sexta-feira, 3 de abril de 2009

ICMBio libera veículos de turismo por 30 dias no Parque do Iguaçu

(Do Blog de Jorge Luiz Pegoraro)
(Na foto, da esquerda, Jorge Pegoraro, Chefe do PNI, Paulo McDonald, Prefeito de Foz do Iguaçu, e Ricardo Soavinski, Diretor de Unidades de Proteção Integral do ICMBio)
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, órgão gestor do Parque Nacional do Iguaçu (PNI), decidiu prorrogar por 30 dias a entrada de veículos de turismo no interior da unidade. A partir desta quinta-feira, 2, eles poderão entrar pelo portão de serviço, um dos acessos para a visitação as Cataratas do Iguaçu. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, órgão gestor do Parque Nacional do Iguaçu, decidiu prorrogar por 30 dias a entrada de veículos de turismo no interior da Unidade. A partir desta quinta-feira, 2, eles poderão entrar pelo portão de serviço, um dos acessos para a visitação as Cataratas do Iguaçu. A decisão foi anunciada após uma reunião na Prefeitura de Foz do Iguaçu, reunindo o diretor de Ecossistemas do ICMbio, Ricardo Soavinski, o chefe do Parque, Jorge Pegoraro, o prefeito, Paulo Mac Donald Ghisi, o presidente do Iguassu Convention & Visitors Bureau, Enio Eidt, e o presidente do Comtur (Conselho Municipal de Turismo), Paulo Angeli. A medida só vale para o trânsito dos veículos durante o dia. Pela noite, o Hotel das Cataratas, principal usuário no horário noturno, deverá fazer o traslado dos hóspedes e funcionários no interior do Parque. A proibição do acesso de veículos de turismo no interior do Parque aconteceu com o atropelamento e morte de uma onça-pintada no quilômetro 27 da BR-469, na madrugada de sábado, 28 de março. Até agora o atropelador não foi identificado pelo instituto. Soavinski e Pegoraro informaram que a medida é válida até que o Comtur apresente em 30 dias um plano para diminuição dos automóveis de turismo que transitam diariamente no local, calculado em 200 diários. A medida de restrição de veículos, segundo Soavinski, está prevista no Plano de Manejo da Unidade e que um grande passo foi dado com a revitalização da área de Uso Público em 2000. Na época foi implantado o atual sistema de transporte, onde o visitante é levado por ônibus da entrada até a região das Cataratas. Já o transporte interno dos hóspedes está previsto no contrato com o novo concessionário do Hotel das Cataratas.

Brasil tem papel de destaque no Fórum Mundial da Água

Os resultados da participação brasileira no V Fórum Mundial da Água, realizado em Istambul, na Turquia, de 16 a 22 de março, foram apresentados nesta sexta-feira (3) pelo diretor da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Júlio Kettelhut, no auditório do MMA, na 505 Norte. Kettelhut apresentou em Istambul os programas Aquífero Guarani e o Recursos Hídricos Transfronteiriços da América.
Representado pela secretária-executiva, Izabella Teixeira, o Brasil participou das mesas-redondas: "Água para Alimentação e Erradicação da Pobreza e Recursos Hídricos para Energia". Como resultado da primeira discussão ficou acertado entre os participantes que deve-se colocar a água como de alta prioridade para agricultura nas agendas locais e regionais. Foi recomendada a mobilização de fundos adequados; a solicitação de disponibilização de fundos para entidades internacionais e nacionais e o incentivo aos países para a alocação de mais recursos financeiros para a agricultura.
No encontro, líderes mundiais se comprometeram a implementar uma visão comum para o gerenciamento dos recursos hídricos de forma sustentável, como forma de garantir acesso à água de qualidade e condições sanitárias para todos. Se comprometeram também a adotar novas políticas, estratégias adaptadas e reformas institucionais a fim de direcionar recursos para adaptação de estratégias de gerenciamento de recursos hídricos com vistas às mudanças do clima. E ainda manter em mente palavras-chaves como elementos para o sucesso da estratégia, como solidariedade, segurança, adaptabilidade, diálogo e cooperação entre vizinhos em bacias transfronteiriças.
A delegação brasileira no encontro foi chefiada pela Secretaria-Executiva do Ministério do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e contou com as participações do presidente da Agência Nacional de Água (ANA) e com o diretor do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas, da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Júlio Kettelhut.
O Brasil foi representado por cerca de 100 participantes entre ministros de Estado, senadores, deputados federais, representantes de governos estaduais e municipais, e também por usuários de água como a indústria, por exemplo.
O Fórum Mundial das Água é coordenado pelo World Water Council, com sede na França e teve o Banco Mundial entre seus parceiros. O encontro internacional ocorre a cada três anos em países distintos. O encontro da Turquia teve a participação de 192 países e 26 mil inscritos. O tema do fórum deste ano foi: "Superando os Divisores da Água".
(Texto: Suelene Gusmão - ASCOM/MMA)

Monitoramento da Arara-Azul-de-Lear ajuda a salvar a espécie

Brasília (02/04/09) - A Arara-Azul-de-lear, uma das aves mais ameaçadas de extinção do planeta, começa alçar vôos a caminho do processo de recuperação da espécie. Desde 2001, analistas ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade/Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres (Cemave) pesquisam o habitat natural e acompanham o ciclo reprodutivo da Anodorhynchus leari, nome científico dado ao animal encontrado apenas em uma porção do semiárido baiano. Em menos de uma década, o número de indivíduos cresceu mais de três vezes. Embora cautelosos, os pesquisadores não escondem o entusiasmo com nascimento dos filhotes da temporada 2008-2009.
A época da reprodução, que começa em meados de setembro e segue até abril, vem sendo cuidadosamente monitorada por dois biólogos que atuam na Base de Pesquisas sobre a Arara-Azul-de-lear, em Jeremoabo, norte da Bahia. A expectativa não poderia ser melhor: os pesquisadores acreditam que de 100 a 150 recém nascidos se preparam para deixar os ninhos rumo ao primeiro vôo. Muito em breve, eles irão se juntar aos raros adultos da espécie, cuja sobrevivência depende do trabalho de preservação executado nos últimos anos. A Arara-Azul-de-lear nidifica unicamente nas cavidades naturais dos paredões de arenito localizados na região sul da Estação Ecológica Raso da Catarina, nos sítios reprodutivos conhecidos como Toca da Velha, no município de Canudos, e Serra Branca, no interior da própria unidade de conservação. Sessenta quilômetros separam as duas áreas, que também são usadas como dormitório pelas araras. De acordo com o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, a principal ameaça à essa ave é a captura para o comércio ilegal, além da redução da palmeira licuri, cujo coco é o mais importante item alimentar desses animais.
Além de ser tempo de reprodução, a chegada das chuvas é a melhor época para se estudar os hábitos da Anodorhynchus leari. Mais do que pesquisas sobre a biologia reprodutiva da espécie, os biólogos do Cemave realizam censos periódicos para contagem da população. No primeiro deles, em 2001, foram contabilizados 246 indivíduos. No último, feito em julho do ano passado, 960 araras viviam em Toca Velha e Serra Branca, um aumento de quase 50% em relação à contagem de 2006, que registrou 636 aves. Ainda em 2006, a quantidade de ninhos estimada nos únicos dois sítios reprodutivos foi de 63.
A análise do comportamento das araras é feita de longe, sem contato direto para não haver risco de prejudicar os reprodutores e seus filhotes. Os biólogos Kléber de Oliveira e Antônio Eduardo Barbosa são os responsáveis por acompanhar o ciclo reprodutivo 2008-2009. Semanalmente, durante três dias consecutivos, toda a movimentação de parte dos 77 ninhos mapeados por eles nos últimos meses é atentamente observada. De binóculos em punho e com a ajuda dos galhos das árvores mais altas e próximas aos paredões, a dupla estuda o vai e vem das aves que partem para as áreas de alimentação e a vigília cautelosa dos casais cujos rebentos se preparam para voar.
A rotina começa cedo, logo ao raiar do dia.“Iniciamos o monitoramento em dezembro com base nas observações dos ninhais cadastrados nos anos anteriores. Identificamos as cavidades nas quais a visitação e zelo das aves eram intensos, indicando a presença dos ovos, uma média de três por casal. Agora, esperamos com ansiedade a saída dos filhotes”, conta Kléber de Oliveira. Ao nascer do sol, as araras voam em busca do fruto da palmeira licuri, geralmente em duplas. “São aves monogâmicas, se relacionam com apenas um parceiro para o resto da vida. Quando adultos chegam a medir de 70 a 75 centímetros. Os casais em nidificação procuram alimentar-se o mais perto possível das cavidades que abrigam os filhotes. Trata-se de uma espécie muito arisca, principalmente durante esse período, que abandona o ninho ao menor sinal de perigo. Por isso, o nosso cuidado em observar sem sermos notados pelos bichos”, pondera o biólogo. Entre a postura do ovo e nascimento do filhote conta-se mais ou menos 87 dias. No ciclo de 2005-2006, cerca de 80 filhotes saíram nos ninhos. “O sucesso reprodutivo é indicado pelo número de aves que voaram, no máximo duas por ninho. Como é espécie endêmica da região do Raso da Catarina, sua distribuição é muitíssimo restrita, assim como a alta especificidade alimentar e a particularidade de seu habitat, no caso, os paredões para nidificação e dormitório. Mas, os sinais de recuperação desses animais são claros e trabalhamos para reduzir o status de ameaça, o que é importante e bem animador. Nosso trabalho começa a dar bons resultados”, avalia o analista ambiental.
(Texto: Márcia Neri - Fonte: ASCOM/ICMBio)

Decisões do G20 e o Meio Ambiente

(Do Blog do Marino)
"A reunião do G-20 (países que representam as 20 maiores economias mundiais), realizada em Londres, foi encerrada neste dia 02 p.p., com o anúncio de seu documento final que indica uma série de ações para combater os efeitos da atual crise econômica.
Os comentários são positivos, com destaque à escolha de um fórum maior de países (o G20) em lugar do G7 (composto pelos 7 países ricos mais a Rússia) para as discussões globais. Países como o Brasil, China, Índia e África do Sul comemoram. Há consenso de que as nações emergentes não podem ficar de fora das grandes decisões mundiais.
As ações anunciadas vão desde a injeção de recursos (US$-1,1 trilhão), através do FMI, Banco Mundial, Bird e Banco da Ásia ao financiamento do comércio internacional e ajuda a países pobres, passando pela redução de juros, controle das moedas, regulação e supervisão das instituições, instrumentos e mercados financeiros com padrão internacional (incluídas as agências de avaliação de risco), sanções a paraísos fiscais e, por fim, pela busca de desenvolvimento com sustentabilidade ambiental.
Sobre o último ponto, o documento afirma que os países buscarão fontes alternativas e tecnologias limpas e eficientes para a utilização dos recursos naturais e que irão enfrentar o problema da mudança do clima com base em responsabilidades comuns e diferenciadas (isso indica que países ricos deverão arcar com mais recursos e aponta para um possível acordo na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática a ser realizada em dezembro deste ano em Copenhague).
Outra medida foi a concordância ao plano para salvar as florestas tropicais proposto pelo príncipe Charles, em que países ricos destinariam recursos aos países em desenvolvimento para combater e evitar o desmatamento e, com isso, reduzir o ritmo da mudança do clima. Além disso, os países promoveriam ações globais para mapeamento dos responsáveis pelos desmatamentos.
Não há dúvidas que a reunião do G-20 inaugurou uma nova fase nas relações internacionais. As crises mundiais - econômica e climática - forçam novas atitudes. Não bastam ações voltadas somente para reequilibrar a economia mundial. Ao mesmo tempo se deve por em prática aquelas que visam a sustentabilidade ambiental. Esses são os desafios que devem ser enfrentados."
Marino Elígio Gonçalves

Essa merece palmas..

(Do Blog Paraná, Brasil!)
Brazil: Free Software's Biggest and Best Friend
John Maier for The New York Times
"Saiu no caderno "Tecnologia" do New York Times o esforço do Governo Federal Brasileiro em popularizar os computadores. O povo Brasileiro merece isso. A reportagem menciona a "briga" (no bom sentido) entre o Governo Brasileiro e a Microsoft pra que possam chegar num consenso sobre tipos e preços do sistema operacional a ser rodado nesta "máquina popular" - Seria difícil uma máquina dessas com um Windows Vista ou um Office instalado, indo pra bem mais de R$500.... . A matéria menciona, ainda, que essa máquina seria vendida a mais ou menos R$1.400,00... A única ressalva seria... por que R$1.400,00 se aqui pelo nortão paranaense as empresas fazem promoções por R$900, até R$800....? Seriam gastos com o sistema operacional, ou talvez de procedência diferente..? O que importa é o Governo conseguir diminuir ao máximo o preço dos computadores pessoais, para que toda escola desse país tenha computadores e pessoas aptas a usá-los. Essa iniciativa merece publicidade e aplauso. Espero que a "revolução digital" atinja todos os Brasileiros, o mais rápido possível."

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Operação biXo - Monitoramento

Monitoramento de pontos específicos da Rebio das Perobas, na busca de possíveis trilhas e armadilhas utilizadas por caçadores.
Operação biXo - Etapa 1: ICMBio, Polícia Militar, Polícia Militar Rodoviária, IBAMA, Polícia Militar Ambiental

Coordenação Regional Sul do ICMBio

Florianópolis (31/03/09) - O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, acaba de anunciar oficialmente, durante entrevista coletiva à imprensa de Santa Catarina, na manhã desta terça-feira (31), na Estação Ecológica Carijós, a escolha da cidade de Florianópolis como sede da Coordenação Regional (CR) Sul do Instituto. “Estamos montando uma estrutura enxuta e eficiente para administrar os mais de 2 milhões de hectares de unidades de conservação nos três estados da Região Sul”, disse o presidente.
Antes, Rômulo concedeu entrevista ao Bom Dia Santa Catarina, da RBS (Globo) e SC no Ar (Record). Ao meio-dia, falou sobre a CR Sul para o SBT. À tarde, ele participa, em Blumenau, no interior do Estado, do lançamento do plano de manejo do Parque Nacional da Serra do Itajaí.
A Coordenação Regional Sul do ICMBio vai ficar responsável pela articulação da gestão de todas as 39 unidades de conservação existentes nos três estados do Sul do País (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). O coordenador será o analista ambiental Ricardo Castelli, que vinha ocupando o cargo de coordenador do Bioma Costeiro Marinho do Instituto, em Brasília.
A Coordenação terá sob a sua jurisdição importantes unidades de conservação da região, como o Parque Nacional de Foz do Iguaçu (PR), que com suas cataratas é o mais visitado do Brasil; o Parque Nacional da Serra do Itajaí (SC), maior núcleo de Mata Atlântica em área contínua do País; e o Parque Nacional Aparados da Serra (RS), um dos seis parques do País incluídos no programa de ecoturismo do governo federal.
COLETIVA – Ainda na coletiva, Rômulo anunciou medidas de estruturação do Parque Nacional da Serra do Itajaí, como as três primeiras indenizações de propriedades no interior do parque, que vão custar R$ 1,5 milhões; a conclusão do plano de manejo, que prevê o uso turístico da unidade; e a realização de duas pesquisas importantes para a gestão ambiental na Serra do Itajaí (predadores e avifauna).
Ele falou também sobre como anda o processo de instalação da primeira reserva de fauna do Brasil, que vai ficar na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina. Segundo Rômulo, agora em abril, o ICMBio entrega à Justiça os estudos socioeconômicos que embasam a criação da unidade. “Com isso, o processo, que está subjudice, deve ser destravado e convocadas novas audiências públicas”, afirmou o presidente.
(Fonte: Ascom/ICMBio)

Entrada de Veículos no PNI

Reportagem exibida no ParanáTV 2a. Edição, Rede Paranaense (RPC) em 01/04/2009.