segunda-feira, 5 de abril de 2010
Parque Nacional de Ilha Grande tem a maior operação de fiscalização de sua história
Guaíra - Na noite de sábado, dia 27 de março de 2010, a cidade de Guaíra assistiu à um comboio de 15 veículos oficiais e 4 embarcações se deslocando ao que seria o início da maior operação conjunta de fiscalização da história do Parque Nacional de Ilha Grande: A OPERAÇÃO ILHA GRANDE, a qual se estenderia até a segunda-feira, no dia 30 de março, e se espalharia por toda a região, fiscalizando a caça, a pesca, a criação de gado e as construções nas áreas protegidas da unidade de conservação e em seu entorno.A operação contou com um efetivo de 43 servidores numa parceria inédita entre: Parque Nacional de Ilha Grande (4), APA Ilhas e Várzeas do Rio Paraná (1), Polícia Federal (1 Delegado e 13 Agentes), Força Nacional (12), Ibama/Pr/Sc/Ms (8), e APA's Municipais de Altônia e São Jorge do Patrocínio (4). Nestes quatro dias foram realizadas ações dia e noite em uma região de fronteira com o Paraguai conhecidamente utilizado na rota do contrabando e tráfico de drogas e armas; As Equipes de Terra montaram quatro barreiras nos portos que dão acesso as ilhas do PNIG, enquanto as Equipes de Água circundaram todo o PNIG num total de 450 quilômetros.
Resultados de Sucesso: Pontos de Gado - Todos os criadores de gado foram localizados, e contatados pela Equipe de Fiscalização, composta por Agentes do PNIG, APA FEDERAL e POLÍCIA FEDERAL, e intimados à comparecer na Sede do PNIG, para agendamento da retirada do gado das Ilhas/Parque durante o mês de abril/2010.
Construções e Reformas: Durante a Operação foram percorridas todas as Ilhas do PNIG onde ainda existem construções. Também foram vistoriados os locais onde haviam denuncias de novas invasões. Os moradores e ilhéus que ainda vivem em área de parque, foram comunicados sobre a impossibilidade de qualquer ampliação ou nova construção, e sobre a necessidade de consulta, e consequentemente autorização do PNIG para obras de manutenção nas residências.
Pesca e Caça: Foram lavrados 10 Autos de Infração num valor total R$ 20.000,00 (vinte mil reais). As infrações cometidas foram principalmente pescar espécimes com tamanho inferiores aos permitidos ou mediante a utilização de petrechos proibidos. Foram apreendidos: 350 metros de rede de malha, 10 molinetes com vara, 9 varas de pescar, 19 anzóis de galho, espinhel de 1,30 metros contendo 10 anzóis e 40 quilos de Dourado, Pintado, Piauçu, Piau e Piracanjuba (Proibida a pesca pela Instrução Normativa nª 05 do MMA, de 21/05/2004). Todos com medida inferior ao comprimento mínimo exigido pela lei. Para atingir este resultado foram realizadas aproximadamente 200 abordagens à embarcações. Todos os infratores foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal.
Educação Ambiental: Em razão da proximidade com a semana santa, havia grande número de pescadores amadores e profissionais. Em todas as abordagens foram passadas informações sobre carteira de pesca profissional, amadora e de aposentados, quantidade de pescado permitida para pescadores amadores, comprimento mínimo por espécie, locais permitidos e proibidos de pesca.
Parque Nacional de Ilha Grande: Preservação e Conservação da Biodiversidade - Após longo período sem uma ação fiscalizatória de grande abrangência, ficou claro à comunidade lindeira do Parque Nacional e freqüentadores vindos de outros municípios, que a presença da administração do PNIG/ICMBio e de seus parceiros Federais Polícia Federal, Força Nacional e IBAMA, será ostensiva na proteção desta Unidade de Conservação e de seu entorno. (Fonte: Parque Nacional de Ilha Grande/ICMBio)
Impasse sobre reabertura da Estrada do Colono continua
A Estrada do Colono liga várias cidades do oeste e sudoeste do Paraná; trecho fechado é o que passa dentro do Parque Nacional, em Foz do Iguaçu.
Robson Meireles/Gazeta do Iguaçu
(Do Blog do Pegoraro) Um problema que se estende há mais de 20 anos e que parece continuar longe de uma solução foi tema de discussão durante o mês de março no Paraná: a questão da Estrada do Colono (PR-495) localizada dentro do Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
A estrada foi fechada em 1986 por conta de questões ambientais, a mando da Justiça. Desde então, várias discussões aconteceram sobre a polêmica em torno da dúvida se a estrada deve ser reaberta ou não. A última reunião, que ocorreu sigilosamente a portas fechadas em Medianeira, também no oeste, foi no começo do mês de março.No entanto, a maior parte das pessoas que participaram da reunião (17 municípios ao todo) não quis falar com a imprensa. Mas a reportagem de O Estado apurou que a discussão foi feita pelo desembargador federal Álvaro Eduardo Junqueira, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Porto Alegre), a pedido dos próprios prefeitos da região.
O movimento ocorreu porque é de interesse dos municípios que a estrada reabra, contrariando os desejos dos ambientalistas e de quem cuida do Parque Nacional. O prefeito de Capanema, Milton Kafer (Capanema e Serranópolis seriam as cidades mais afetadas com a estrada), explicou que o pedido para que a reunião fosse realizada se deu por necessidade. "Nunca antes as prefeituras tinham sido ouvidas para tentar um acordo", afirmou.
Segundo ele, o desembargador solicitou que os prefeitos apresentem um projeto de educação e preservação ambiental para o local, já que a estrada passa por dentro do Parque Nacional do Iguaçu. "Nós queremos a reabertura mas também queremos a preservação", observou.O prefeito de Serranópolis, José Arlindo Sehn, compartilha da opinião de Kafer. Para Sehn, é necessário encontrar uma solução para o impasse que já dura mais de 20 anos.
"Os benefícios não seriam somente para nós e Capanema, mas sim, para todos os municípios das regiões oeste e sudoeste do Paraná. Tanto pelo ponto de vista cultural, ambiental e turístico, mas também como pela questão histórica", analisou Sehn.
Os dois prefeitos deixaram claro que a ideia da retomada da discussão é o diálogo aberto. "Não queremos brigas. Temos parcerias com o Ibama, com o parque. Então faremos as concessões que eles quiserem. Porém, é preciso conversar", disse.Na época, os órgãos envolvidos na questão eram o Ibama e o Instituto Chico Mendes. A reportagem procurou os dois órgãos, e foi informada que as discussões relativas ao tema deveriam ser tratadas com a administração do Parque Nacional.
A reportagem também entrou em contato com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), que não se manifestou, embora em 2003 o governo do Estado tenha divulgado uma nota contra a reabertura da estrada, uma vez que a Justiça determinou o fechamento em 1986.
Recuperação ambiental está quase finalizada
Embora os representantes do Parque Nacional do Iguaçu não tenham sido convidados para participar da reunião em Medianeira, o diretor do local, Jorge Pegoraro, disse que o diálogo sobre o assunto tem sido aberto durante todos esses anos, e que assim vai continuar.
Ele lembrou que a estrada se mantém fechada por força do Plano de Manejo do parque e também por conta da decisão judicial. Pegoraro explicou, ainda, que a recuperação ambiental da estrada está praticamente finalizada, e que a fauna vem sendo monitorada. "Estamos abertos às conversas. Queremos contribuir com o desenvolvimento da região, mas com preservação ambiental", salientou. A reportagem de O Estado também conversou com o advogado dos 17 municípios, Pedro Henrique Xavier, mas ele preferiu não falar sobre as questões discutidas na reunião.
O vice-prefeito de Medianeira (onde ocorreu a reunião), Ricardo Endrigo, também conversou com a reportagem, mas disse que não se manifestaria sobre a audiência. A reportagem procurou a prefeitura de Realeza (outro município que também seria afetado com a estrada), mas não obteve retorno.
Histórico
A Estrada do Colono liga várias cidades das regiões oeste e sudoeste do Paraná, como Serranópolis do Iguaçu (limite norte do Parque Nacional do Iguaçu) e Capanema.
O trecho que está fechado (de 17,6 quilômetros) passa por dentro do Parque Nacional. Em dezembro do ano passado, o TRF4 decidiu suspender o julgamento do processo e atendeu o pleito dos municípios para que a discussão seja retomada.
(Fonte: http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/438418/)
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Bacalhau De Giovanni
Se ‘atrever’ na cozinha é algo que faço vez em quando! Não sei fazer arroz e feijão, confesso!, mas, gosto de ‘inventar’ alguns pratos com carnes, peixes, algumas saladas até. Funciona como uma terapia... entre cortar cebolas, alho e tomates, temperos, preparar os pratos, acompanhar assados, fritadas e cozidos, ordena-se ideias, estrutura-se planos e ações, pensa-se na Vida.
Este bacalhau, inventei tem pouco tempo. Saboroso e fácil de fazer, pode ser apreciado a qualquer época, em qualquer estação ou data. Recomendo a todos experimentarem!
Bom apetite!
Ingredientes
- 400 gramas de bacalhau;
- 3 dentes de alho;
- suco de 1 limão;
- 2 xícaras de chá de azeite de oliva extra virgem;
- 5 azeitonas pretas;
- 5 azeitonas verdes;
- 2 pimentas ‘biquinha’;
- 1 colher de chá de molho de pimentão;
- 1 colher de sopa de berinjela em conserva;
- 1½ colher de sopa de tomates secos em conserva;
- 3 colheres de chá de mostarda ‘Heinz’;
- 2 colheres de chá de Ketchup;
- 2 colheres de sopa de molho inglês;
- 1 lata de creme de leite.
Modo de Preparo
Bacalhau: lavar bastante em água corrente, retirando a pele, cortar em pedaços grandes (postas). Cobrir com água gelada, fazendo a troca da água gelada a cada duas horas por quatro vezes. Em uma panela com água, ferver as postas por cinco minutos. Escorra a água e deixe as postas esfriarem. Temperar com alho e suco de limão. Após meia hora, escorrer o suco de limão e acrescentar o azeite de oliva. Descansar por duas horas. Aquecer o azeite e fritar as postas.
Molho: picar em pedaços bem pequenos as azeitonas, pimenta, berinjela e tomates secos. Acrescentar a mostarda, Ketchup e molho inglês. Misturar bem. Acrescentar o creme de leite e misturar até homogeneizar.
Se desejar, acompanhe este prato, elaborado para duas pessoas, com um purê de batatas e/ou salada verde.
Um bom vinho branco seco gelado é acompanhamento fundamental!
Bacalhau: lavar bastante em água corrente, retirando a pele, cortar em pedaços grandes (postas). Cobrir com água gelada, fazendo a troca da água gelada a cada duas horas por quatro vezes. Em uma panela com água, ferver as postas por cinco minutos. Escorra a água e deixe as postas esfriarem. Temperar com alho e suco de limão. Após meia hora, escorrer o suco de limão e acrescentar o azeite de oliva. Descansar por duas horas. Aquecer o azeite e fritar as postas.
Molho: picar em pedaços bem pequenos as azeitonas, pimenta, berinjela e tomates secos. Acrescentar a mostarda, Ketchup e molho inglês. Misturar bem. Acrescentar o creme de leite e misturar até homogeneizar.
Se desejar, acompanhe este prato, elaborado para duas pessoas, com um purê de batatas e/ou salada verde.
Um bom vinho branco seco gelado é acompanhamento fundamental!Presidente Lula empossa a nova Ministra do Meio Ambiente
O presidente Lula deu posse nesta quarta-feira (31/03), no Palácio do Itamaraty, em Brasília, à nova ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a outros nove ministros. Na ocasião, a ministra disse que pretende dar continuidade à gestão "vitoriosa" do Meio Ambiente no governo Lula iniciada por Marina Silva e consolidada por Carlos Minc.
Izabella ressaltou que pretende concluir os projetos e programas iniciados. "Vou trabalhar duro e espero ter sucesso nas ações do MMA com a participação engajada das entidades vinculadas ao ministério". Em seu discurso, o presidente Lula disse que o licenciamento da usina de Belo Monte (aprovado na gestão de Minc) foi muito importante para o abastecimento de energia no País, e relembrou a participação proativa do Brasil em Copenhague e a queda do desmatamento na Amazônia.
Disse ainda que os dez ministros estavam deixando o cargo para construir uma nova história política, e destacou a atuação de Carlos Minc, avaliando que o ex-ministro fortaleceu o papel do MMA na discussão e elaboração de políticas públicas no País. "Minc trabalhou com muita dedicação e lealdade, foi contestador e polêmico, mas deixou o MMA mais robusto".
No balanço de sua gestão, o ex-ministro do Meio Ambiente ressaltou a menor taxa de desmatamento da Amazônia nos últimos 20 anos, a elaboração do Plano de Mudanças Climáticas e as metas de redução de gases de efeito estufa, bem como o Fundo Amazônia, o Zoneamento Agroecológico e Econômico da cana-de-açúcar e o Macrozoneamento da Amazônia, a criação de novas unidades de conservação e dos Planos de Qualidade do Ar e de Combate ao Desmatamento na Caatinga e no Cerrado, dentre outras ações.
Após quase dois anos à frente da pasta, ele se despediu do cargo dizendo: meu sonho é que as questões climáticas e ambientais estejam sempre no centro das discussões políticas. Brigamos para defender nossas ideias e para colocar o MMA no âmbito da elaboração de políticas públicas".
Perfil da nova ministra
Nascida em Brasília, Izabella Teixeria é bióloga e possui mestrado em Planejamento Energético e doutorado em Planejamento Ambiental pela COPPE/UFRJ. Funcionária de carreira do Ibama desde 1984, exerceu o cargo de direção no instituto, bem como no MMA e no governo do estado do Rio de Janeiro.
Exerceu a condução e a gerência executiva de projetos e programas ambientais de programas de cooperação internacional (PPG-7, PNMA, PDBG, PMACI, dentre outros). Foi também professora de MBA e de cursos ambientais em diferentes universidades (UFRJ, escola politécnica), e especialista em avaliação ambiental estratégica. Atuou ainda como subsecretária de estado do Meio Ambiente da Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro de 2007 a 2008, e recentemente como secretária-executiva do MMA de 2008 a 2010. (Fonte: Ascom/MMA - www.mma.gov.br)quinta-feira, 1 de abril de 2010
Primeira Reunião Ordinária do CORPE
Dia 29 de março último foi realizada a Primeira Reunião Ordinária do Conselho Consultivo da Reserva Biológica das Perobas – CORPE que, juntamente com a abertura da Mostra Fotográfica, comemoram o quarto aniversário de criação desta Unidade Federal de Conservação da Natureza. Carlos De Giovanni, presidente do CORPE, iniciou a reunião apresentando a Portaria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que criou oficialmente o CORPE, relatando o histórico do processo de instalação do CORPE.As instituições e órgãos que compõem o Conselho foram apresentados, bem como as pessoas que as representam. O presidente deu posse aos conselheiros e ao Procurador da República, mediador do Conselho, com a entrega de certificado e um conjunto de materiais de divulgação de algumas das instituições conselheiras; e relembrou que a atividade de conselheiro não é remunerada, e se reveste de relevante interesse público.
Durante a reunião foi debatido, discutido alterações necessárias e aprovado, por aclamação, o Regimento Interno do CORPE.
Antonio Guilherme Cândido da Silva, Analista Ambiental do ICMBio, lotado na Rebio das Perobas, foi indicado pelo presidente para a Secretaria Executiva do CORPE. A Vice-presidência será eleita por votação da Plenária entre os conselheiros titulares.
Apresentada a necessidade
de um Plano de Ação para o CORPE, a plenária decidiu pela realização de oficina para elaboração do plano amplo de ação do Conselho, com todos os conselheiros, e posterior refinamento das ações dentro das Câmaras Técnicas.
de um Plano de Ação para o CORPE, a plenária decidiu pela realização de oficina para elaboração do plano amplo de ação do Conselho, com todos os conselheiros, e posterior refinamento das ações dentro das Câmaras Técnicas.Foi apresentado o plano de fiscalização da Rebio, denominado Operação biXo.
Antonio Guilherme, Coordenador do Plano de Manejo, informou à Plenária o andamento da elaboração do plano, as atividades já desenvolvidas e as etapas subseqüentes, enfatizando a importância da participação dos membros do CORPE e de toda a comunidade de forma ampla durante sua elaboração.
Inaugurada sede do Golfinho Rotador com presença de nosso Presidente
O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, e o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, participaram na sexta-feira (26), em Fernando de Noronha (PE), da inauguração da sede do Centro Golfinho Rotador, ONG que executa o projeto de proteção desses animais, coordenado pelo Centro Mamíferos Aquáticos (CMA/ICMBio) e patrocinado pela empresa petrolífera. Durante o evento, que fez parte das comemoração dos 20 anos do projeto, foi lançado o livro “Golfinhos de Noronha”, com informações e imagens feitas ao longo das últimas duas décadas.
O projeto de construção do prédio-sede do Centro Golfinho Rotador levou em conta os conceitos de sustentabilidade e ganhou o Prêmio Procel nacional pela preocupação com o consumo de energia mais consciente. O projeto previu a melhor circulação de ar cruzada, para evitar o uso de condicionadores de ar; aberturas para amenizar a incidência solar; projeto hidrossanitário com reuso das águas pluviais por calhas e cisterna; e projeto elétrico com aquecimento solar das águas dos chuveiros, entre outros. Foram usados materiais certificados e reciclados, cobertura de telha Tetrapak (reciclagem de tubos de pasta de dentes), forro de painel OSB (madeira de reflorestamento) e caixa de descargas econômicas.
PROJETO – Os objetivos do Projeto Golfinho Rotador incluem ações de pesquisa, educação ambiental e envolvimento comunitário em beneficio da conservação desses animais no arquipélago e da biodiversidade marinha. Os pesquisadores somam 32 mil horas de observação e 1.190 mergulhos com os cerca de 10 mil golfinhos existentes em Fernando de Noronha. Também foram realizados atendimentos a 185 mil turistas, mais de 600 oficinas teóricas e práticas de educação ambiental voltadas para estudantes e capacitação de cerca de 1.900 pessoas.
O Projeto Golfinho Rotador é um dos projetos de biodiversidade marinha que estão reunidos no Planejamento Estratégico Integrado, que prevê ações conjuntas em um horizonte de dez anos. O planejamento foi elaborado em 2007 pelas instituições executoras dos projetos – Petrobras e ICMBio. O objetivo é contribuir para oferecer aos projetos uma dimensão estratégica e maior estabilidade, de forma a obter excelência na gestão de cada um. Assim, iniciativas que eram desenvolvidas de forma individualizada atualmente estão contempladas em um planejamento que permite a troca de conhecimentos e a otimização de esforços entre os projetos.
Por conta das ações de preservação desenvolvidas pelo Projeto Golfinho Rotador, a quantidade de rotadores no Arquipélago permanece praticamente a mesma desde 1990, quando foi iniciado o projeto. Na Baía dos Golfinhos, o local de preferência desses cetáceos (entram em 95% dos dias do ano na Baía), eles descansam, comunicam-se, reproduzem e as fêmeas amamentam seus filhotes. O projeto é patrocinado desde 2001 pela Petrobras e conta com a apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnlógico (CNPQ) e as empresas de turismo CVC e Atalaia.
Apesar desse trabalho do Projeto Golfinho Rotador, o turismo náutico tem impactado no deslocamento dos rotadores para uma nova área: a Baía de Santo Antônio, também conhecida como Entre Ilhas. Entre 1991 e 2005, os golfinhos ocupavam a Entre Ilhas em 30% dos dias do ano; enquanto que em 2006 e 2007, essa frequência passou a ser de 50% dos dias do ano. Em 2008 e 2009, esse percentual subiu ainda mais: 90% dos dias. “Esse é um primeiro alerta de que os rotadores podem ir embora de Fernando de Noronha. Se não fosse o Projeto Golfinho Rotador, que protege essa população, os rotadores já teriam saído da Ilha”, diz José Martins, coordenador do projeto pelo ICMBio.
GOLFINHO ROTADOR – A escolha do nome tem relação com o fato de a espécie rodar em torno do próprio eixo quando salta fora d`água. Ele vive em águas oceânicas tropicais no Atlântico, Pacífico e Índico. No mundo, existem cerca de 2 milhões de rotadores. Em Noronha, cerca de 10 mil. No Brasil, eles podem ser encontrados na área que vai do Rio Grande do Sul até o Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Estes golfinhos têm hábitos gregários e dificilmente chegam perto de praias (vivem em alto mar, a mais de 100 metros de profundidade). As exceções são as ilhas em Fernando de Noronha e no Havaí. (Fonte: Ascom/ICMBio - www.icmbio.gov.br)
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