segunda-feira, 28 de junho de 2010

O sonho começa a tomar forma

A Reserva Biológica (Rebio) das Perobas, Unidade Federal de Conservação da Natureza, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio (autarquia federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente), é privilegiada pelo apoio que recebe das administrações e comunidades dos municípios de Tuneiras do Oeste e Cianorte. Atualmente, a Rebio ocupa instalações cedidas pelas prefeituras. Sua sede, em Tuneiras do Oeste, ocupa uma sala junto ao Departamento de Meio Ambiente e Turismo e, em Cianorte, distante aproximadamente 20 km dos limites da Unidade, uma base administrativa junto à Secretaria do Meio Ambiente facilita o acesso aos órgãos estaduais, como Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Promotoria Especial do Meio Ambiente. Prefeito e Vereadores de Tuneiras do Oeste destinaram um imóvel do município, na BR-487 (estrada boiadeira), a 2 km do limite da Rebio, para construção das instalações da Defesa Civil Municipal e da sede da Reserva associada a um Centro Ambiental, contendo auditório, salas multimídia, laboratórios e alojamento para pesquisadores e servidores do ICMBio. Em Cianorte, o prefeito municipal autorizou a construção, com recursos do município, de uma base para atender a Rebio das Perobas, ao lado da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Há, ainda, projeto de construção de portal, posto de vigilância, residência funcional, receptivo para visitantes do programa de educação ambiental, previstos no Plano de Manejo, em elaboração. Os projetos arquitetônicos, com memoriais descritivos, estão sendo desenvolvidos por profissionais e acadêmicos do ESTAU (Escritório de Arquitetura e Urbanismo) do Departamento de Arquitetura do Centro Universitário de Maringá – CESUMAR.
O ESTAU já iniciou seus trabalhos, apresentando os projetos em tela (Veja matéria no Boletim da Rebio do mês de março e do futuro mês de julho). Os projetos serão gentilmente doados pelo CESUMAR ao ICMBio e aos municípios de Cianorte e Tuneiras do Oeste.

ICMBio lança novo portal

Aproveitando a semana do Meio Ambiente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançou seu novo site, ainda em versão de desenvolvimento. Com novas plataforma e ferramenta de atualização, o site do Instituto busca uma atualização mais dinâmica e descentralizada, nos moldes da internet atual. Em comparação com o site antigo, o novo portal oferece maior destaque às Unidades de Conservação e Centros de Conservação e Pesquisa, disponibilizando mais informações sobre todas as faces da atuação do ICMBio. Essa maior a abrangência e a atualidade dos dados das unidades descentralizadas do Instituto é possível graças a nova plataforma de inserção de conteúdos aberta a todas as suas instâncias. Além disso, o novo site conta com uma sólida ferramenta de busca, visando facilitar o encontro de qualquer informação. Entretanto, como dito anteriormente, o site ainda está em desenvolvimento. A idéia é que aos poucos, o portal vá adquirindo a forma da internet 2.0, colaborativa e com novas formas de comunicação, tais como blog e microblogs, buscando atingir uma maior quantidade de usuários. O layout do site também é provisório. Pela necessidade de uma ferramenta que permitisse maior flexibilidade de atualização, o site foi lançado com uma interface simples. Porém, agora que o site possui maior dinamicidade na publicação de material, será desenvolvida uma nova face, mais moderna e com mais recursos, como, por exemplo, galeria de imagens e um glossário da Biodiversidade. A construção desse espaço depende de todos, de cada um de nossos servidores, colaboradores ou parceiros, mas depende também da colaboração de cada internauta que busca aqui informações sobre nosso trabalho, e principalmente sobre a razão de ser desse trabalho, a conservação da biodiversidade. Esperamos suas críticas e sugestões. Só assim poderemos melhorar cada vez mais essa ferramenta. Gradualmente, a página do ICMBio irá tomando uma forma condizente com a mega biodiversidade brasileira e com a responsabilidade que sua conservação representa, permitindo a todos os brasileiros conhecer melhor esse tesouro que temos o privilégio de ser um dos guardiões. E, a partir desse conhecimento crescente, avançaremos mais um passo na construção de uma consciência de responsabilidade coletiva indispensável a tamanha missão.

Hoje, Convenceu!

Hoje, gostei! Para mim, hoje, convenceu! Gostei mesmo!!
Não sou especialista em futebol... longe disso! Sou um completo leigo, na verdade! Santista, nem sou ligado a futebol.
Mas, Copa do Mundo é Copa do Mundo!!
E, hoje, gostei de assistir o jogo! Gostei do futebol da Seleção Brasileira!
Vou, até, 'chutar' um palpite: se passarmos pela Holanda na sexta seremos HexaCampeão!!

sábado, 26 de junho de 2010

Faculdade Maringá elabora documentário sobre a Rebio das Perobas

O Curso de Comunicação Social da Faculdade Maringá, coordenado pelo Prof. MSc. Ricardo Torquato, prepara documentário sobre a Rebio das Perobas. Sob a orientação do Prof. MSc. Emerson Dias, os acadêmicos Éder e Tiago estão trabalhando na montagem do vídeo-documentário. Juntando documentos, acompanhando a elaboração do Plano de Manejo, filmando reuniões do Conselho Consultivo, os acadêmicos estão acumulando materiais que contarão a história da região, da criação da Rebio e das ações desenvolvidas pelo ICMBio em sua gestão. No início deste mês, Éder e Tiago estiveram em Cianorte e Tuneiras do Oeste, municípios onde a Rebio das Perobas está inserida, para captar depoimentos. Ícaro Maranhão, Secretário de Meio Ambiente de Cianorte, Antonia Barbizan, Secretaria de Educação de Tuneiras, professora Genoefa Correa, os pioneiros Antonio Branco, Dr. João da Silva, Francisco de Melo, Evilácio Basseto, Moacir Rodrigues e os estudantes Amanda Rodrigues e Thiago Araújo fizeram um verdadeiro resgate histórico e cultural da região em suas declarações. Depoimentos e documentos fornecidos pela Cia. Melhoramentos Norte do Paraná, colonizadora da região, serão peças fundamentais neste resgate. O documentário será apresentado em março de 2011, no quinto aniversário da Rebio.

Caçadores são presos no entorno da Rebio

Na madrugada do dia 22 de maio último foram presos pela Polícia Militar do Paraná dois caçadores em uma fazenda vizinha da Reserva Biológica (Rebio) das Perobas. Depois de duas noites monitorando o local, onde foram montadas armadilhas, policiais ambientais e da patrulha rural prenderam em flagrante dois homens que caçavam queixadas na nascente do rio dos Índios, em Cianorte, Paraná. A espécie é ameaçada de extinção no Paraná. Os caçadores haviam abatido dois animais – uma fêmea e seu filhote. Com eles a polícia apreendeu uma espingarda, os animais abatidos e dois mil reais em dinheiro. A grande estrutura de armadilhas encontrada sugere que os presos comercializavam a carne de caça na região. Após a prisão, as armadilhas foram desmontadas com o apoio de fiscais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de funcionários da fazenda. Ações de combate à caça e à extração ilegal de palmito na Reserva Biológica das Perobas e no seu entorno são permanentes, onde o ICMBio conta com apoio da Polícia Ambiental do Paraná e da Polícia Federal.

De Novo Isso?

(Do Blog do Marino) Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7123/10, do deputado federal Assis do Couto (PT-PR), que cria a Estrada-Parque Caminho do Colono no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. Conforme a proposta, a estrada será implantada no leito histórico do Caminho do Colono, situado entre o km zero e o 17,5 da PR-495, antiga BR-163. Esse trecho está fechado por decisão judicial desde 2003. A polêmica em torno da estrada é antiga. De acordo com informações do governo do Paraná, o caminho existe desde 1924. O trecho liga os municípios de Serranópolis e Capanema. Sem a estrada, os moradores dessas localidades teriam de percorrer um caminho de 200 quilômetros para ir de uma cidade a outra, contornando o parque. Ambientalistas, no entanto, alegam que o caminho divide o parque e impede a livre circulação dos animais de um lado para o outro. Este fator, segundo argumentam, poderia levar à extinção de certas espécies que necessitam de área ampla para sobreviver. Conforme a proposta, a reabertura da estrada deverá ser precedida dos estudos de impacto ambiental. A pavimentação do caminho deverá ser feita com blocos de basalto. Prevê-se também passagem para a circulação dos animais. Exige-se ainda, como pré-requisito, a instalação de guaritas para controle do acesso de veículos, que seriam limitados a carros de passeio, camionetes e coletivos para transporte de turistas. Permite-se, no entanto, a circulação de veículos do Exército. Segundo o autor, isso é fundamental para garantir o controle de fronteiras e a segurança nacional. O Parque do Iguaçu localiza-se na divisa com a Argentina e próximo aos limites com o Paraguai e o Uruguai. Objetivos Segundo o projeto, a estrada-parque tem por objetivo promover a educação ambiental, fomentar o desenvolvimento rural sustentável das regiões oeste e sudoeste do Paraná por meio do turismo ecológico e rural, garantir a integração e a interação responsável e sustentável da população das regiões oeste e sudoeste do Paraná com o Parque Nacional do Iguaçu e assegurar a efetivação da segurança nacional necessária em área de fronteira. Tramitação O projeto terá análise conclusiva das comissões de Viação e Transportes; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

domingo, 20 de junho de 2010

Desmitificando o Voto Nulo

A ideia de que o voto nulo – sendo ele de mais da metade da população, OU não – consegue anular todo o processo eleitoral está equivocada. Aqui vai o porquê: Tudo isso começou com a má-interpretação do artigo 224 do Código Eleitoral Brasileiro: Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias. Tal artigo está inserido em um capítulo nominado “Das NULIDADES da votação”, o que quer dizer que essa “nulidade” diz respeito à ocorrência de fraudes eleitorais, sobre a nulidade do próprio processo de escolha do candidato e NÃO no próprio voto nulo. Esse entendimento é corroborado pelo parágrafo segundo do mesmo artigo 224: “§ 2º Ocorrendo qualquer dos casos previstos neste capítulo o Ministério Público promoverá, imediatamente a punição dos culpados.“ Ora, votar mal é um problema, entretanto, seguindo a interpretação de que o voto nulo pode acarretar a nulidade de toda a eleição, o Ministério Público deveria PUNIR os que agissem dessa maneira. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral: http://www.tse.gov.br/eje/html/info_eleicoes3.html PERGUNTAS MAIS FREQÜENTES SOBRE O VOTO NULO 1. VOTAR NULO CAUSA ANULAÇÃO DE ELEIÇÃO? Não. O Tribunal Superior Eleitoral decidiu que os votos nulos por manifestação apolítica dos eleitores (protesto) não acarretam a anulação de eleição. Jurisprudência: REspe nº 19759, TSE/PR, Rel. Min. Luiz Carlos Madeira. j. 10.12.2002, DJ 14.02.2003, p. 191). Também, a condenação na prática de conduta vedada enseja a aplicação do art. 224 do CE: "Para fins de aplicação do dispositivo (art. 224, CE), não se somam aos votos anulados em decorrência da prática de conduta vedada, os votos nulos por manifestação apolítica de eleitores. Precedentes (REspe nº 25.585/GO e MS nº 3.438/SC)." Esse boato que corre pela rede é extremamente prejudicial a todos, principalmente à democracia em si, já que soa como que eximisse o eleitor de qualquer responsabilidade. ESSA sim é uma informação que deve ser repassada através de correntes: votar nulo NÃO faz diferença nenhuma, então... não ficar “em cima do muro” é a melhor opção.. é melhor tentar mudar de olhos abertos, pesquise o passado de seu candidato, do partido, e faça a escolha conscientemente. Thiago Gritzenco - Advogado (http://www.thiagogritzenco.blogspot.com/)
(imagem ilustrativa, extraída da Internet)

O pensamento único

(Clique em 'Subtitles' para escolher o idioma)

sábado, 19 de junho de 2010

aqua inicia trabalhos em nova UC

Foi dado início, mês passado na Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Rio São João / Mico-Leão Dourado, Estado do Rio de Janeiro, os trabalhos para implantação do Programa aqua São João – Programa de Monitoramento da Qualidade Ambiental do Rio São João e seus Afluentes na APA da Bacia do Rio São João/Mico Leão Dourado. Concebido pelo Analista Ambiental, engenheiro químico Carlos Giovanni, o Programa aqua propõe, a partir de análises químicas, levantar e acompanhar as atividades ocorrentes em dada área de estudo, interagindo com outros programas e projetos existentes, sistematizando análises e procedimentos de monitoramento, fiscalização e educação ambientais, desenvolvendo metodologia para análises e destinação de resíduos, minimizando a influência antropogênica sobre a Unidade de Conservação (UC), sua área de Entorno e seus Corredores. Implantado no Parque Nacional do Iguaçu pelo Analista Ambiental, biólogo, Jorge Pegoraro, chefe da Unidade, passou a ser denominado aquaIGUAÇU. Rogério Souza, Analista Ambiental, administrador de empresas, chefe da APA, inicia a implantação do Programa, sendo denominado aqua São João. A região da bacia de drenagem do rio São João apresenta núcleos urbanos, potenciais poluidores, além de atividades antrópicas das mais diversas. Assim, o monitoramento ambiental deve ser atividade constante onde, a partir deste, ações de mitigação e correção dos impactos negativos possam ser realizadas, proporcionando proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade da Mata Atlântica regional. O Programa aqua São João propõe levantar, conhecer e monitorar tais atividades, a partir da qualidade física, química e biológica dos cursos d’água existentes nessa área de estudo, e propor ações para correção e/ou mitigação destas.
Em fase de implantação, o Programa aqua São João realizará levantamento das nascentes dos afluentes do rio São João, definindo aquelas que serão avaliadas, conforme plano de coleta e análise de amostras de água elaborado. Após, serão elencados os demais pontos de coletas nos cursos d’água que compõem a bacia do rio São João, elegendo aqueles que serão monitorados. Os principais objetivos do Programa são: realizar diagnóstico ambiental das nascentes dos afluentes do rio São João; definir plano de ação para o levantamento da situação ambiental, pontos de impactos e poluição, de coletas e análises de dados do rio São João e seus afluentes; sistematizar análises físicas, químicas e biológicas em cursos d'água existentes na área em estudo (Unidade); gerar informações que fomentem a elaboração de atividades de educação ambiental, específicas às particularidades de cada município; envolver a população no desenvolvimento das diferentes ações; e fomentar estratégias de ações corretivas, preventivas e fiscalizatórias. Na realização deste amplo trabalho, o ICMBio conta com a parceria da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) – Laboratório de Barra de São João, Comitê de Bacia Lagos São João e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “A sistematização de ações apresentadas pelo Programa aqua São João é fundamental ferramenta para criar um padrão de monitoramento, permitindo melhorias na implementação da Gestão e da Educação ambientais no âmbito da APA”, conclui Rogério.
APA DO RIO SÃO JOÃO
A APA da Bacia do Rio São João/Mico-Leão-Dourado é uma Unidade Federal de Conservação de Uso Sustentável com, aproximadamente, 150.700 hectares, abrangendo cerca de 70% da bacia hidrográfica do rio São João. A região abriga duas UC Federais de Proteção Integral: Reserva Biológica Poço das Antas e Reserva Biológica União, além de treze Reservas Particulares do Patrimônio Natural. A bacia do rio São João abrange uma área de 2.190 km², onde estão localizados parcialmente os municípios de Araruama, Cabo Frio, Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Rio Bonito, e Rio das Ostras e, integralmente, o município de Silva Jardim. O rio São João tem suas nascentes na serra do Sambê, nos municípios de Cachoeira de Macacu e Rio Bonito, a uma altitude de 600 metros, percorrendo cerca de 150 km até desaguar no oceano, na divisa entre os municípios de Casimiro de Abreu, distrito de Barra de São João, e Cabo Frio.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Convenceu você?

(Kim Kyung-Hoon/Reuters)
Sei não..
Se nossa seleção jogar só um pouquinho melhor que jogou hoje.. não passa das oitavas de final!

sábado, 12 de junho de 2010

Trópico de Capricórnio

"A linha imaginária que corta nossa querida Maringá é bem mais que imaginação: ela separa dois Paranás. O Paraná ao Norte da Linha, colonizado por paulistas e mineiros, assim como uma gigantesca porcentagem de italianos, dos verões ardidos e abafados, das chuvas que ninguém sabe de onde vêm, do tempo estranho, da baixa altitude, da identidade ainda inexata - mas que é, certamente, caipira, trabalhadora e forte. O Paraná do café, da colonização recente, do orgulho em constante formação, do colono italiano, das belezas infindas. O Paraná do Sul é o Paraná tradicional, o Paraná das altitudes, das geadas, do frio intenso; O Paraná Gaúcho (pois provenientes do estado do Rio Grande do Sul são Rio-Grandenses). O Paraná contestado, mais antigo: O Paraná hermanado com o Cone Sul, do chimarrão (ou mate amargo, como preferirem - que, mesmo irritando nossos irmãos Rio-Grandenses, É Paranaense!), o Paraná da alegria e trabalho dos imigrantes alemães, ucranianos e italianos. NOSSO PARANÁ, de formação recentíssima, da beleza e majestade de nossa capital, do frio de suas serras, da rara lindeza de seu litoral, das matas intocadas de Guaraqueçaba, das nossas Araucárias, é um estado baseado no trabalho e, mesmo que nos envergonhem certos elementos de alma diversa que não merecem ter em sua identidade o gentílico Paranaense, de gente honesta, forte e ordeira. Há vezes em que somos chamados disso ou daquilo - mesmo dentro do estado há diferenças (e muitas delas) e é isso que nos faz mais forte: conseguimos conviver. Piadinhas à parte, aqui vivem, em maioria, brancos euro-descendentes, mas também autóctones, negros, pardos, amarelos e qualquer outra cor que resolva aparecer por aqui, trabalhar e respeitar essa terra conquistada a duras penas com sangue, suor e lágrima". (Thiago JG De Giovanni)

Rebio

Quantas vidas eu tiver, sempre te quereis ver, sempre te quereis sempre, sempre verde, sempre novo, sempre te quereis verde novo, sempre te quereis ver de novo.

Acabou a moleza!

video

Virado a Paulista

Ingredientes: - ½ quilo de feijão-mulatinho; - 2 folhas de louro; - 100g de toucinho em cubinhos; - 1 cebola picada; - 3 dentes de alho amassados; - farinha de milho flocada; - cebolinha verde à gosto. Modo de Preparo: Cozinhar o feijão-mulatinho, com sal e as folhas de louro. Separar a metade e a outra metade bata no liquidificador com a água do cozimento. Misturar os dois e reserve. Em uma panela, fritar o toucinho até começar a dourar; juntar os alhos amassados, a cebola e deixe dourar. Acrescentar o feijão com o feijão em pasta e colocar a farinha até dar o ponto, que é uma consistência mais mole. Salpicar cebolinha picada por cima. Servir com arroz branco, bistequinha de porco, lingüiça calabresa, couve e ovo frito.
(Receita e fotografia extraídas na internet: http://cozinhafacil.blogspot.com/2009/09/virado-paulista.html)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Reflexão e história na formação em Gestão da Biodiversidade

“Com 12% da água doce do planeta e detentor de 15% a 20% da biodiversidade mundial, os recursos naturais são o diferencial para o crescimento do Brasil, principalmente num momento em que o país está sendo reconhecido e transformando-se numa potência. O uso racional desses recursos deve permitir que se reduzam desigualdades sociais”. Com essas palavras, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Machado, encerrou o primeiro dia do 2º Curso de Formação em Gestão da Biodiversidade, que começou em 31 de maio e prosseguirá até 2 de julho, na Academia Nacional de Biodiversidade (ACADEBio), situada na Floresta Nacional (Flona) de Ipanema, em Iperó/SP. No evento, José Machado disse que é preciso proteger a biodiversidade de maneira inteligente para que o patrimônio natural fique disponível para toda a população brasileira, “porque ele é um bem de todo o povo”. Ele afirmou ainda que o governo quer que o patrimônio genético brasileiro sirva para gerar prosperidade, segundo a visão de nação. “E é dentro dessa visão que os agentes de Estado, responsáveis pela execução das políticas ambientais, têm de compreender e trabalhar”, esclareceu. A secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Maria Cecília Wey de Brito, que participou da abertura, escolheu também a biodiversidade brasileira como tema do seu discurso. Ela lembrou que um dos maiores desafios dos que atuam na área ambiental é saber lidar com a sociedade brasileira: “Hoje ela [a sociedade] está mais consciente da questão ambiental, mas ainda não age de forma a protegê-la e a solucionar os problemas decorrentes da ação humana sobre ela”, explicou. Na avaliação de Maria Cecília “é preciso humildade para entender que não há apenas um jeito de fazer alguma ação e o nosso jeito não é o certo: temos que ouvir todos os brasileiros, respeitar culturas e tradições; temos que respeitar pessoas, que estão dispostas a trabalhar pelo meio ambiente, mas que a arrogância e a prepotência dos que acham que sabem tudo podem transformar em antagonistas da questão ambiental”, disse ela. Todos os diretores e o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, participaram da abertura do curso e da Mesa de boas-vindas aos 75 novos analistas ambientais da instituição, recém-empossados. Eles estão em fase de capacitação para a Gestão da Biodiversidade e deverão assumir, a partir de julho, postos na região amazônica. O presidente do ICMBio lembrou que 15% do quadro funcional do Instituto formado por analistas ambientais recém-concursados. “Somos responsáveis pela preservação e conservação de 77 milhões de hectares. São 8,5% do território brasileiro em regime especial de administração, distribuído em 304 unidades de conservação. E todas elas têm relevância para a biodiversidade, ou são possuidoras de belezas cênicas. Cada uma dessas unidades, pelas características próprias, é única. Nós estamos forjando a identidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que nasceu há menos de três anos, com uma grande missão. É do nosso trabalho que surgirá o DNA institucional. Pretendemos criar mais 450 vagas até o próximo ano”, declarou. A diretora de Planejamento, Administração e Logística do ICMBio, Silvana Canuto Medeiros, lembrou que a segunda edição do curso mostra a vontade institucional de qualificar continuamente seus servidores.“Neste momento, nesta mesma ACADEBio, estamos capacitando 30 analistas ambientais como instrutores para a prevenção e combate a incêndios florestais. Capacitamos 3.600 brigadistas em todo o Brasil, contratando 1.480 ao ano, para ajudar nesse trabalho vital para a conservação de nossas unidades de conservação. Temos de ter humildade para crescer. Temos de ter coragem para aprender. Estamos formando pessoas com autonomia, mas que estejam comprometidas com os objetivos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade”, afirmou a diretora. Uma aula magna sobre o papel do agente público e as políticas públicas ambientais abriu as atividades do segundo dia do curso. Os professores trataram de temas, como gestores públicos, macropolítica e sua relação com a política setorial ambiental. Esses assuntos foram ministrados pelo diretor de Estudos do Estado, das Instituições e da Democracia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e funcionário da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, José Celso Pereira Cardoso Junior. O presidente da Fundação Florestal do Estado de São Paulo, Paulo Nogueira Neto, falou sobre a história da política setorial ambiental brasileira. O tema políticas públicas para a conservação da biodiversidade foi desenvolvido pela secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Maria Cecília Wey de Brito. Memória ambiental Os novos analistas tiveram a oportunidade única de conhecer a história da implantação do setor do meio ambiente contada pelo primeiro ministro de Estado dessa área no Brasil. Protagonista da história ambiental e integrante da equipe que instituiu uma Pasta de meio ambiente no governo federal, Paulo Nogueira Neto contou aos novos analistas ambientais todo o processo de criação dessa área, desde quando assumiu a Secretaria Especial de Meio Ambiente (SEMA), em 1973. Muitos dos novos analistas ambientais, que iniciam as atividades no Instituto Chico Mendes, nem sequer haviam nascido quando ele integrou a Delegação de São Paulo, que participou da I Conferência Mundial de Desenvolvimento e Meio Ambiente – Conferência de Estocolmo –, realizada em 1972, na Suécia. “Naquele momento, quase todos, independentemente da posição política, tinham a impressão de que aquela Conferência era um meio de os países desenvolvidos controlarem o crescimento do Brasil e de outros países pobres, mantendo-os num estágio inferior”, afirmou. Advogado e biólogo por formação e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Nogueira Neto foi chamado a Brasília, quando voltou da Suécia. “Pediram-me para ler o decreto que propunha a criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente, um dos compromissos assumidos pelos países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU) na conclusão da Conferência de Estocolmo. Estávamos num regime de exceção, mas dei meus palpites e fui convidado para ser ministro do Meio Ambiente. Viveria, a partir daquele momento, os 12 anos mais felizes de minha vida. Estava participando de algo inteiramente novo. Um grande desafio”, contou. De 1973 a 1985, Nogueira Neto esteve à frente da SEMA e afirma que trabalhou duramente pela elaboração e instituição da Política Nacional de Meio Ambiente, aprovada por unanimidade em 1981. “O meio ambiente é um dos poucos temas que ajudam a unir as pessoas. Começamos esse trabalho em três salas, com meia dúzia de pessoas. Não tínhamos nem poder sobre os parques nacionais, que eram administrados pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF). Um órgão com grande patrimônio e mais de seis mil funcionários. Por meu compromisso pessoal com a ciência e com o meio ambiente, desenvolvi o conceito das estações ecológicas, criando um sistema paralelo ao do IBDF. Trouxemos, em parceria com o CNPq, 160 pesquisas para dentro dessas unidades de conservação de proteção integral, que privilegiam a pesquisa, dentro, a partir de 2.000, das normas do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). É preciso resgatar essa parceria entre ciência e meio ambiente, que se perdeu nos últimos anos”, recomenda. Ele também participou dos trabalhos de elaboração do Relatório Brundtland, publicado em 1987, com o nome de Nosso Futuro Comum. “Foi desse trabalho que nasceu o conceito de desenvolvimento sustentável. Não podemos comprometer a qualidade de vida, nem a das presentes gerações, nem das que ainda nascerão”, disse. Com toda a vida dedicada ao meio ambientel, Nogueira Neto participou das discussões para a criação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), que nasceu, em 1989, da fusão da Secretaria Especial de Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, da Superintendência da Pesca e da Superintendência da Borracha. “Mas, como disse à ex-ministra Marina Silva, sempre acreditei que as unidades de conservação deveriam ser administradas por uma instituição voltada exclusivamente à preservação e conservação. Hoje, vendo a realização desse Curso de Gestão em Biodiversidade e acompanhando as atividades do Instituto Chico Mendes, em seus quase três anos de existência, reconheço que houve uma mudança extraordinária. Embora tenha de lembrar, tanto aos novos analistas ambientais como aos veteranos, que são necessárias vocação, o gostar do que faz, e fé na missão política para a realização de um bom trabalho. E todos têm a oportunidade de buscar o apoio necessário para isso, formando bons conselhos, quer seja consultivo, quer seja deliberativos, para apoiar a gestão das unidades de conservação. Ninguém trabalha sozinho na gestão ambiental”, concluiu. (Fonte: Janette Gutierre - ASCOM/ICMBio)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Liminares..

ICMBio capacita instrutores de brigada de incêndios

No período de 31 de maio a 12 de junho o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade formará sua primeira turma de instrutores de brigadas de prevenção e combate a incêndios florestais. O curso acontecerá na ACADEBIO, em Iperó-SP e deverá contar com a participação de 30 servidores, que integrarão o quadro de instrutores do Instituto e poderão ministrar os cursos de formação de brigadas de incêndios florestais nas Unidades de Conservação em todo o Brasil. Atualmente o ICMBio capacita 3.600 brigadistas por ano, que atuam na prevenção e combate aos incêndios florestais em Unidades de Conservação. Os novos instrutores serão qualificados para orientar o combate aos incêndios de forma ágil e correta, minimizando seus impactos negativos ao meio ambiente e utilizando métodos e técnicas de combate de forma uniforme e padronizada. O ICMBio tem entre suas atribuições, a proteção das Unidades de Conservação Federais, e a prevenção e combate a incêndios florestais é um dos grandes desafios à efetividade desta proteção. O curso - A capacitação aliará atividades práticas à teoria, partindo de um teste de aptidão física e habilidades no uso de ferramentas agrícolas, passando pela ecologia do fogo, noções de meteorologia, legislação aplicada ao fogo, demarcação de aceiros, queima controlada, sistema de detecção e monitoramento, combate noturno, terrestre e aéreo, que contará com o apoio de um avião Air Tractor 520 e um Helicóptero com a utilização de bambi-bucket, além de disciplinas como ética, fundamentos do ensino, didática, planejamento, técnicas e práticas de ensino.