizado no Oeste do Estado do Paraná o Iguaçu possui 185 mil hectares de formações florestais integrantes do Bioma Mata Atlântica. O local abriga centenas de milhares de espécies silvestres da fauna e da flora, algumas raras e ameaçadas tendo o exemplo a onça-pintada e o palmito-juçara. Com 420 quilômetros de perímetro, limita-se em mais de 60 com o Parque Nacional Iguazú, integrando o mais importante contínuo biológico do Centro-Sul da América do Sul.