sábado, 25 de setembro de 2010

IV Encontro Regional de Carros Antigos

Promovido pelo Clube do Carro Antigo de Maringá (CCAM), acontece neste sábado e domingo (25 e 26 de setembro de 2010) o 4º Encontro Regional de Carros Antigos de Maringá. O evento apresenta muitas raridades e a expectativa de público é de aproximadamente 20 mil apreciadores do antigomodelismo. Entre as estrelas do evento, que são os carros antigos, o CCAM apresenta inovadores projetos. O Clube, durante o Encontro, lancará a fundação do Museu do Automóvel Antigo de Maringá e criará uma escola para formação de restauradores profissionais na cidade. O 4º Encontro Regional de Carros Antigos de Maringá acontece no Centro de Convivência Renato Celidônio e trazer palestras sobre o antigomobilismo e apresentações culturais.

ICMBio em Foco

sábado, 18 de setembro de 2010

"É CARLOS QUE HOJE É UM DIA ESPECIAL"

Hoje conheci meu cartunista número 1!
Hoje conheci meu 'ídolo dos cartuns', que faria bonito em qualquer jornal, tirinhas e exposição em qualquer rincão deste nosso País! Esperava por isso há muito, nossas agendas não coincidiram por várias vezes. Hoje fechou!
Marcamos umas cervejinhas para o começo da tarde (ou final da manhã) deste sábado. Cheguei passava das onze e meia. Demorei para achar estacionamento. A 'entrada' do Borba Gato, aquele 'balão do posto', anda concorrido!
Hermes já acompanhava Lukas, Ivan chegou logo em seguida. Tradicionais 'você que é o' e 'prazer em conhece-lo' não poderiam faltar! O 'bar do guerra' estava em reforma, pintura nova, e o cheiro de tinta não combina com cerveja gelada e muito menos petiscos. Atravessamos o 'tal balão do Borba' e chegamos a 'Lanchonete do Seu Minino'. Boa escolha! A porção de peixe e o pernil à pururuca ajudaram, muito, a descer as Brahma que Lukas fez questão. Preferia outra marca de cerveja mas, Lukas gosta de Brahma e, confesso!, as de hoje estavam ótimas. Talvez pela companhia, por serem produzidas em Agudos, pelo 'rumo da prosa' mas, estavam ótimas!
Por falar em prosa, resolvemos os problemas do borba, da cidade, do país e do mundo! Ou seja, conversamos sobre tudo! Conversamos sobre política, filhos, futebol, ética, maridos e mulheres, pessoas e seres, gente como a gente, desocupados que pensam que os outros o são.. conversamos sobre a Vida!
Hermes, Ivan, Lukas e eu conversamos como se velhos amigos fossemos. E nos conhecemos hoje! E nos transformamos em velhos amigos.. e isso é o que importa!
Hoje conheci meu 'ídolo dos cartuns'! Melhor que isso, conheci um homem que luta contra (ou com!) seu problema de saúde! Com consequencias irreversíveis. Conheci um homem como a gente, sem deixar de ser meu ídolo, preocupado com as pessoas que, assim como ele, passam por momentos muito difíceis. "Estou no céu"!, me disse Lukas ao contar o encontro que teve com um senhor às portas do Hospital do Câncer dia desses. "Eu quero entrar no Céu"!, pensei ao ve-lo relatar tal encontro.
Lukas me presenteou com o "Demos Graças", com dedicatória, autografou dois cartuns importantíssimos para mim ("Museu do Futuro" e "Risco") e, especialíssimo, me presenteou com o cartun original que me fez, em comemoração ao meu aniversário.
Hoje conheci Ivan e Hermes, amigos de agora em diante!
Hoje conheci Lukas! Homem de fibra, ser humano da melhor qualidade!
É CLARO que hoje foi um dia especial!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Oficina de Diagnóstico

Nos dias 9 e 10 de setembro de 2010, no auditório do Sindicato Patronal Rural de Tuneiras do Oeste, Paraná, foi realizada a Oficina de Diagnóstico Social Participativo da Reserva Biológica (Rebio) das Perobas. Estiveram presentes na abertura vereadores, servidores da Rebio, representantes do ICMBio e do Ibama e o presidente do Sindicato Patronal dos Trabalhadores Sr. Mário Toscano Filho, que cedeu o local para a oficina e fez uso da palavra colocando as demais dependências do Sindicato a disposição dos presentes e, após, enalteceu o evento. Em seguida o Chefe da Rebio, Carlos Alberto De Giovanni, agradeceu a presença de todos e o apoio dos parceiros, destacando a importância da oficina no processo de construção do Plano de Manejo da Reserva. Na seqüência as analistas ambientais Carina Tostes Abreu e Carolina Fritzen representantes da Coordenação de Plano de Manejo, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), deixaram sua mensagem e torcida pelo sucesso da oficina.
A Oficina, que teve como facilitador o analista ambiental Mauro Vieira Baldini, do Núcleo de Educação Ambiental da Superintendência do IBAMA no Estado do Mato Grosso, contou com a participação de lideranças rurais, servidores públicos estaduais e municipais, vereadores e representantes da comunidade local, e apoio da Prefeitura Municipal de Tuneiras do Oeste, Departamentos de Assistência Social e de Educação, Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Cianorte, Ocadecto, Sindicato Patronal Rural de Tuneiras do Oeste e Emater local.
Após a apresentação individual dos participantes, foram definidos os objetivos, formas de trabalho, apresentações em plenária, construção de um ‘mapa falado’ da Rebio. Esta atividade demonstrou boa contextualização dos presentes sobre a realidade local, por terem apresentado uma quantidade expressiva de atores importantes e responsáveis pela condução social, política, econômica e ambiental local.
Divididos em grupos, os participantes realizaram um diagnóstico da situação local atual de cinco temas: História, educação, Cultura, Esporte, Lazer e eventos; Saúde, saneamento e lixo; Economia; Infra-estrutura; e Segurança e paisagem; levantando potencialidades e problemas desses temas, classificando-os por nível de importância.
“Organizar mais evento que fala sobre a importância da Reserva, que será o futuro da nossa geração tuneirense”; “Vejo a Rebio como uma potência para nosso município, com pessoas comprometidas na causa”; “Foi muito bom poder colaborar, assim a gente se sente atuante, pois de certa forma tivemos um grande compromisso, em poucas pessoas levar as necessidades de uma sociedade inteira”; “Com a localização da Reserva aqui, somos vistos, as atenções se viram pra Tuneiras do Oeste”; “É um privilégio poder participar de oficinas assim, pois podemos ter uma visão global do que nós precisamos, além de que saímos daqui com uma responsabilidade maior”. Essas foram algumas frases espontâneas dos participantes da Oficina, durante a avaliação final.
Após a avaliação final, a palavra ficou com o facilitador Mauro Baldini, que agradeceu pela oportunidade e contribuição dos presentes; também o chefe da Rebio ressaltou a importância do apoio dos participantes na gestão da Reserva e dos parceiros na realização do evento, agradecendo um a um e colocando-se ao inteiro dispor sempre que necessário para qualquer informação e esclarecimento. Na sequencia, o presidente do Sindicato Patronal proferiu suas palavras de elogio ao evento e colocou-se a disposição sempre que necessário para ocasiões dessa natureza. As analistas ambientais do ICMBio, Carolina Fritzen e Carina Tostes, deixaram suas mensagens de agradecimento pela participação e aprendizado com os presentes. Alguns participantes ainda utilizaram o momento elogiando a iniciativa e defendendo a criação da Rebio das Perobas como importante marco para a preservação da biodiversidade local.
A elaboração do Plano de Manejo da Rebio das Perobas, em curso, tem a coordenação do analista ambiental Antonio Guilherme Cândido da Silva, lotado na Rebio, e supervisão da analista ambiental Carina Tostes Abreu, da Coordenação de Plano de Manejo do ICMBio.

sábado, 11 de setembro de 2010

A Máquina do Mundo

E como se eu palmilhasse vagamente uma estrada de Minas, pedregosa, e no fecho da tarde um sino rouco se misturasse ao som de meus sapatos que era pausado e seco; e aves pairassem no céu de chumbo, e suas formas pretas lentamente se fossem diluindo na escuridão maior, vinda dos montes e de meu próprio ser desenganado, a máquina do mundo se entreabriu para quem de a romper já se esquivava e só de o ter pensado se carpia. Abriu-se majestosa e circunspecta, sem emitir um som que fosse impuro nem um clarão maior que o tolerável pelas pupilas gastas na inspeção contínua e dolorosa do deserto, e pela mente exausta de mentar toda uma realidade que transcende a própria imagem sua debuxada no rosto do mistério, nos abismos. Abriu-se em calma pura, e convidando quantos sentidos e intuições restavam a quem de os ter usado os já perdera e nem desejaria recobrá-los, se em vão e para sempre repetimos os mesmos sem roteiro tristes périplos, convidando-os a todos, em corte, a se aplicarem sobre o pasto inédito da natureza mítica das coisas, assim me disse, embora voz alguma ou sopro ou eco ou simples percussão atestasse que alguém, sobre a montanha, a outro alguém, noturno e miserável, em colóquio se estava dirigindo: "O que procuraste em ti ou fora de teu ser restrito e nunca se mostrou, mesmo afetando dar-se ou se rendendo, e a cada instante mais se retraindo, olha, repara, ausculta: essa riqueza sobrante a toda pérola, essa ciência sublime e formidável, mas hermética, essa total explicação da vida, esse nexo primeiro e singular, que nem concebes mais, pois tão esquivo se revelou ante a pesquisa ardente em que te consumiste... vê, contempla, abre teu peito para agasalhá-lo.” As mais soberbas pontes e edifícios, o que nas oficinas se elabora, o que pensado foi e logo atinge distância superior ao pensamento, os recursos da terra dominados, e as paixões e os impulsos e os tormentos e tudo que define o ser terrestre ou se prolonga até nos animais e chega às plantas para se embeber no sono rancoroso dos minérios, dá volta ao mundo e torna a se engolfar, na estranha ordem geométrica de tudo, e o absurdo original e seus enigmas, suas verdades altas mais que todos monumentos erguidos à verdade: e a memória dos deuses, e o solene sentimento de morte, que floresce no caule da existência mais gloriosa, tudo se apresentou nesse relance e me chamou para seu reino augusto, afinal submetido à vista humana. Mas, como eu relutasse em responder a tal apelo assim maravilhoso, pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio, a esperança mais mínima — esse anelo de ver desvanecida a treva espessa que entre os raios do sol inda se filtra; como defuntas crenças convocadas presto e fremente não se produzissem a de novo tingir a neutra face que vou pelos caminhos demonstrando, e como se outro ser, não mais aquele habitante de mim há tantos anos, passasse a comandar minha vontade que, já de si volúvel, se cerrava semelhante a essas flores reticentes em si mesmas abertas e fechadas; como se um dom tardio já não fora apetecível, antes despiciendo, baixei os olhos, incurioso, lasso, desdenhando colher a coisa oferta que se abria gratuita a meu engenho. A treva mais estrita já pousara sobre a estrada de Minas, pedregosa, e a máquina do mundo, repelida, se foi miudamente recompondo, enquanto eu, avaliando o que perdera, seguia vagaroso, de mãos pensas.
Carlos Drummond de Andrade