domingo, 14 de fevereiro de 2010

Parque Nacional do Iguaçu no Carnaval

(Paraná TV 2a. Edição - RPC Cataratas, 13/02/2010)

ICMBio participa de Conferência

Dia 5 de fevereiro último, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), através de seus servidores, lotados na Reserva Biológica (Rebio) das Perobas, participou da 1ª Conferência da Agricultura e Desenvolvimento Rural Sustentável Solidário do Município de Tuneiras do Oeste, Paraná, com o Tema: Construindo um Desenvolvimento Rural nos Padrões da Sustentabilidade. Iniciada com delicioso café rural, contou com a presença do prefeito municipal, Genival de Lima, vereadores, representante da Associação Comercial de Cianorte (ACIC), servidores municipais e estaduais, Valter Bianchini, Secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná e, razão da Conferência, boa parte dos 1.200 agricultores familiares do município. Após cerimonial de abertura, o regimento interno da Conferência foi discutido e aprovado em plenária e apresentados o histórico do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) e o Plano Municipal para o Desenvolvimento Rural Sustentável. Dr. Bianchini proferiu palestra motivacional, destacando a busca contínua pela melhoria da qualidade de Vida que os agricultores devem ter, para si e seus familiares. Após, os participantes foram divididos em grupos e discutiram propostas inseridas em três temas: Organização dos Conselhos de desenvolvimento rural sustentável; Desenvolvimento socioeconômico e ambiental; Qualidade de vida no meio rural.
Convidado, Carlos De Giovanni, chefe da Rebio das Perobas, falou da importância da Conferência, da feliz escolha dos temas para discussão e, principalmente, do entrosamento já existente entre o ICMBio e entidades municipais, destacando que é possível, e necessário!, a interação “meio ambiente – agricultura”.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Criado o Conselho Consultivo da Rebio das Perobas

Publicada no Diário Oficial da União (DOU) N° 28, Seção 1, de 10 de fevereiro último, a Portaria N° 13 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio, de 8 de fevereiro de 2010, que cria o Conselho Consultivo da Reserva Biológica das Perobas (CORPE).
O CORPE é formado por 27 cadeiras constituídas por 35 instituições.
As instituições representadas no Conselho são: ICMBio; Superintendência do IBAMA no Estado do Paraná; Delegacias da Polícia Federal (DPF) em Guaíra e Maringá; Polícia Militar Ambiental (Força Verde); 7° e 11° Batalhões de Polícia Militar (BPM); Comando do Corpo de Bombeiros de Cianorte; Instituto Ambiental do Paraná (IAP); Instituto das Águas do Paraná (SUDERHSA); Prefeitura Municipal de Tuneiras do Oeste; Prefeitura Municipal de Cianorte; Conselho Municipal de Meio Ambiente de Cianorte (COMMA); Conselho Municipal de Meio Ambiente de Tuneiras do Oeste (COMMATO); Companhia Melhoramentos Norte do Paraná (CMNP); Universidade Estadual de Maringá (UEM); Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Universidade Federal do Paraná (UFPR); Universidade Paranaense (UNIPAR); Centro Universitário de Maringá (CESUMAR); Sindicato Patronal Rural de Tuneiras do Oeste; Sindicato Patronal Rural de Cianorte; Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tuneiras do Oeste; Organização Central das Associações de Desenvolvimento Comunitário de Tuneiras do Oeste (OCADECTO); Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP); Associação de Produtoras de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar); Associação Comercial e Industrial de Cianorte (ACIC); Associação Comercial e Industrial de Tuneiras do Oeste (ACITO); Departamento Municipal de Educação de Tuneiras do Oeste; Núcleo Regional da Educação de Cianorte; Departamento Municipal de Saúde de Tuneiras do Oeste; Secretaria Municipal de Saúde de Cianorte; Instituto Ambiental Parque das Perobas (IAPP); Instituto Morena Rosa; Rotary Club Internacional; Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE).
Aceitando convite da chefia da Rebio das Perobas, Dr. Robson Martins será Mediador do CORPE, representando a Procuradoria da República no Município de Umuarama, Estado do Paraná.
A Portaria pode ser conferida nos endereços:

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Aviões e helicópteros serão usados no combate a incêndios florestais em unidades de conservação

(video: Carlos AF De Giovanni)

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acaba de concluir a licitação do serviço de uso de aviões e helicópteros para o combate a incêndios florestais. As aeronaves, que já estão prontas para entrar em ação em 30 bases espalhadas pelo País, poderão ser utilizadas ainda em outros casos emergenciais, como repressão a crimes ambientais e resgate de pessoas ou animais silvestres em situação de risco em unidades de conservação. O processo licitatório foi concluído no final do ano passado. Foram assinados três contratos. Um, em dezembro de 2009, para aviões de monitoramento e transporte de pessoal. As aeronaves são de três tipos – Asa Alta, de pequeno porte; Caravan, para o transporte de pessoal; e Senica, bimotor adequado, pelas suas características, para atender as unidades de conservação marinhas. Outro contrato, também firmado em dezembro, foi para helicópteros. Eles estão distribuídos em 11 bases e farão prioritariamente o transporte de pessoal, em especial nas regiões onde não há pistas de pouso próprias para descida de aviões. “Trata-se de um ótimo meio de transporte nos casos de incêndios florestais em que se tem uma área pequena para pouso e ações de combate”, diz o coordenador-geral de Proteção Ambiental do ICMBio, Paulo Carneiro, ao lembrar que nas bases de Brasília, Belo Horizonte e Rio estão disponíveis helicópteros com reservatório e gancho de transporte e lançamento de água, equipamento próprio para o combate ao incêndio chamado bumbi bucket. Esses dois contratos se juntaram a um terceiro, assinado em novembro de 2008, para o uso de aviões que participaram nessa época do combate a um grande incêndio na Chapada Diamantina. Esse terceiro contrato foi prorrogado por mais seis meses e deverá passar por nova licitação. Ele abrange os aviões modelo Air Tracktor, que transporta apenas o piloto e a água ou pó químico para combate aos incêndios florestais de grandes proporções. PORTARIA – Em setembro de 2009 foi publicada portaria, normatizando o uso das aeronaves. “A demanda pode ser gerada por cada uma coordenações-gerais do Instituto, sediadas em Brasília, quanto pelo coordenador regional, chefe da unidade de conservação ou do centro especializado, baseados nos estados. Para isso, basta preencher o formulário de Solicitação de Apoio Aéreo, no qual deve constar o coordenador da missão”, explica Carneiro. Em casos não emergenciais, o serviço deve ser solicitado com antecedência mínima de 15 dias. O pedido tramitará pelas diretorias e coordenações do Instituto em regime de prioridade, permanecendo no máximo dois dias em cada setor. “São consideradas situações emergenciais aquelas que, por motivo de força maior, não puderem ser programadas com antecedência”, explica o coordenador-geral de Proteção Ambiental. No caso das emergências, além do combate a incêndios florestais, será dada prioridade a situações que tenham risco de morte para pessoas no interior das unidades de conservação ou risco de morte e necessidade de resgate de animais silvestres ameaçados de extinção em qualquer área do território nacional. IMPORTÂNCIA – Para um órgão que administra 80 milhões de hectares de unidades de conservação em todo o País, as operações aéreas são decisivas no cumprimento das atribuições de monitoramento e fiscalização. A portaria no 80, em 17 de setembro de 2009, normatiza os procedimentos e critérios para acionamento e uso do contrato de aeronaves, destinadas a apoiar as ações de proteção ambiental; pesquisa; manejo de fauna; plano de manejo; criação de UC; uso público e visitação; regularização fundiária; processos de anuência; e emergências ambientais. Segundo a portaria, toda ação de apoio aéreo deverá ser acompanhada pelo coordenador da missão, que ao final deverá conferir o horímetro da aeronave (que mede as horas de vôo realizadas) e assinar o diário de bordo durante o período em que o serviço for prestado. Um relatorio de Utilização de Apoio Aéreo é gerado ao final. (Fonte: www.icmbio.gov.br)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ornitólogo inicia pesquisa na Rebio das Perobas

Dr. Luiz dos Anjos, especialista em aves e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL - PR), iniciou, no final de janeiro deste ano, na Reserva Biológica (Rebio) das Perobas, o projeto de pesquisa intitulado "Diversidade e Conservação de Aves da Floresta Atlântica no Estado do Paraná", com o objetivo de avaliar como ocorre a transição da avifauna de áreas de floresta ombrófila mista para áreas de floresta estacional semidecidual, característica vegetacional que ocorre na Rebio das Perobas. O estudo também deverá confirmar a importância da Rebio das Perobas, maior remanescente de floresta do norte e noroeste do Paraná, para a conservação das aves.

Congresso em Belém avalia estratégias de conservação e pesquisa da fauna no Brasil

Brasília (05/02/10) – As contribuições do conhecimento científico para a preservação da fauna brasileira estarão no centro das discussões do 28º Congresso Brasileiro de Zoologia, que começa neste domingo (7), em Belém (PA). A evolução e os desafios da Zoologia no país, os avanços das metodologias de estudo, a definição das áreas e dos grupos biológicos prioritários para a pesquisa e a necessidade de desenvolver estratégias de conservação da fauna nos diversos biomas brasileiros serão debatidos pelos mais de dois mil congressistas inscritos no evento, que será realizado pela Sociedade Brasileira de Zoologia, em parceria com a Universidade Federal do Pará e o Museu Paraense Emílio Goeldi, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, até a quinta-feira, dia 11.
De espécies conhecidas a estudos sobre a interação gente e animais; de uma fauna quase desconhecida do grande público até o mais saboroso camarão, recurso pesqueiro estudado pela Carcinologia, passando por temas como a entomologia forense – que trata da importância dos insetos nas investigações criminais – e as bioinvasões – pragas que ameaçam ecossistemas e sociedades contemporâneas por igual –, o Congresso promete uma seleção de temas de interesse científico e do cidadão comum. Ótima oportunidade para se conhecer ainda mais sobre a fauna brasileira, ameaçada, muitas vezes maltratada, mas sempre muito apreciada quando se trata de recursos naturais.
O tema “Biodiversidade e Sustentabilidade” norteará os principais debates do Congresso, pois reflete “as atuais preocupações da comunidade científica em relação ao futuro da biodiversidade, daí devemos inserir fauna, flora e sociedade no contexto de conservação”, como explica o presidente da Comissão Organizadora do Congresso, Luciano Fogaça de Assis Montag, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA). Segundo Luciano Montag, o evento reunirá na capital paraense mais de dois mil congressistas, além de 200 convidados nacionais e internacionais, para “promover amplo debate sobre os desafios em conciliar desenvolvimento econômico e social, com a conservação da fauna, sob os diversos aspectos que envolvem a ciência denominada Zoologia”. Ao inserir as instituições de pesquisa e ensino da Região Norte na discussão nacional sobre produção e divulgação de conhecimento científico pela Zoologia, o Congresso propiciará um contato mais estreito e direto entre pesquisadores, professores, alunos de graduação e pós-graduação de todas as regiões do país. “Esse contato gera repasse de conhecimento, debates e compartilhamento de dados, que contribuem para a elaboração de pesquisas envolvendo a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável”, afirma o presidente do Congresso.
Para Montag, o conhecimento da diversidade biológica dos biomas brasileiros e o monitoramento dos impactos antrópicos sobre esta biodiversidade são as prioridades da pesquisa hoje no Brasil, que enfrenta ainda os desafios de implantar políticas públicas de conservação e de sensibilizar os órgãos de fomento para o desenvolvimento de pesquisas em biodiversidade. “Os inúmeros papéis ecológicos desempenhados pela fauna são fundamentais para a sustentabilidade dos ecossistemas naturais”.
Durante os cinco dias de evento serão realizados 33 simpósios, sendo 25 temáticos e oito promovidos por sociedades científicas, além de dez palestras magnas, minicursos, apresentação de painéis, lançamento de livros, concurso de fotografia sobre fauna silvestre e feira com stands de livrarias especializadas, instituições e empresas apoiadoras. Também serão apresentados 1.649 trabalhos científicos, distribuídos em áreas como Herpetologia, Etnozoologia, Mastozoologia, Ornitologia, Entomologia Forense, Ensino de Zoologia e Educação Ambiental, entre outros.
SIMPÓSIOS – Vários eventos discutirão estratégias e metodologias científicas voltadas para a conservação da fauna brasileira durante o Congresso, como os simpósios “Produção e Conservação Ex-Situ de animais silvestres”, no dia 9; “Genética da Conservação”, nos dias 9, 10 e 11; “Ajustes fisiológicos em ambientes extremos: o que podemos aprender com a fauna brasileira” e “Fauna brasileira: em busca da sustentabilidade possível”, ambos no dia 10; entre outros. A investigação científica sobre a diversidade de grupos biológicos como Coleóptera (besouros), Turbelários (vermes), Aracnídeos, Díptera (moscas, mosquitos), Arthropoda (animais invertebrados como formigas, crustáceos, etc), entre outros, também será discutida em eventos específicos.
Os congressistas terão ainda a oportunidade de debater sobre a atual situação das coleções científicas no Brasil, nos dias 9, 10 e 11; a integração de inventários e de programas de Biodiversidade, como o programa “Planetary Biodiversity Inventories (PBI), nos dias 9 e 10; o estado da arte de programas brasileiros de pós-graduação em Zoologia, no dia 11; os novos desafios da Zoologia brasileira e da ciência da informação em Biodiversidade, no dia 9; a mineração como parceira na preservação da biodiversidade em áreas tropicais, no dia 11; além de temas como entomologia forense, nos dias 10 e 11; radiotelemetria, bioinvasões e transmissão de raiva por morcegos hematófagos na Região Amazônica, nos dias 9, 10 e 11.
Os simpósios promovidos pelas sociedades científicas também acontecerão de 9 a 11 de fevereiro, sempre à tarde. Nos dias 9, 10 e 11 serão realizados os simpósios “Diversidade e Biogeografia da Ictiofauna da Ecorregião Aquática Xingu-Tapajós”, da Sociedade Brasileira de Ictiologia; “Os recentes avanços e as perspectivas da Filogeografia de aves netropicais” (originalmente: “Recent Advances and Perspectives in Neotropical Avian Phylogeography”), da Sociedade Brasileira de Ornitologia; “Biodiversidade Planctônica e Amazônia: uma imensidão a ser explorada”, da Sociedade Brasileira de Plâncton; além do Simpósio da Sociedade Brasileira para o Estudo de Quirópteros.
No dia 9 serão realizados o 5º Simpósio Brasileiro de Entomologia e o evento “Sustentabilidade e Diversidade de Crustáceos”, da Sociedade Brasileira de Carcinologia. Nos dias 10 e 11, também acontece o simpósio “Biodiversidade Brasileira de Moluscos: estado atual do conhecimento e perspectivas”, da Sociedade Brasileira de Malacologia.
Já o 1º Simpósio Brasileiro de Etnozoologia discutirá, nos dias 9 e 11 de fevereiro, diferentes abordagens e tendências nos estudos sobre as interações entre seres humanos e animais, além de debater pesquisas etnozoológicas que tratam da biodiversidade animal brasileira. A zoologia Caiapó, a importância da cultura nas relações entre seres humanos e animais na Amazônia e a etnozoologia em áreas de manguezais são assuntos que nortearão os debates.
Palestras e Minicursos – Destinados aos inscritos no evento, os minicursos serão realizados nos dias 7 e 8 de fevereiro. São 24 minicursos, que tratam de diversos temas, como entomologia forense, insetos sociais, citogenética, herpetologia, introdução à ornitologia, ilustração científica, fotografia aplicada à Zoologia e conservação da biodiversidade, entre outros.
Já as palestras serão realizadas de 9 a 11 de fevereiro, pela manhã, com tradução simultânea para o português. No dia 9, serão apresentados os temas “A conservação da biodiversidade: de espécies até ecossistemas”, pelo especialista Claude Gascon, da Conservation International; e “Controle “bottom-up” vs “top-down” da biomassa de vertebrados em florestas neotropicais”, pelo pesquisador Carlos Peres, da University of East Anglia.
No dia 10, serão quatro apresentações: “Diversification of the Amazonian biota: reconstructing a complex history”, com Joel Cracraft, do American Museum of Natural History; “The oonopid spider Planetary Biodiversity Inventory: transforming how systematists work”, com Norman Platnick, também do American Museum; “A interface entre ciência e conservação: um quebra-cabeça desconcertante”, com Liza Veiga, Museu Goeldi; e “Honey bee ecology revisited: the long-term community behavior of populations”, com David Roubik, do Smithsonian Tropical Research Institute.
No dia 11, será a vez dos pesquisadores Mario Cesar Cardoso de Pinna e Nelson Papavero, do Museu de Zoologia da USP, ministrarem as palestras “Teorias Evolutivas em Reconstrução Filogenética” e “Dicionário histórico dos nomes populares dos animais do Brasil - 500 anos de nomenclatura zoológica popular”, respectivamente. Em seguida, o pesquisador Walter Antonio Pereira Boeger, da Universidade Federal do Paraná, apresenta “Evoluindo em Gaia: a vaca, as associações e a diversificação da vida”.
SERVIÇO – 28° Congresso Brasileiro de Zoologia. De 7 a 11 de fevereiro em Belém (PA), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A programação completa do evento está disponível no site http://www.cbzool2010.com.br/
(Fonte: Ascom/ICMBio)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

aquaIGUAÇU analisará metais

O Programa aquaIGUAÇU, em seu laboratório, passará, a partir deste mês, analisar alguns chamados ‘metais pesados’. Os metais analisados, através do método fotocolorimétrico, tanto nos efluentes finais das ETE das Concessionárias do Parque Nacional do Iguaçu, quanto nos corpos receptores, com especial atenção ao rio Iguaçu, serão: cobre, cromo, manganês, zinco e molibidênio. As fontes de cobre incluem efluentes domésticos e industriais, algicidas, fungicidas e pesticidas de uso agrícola. O cromo é comumente utilizado na produção de alumínio anodizado, aço inoxidável, tintas, pigmentos, explosivos, papel, fotografia. Manganês é muito usado na fabricação de ligas metálicas, baterias, tintas, vernizes, fogos de artifícios e fertilizantes. O zinco é largamente utilizado na indústria. Molibdênio é usado na indústria petroquímica.

Natureza mutilada

Traficantes de pássaros adotam um expediente que permite transportar mais aves com menos riscos. Só para eles, claro
(Foto: Oscar Cabral)

Capturar canários, curiós e araras nas matas, transportá-los escondidos no interior de malas, caixotes ou tubos de PVC e depois vendê-los por dezenas, e até milhares, de reais sempre foi um crime covarde. Agora, traficantes descobriram um jeito de torná-lo também mais fácil. O novo método consiste em "esquentar" pássaros retirados da natureza inserindo neles anilhas de identificação do Ibama – uma espécie de atestado de legalidade que os criminosos compram de criadouros autorizados. Como não há fiscalização sistemática desses criadouros, a proprietários mal-intencionados basta solicitar ao instituto um número de anilhas superior àquele necessário para identificar os filhotes nascidos no estabelecimento e usar o resto para abastecer o estoque dos traficantes. De cada dez anilhas distribuídas pelo Ibama, pelo menos sete acabam nas mãos de traficantes de aves silvestres, admite o instituto.

Para os criminosos, o expediente é altamente proveitoso. Além de aumentar o seu lucro, já que uma ave anilhada vale em média o triplo de uma sem anilha, ele possibilita o transporte, despreocupado e à luz do dia, de uma quantidade muito maior de pássaros. Já para os bichinhos, o sofrimento é indizível. Como, em geral, as aves capturadas são adultas e as anilhas não cabem nos seus pés – foram feitas para identificar filhotes –, na tentativa de encaixá-las à força, os traficantes as machucam sem piedade. No Rio de Janeiro, o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama, no município de Seropédica, abriga diversos pássaros com pés e dedos quebrados no processo (os que têm mais sorte portam anilhas alargadas, recurso também usado por traficantes). Outros exibem ferimentos recebidos durante o transporte ou cativeiro. Há tucanos de bico quebrado, sabiás despenados e periquitos mutilados.

As aves são capturadas pelos traficantes na Amazônia e no Nordeste, principalmente, e quase sempre se destinam ao mercado brasileiro – apenas uma pequena parte chega de carro à Argentina, de onde segue para a Europa. No país, o principal mercado consumidor está na Região Sudeste. Lá, nos estados de São Paulo e Rio, as aves são vendidas em feiras ou oferecidas a colecionadores e criadouros. Quanto mais bonito o seu canto, mais perseguidas pelos criminosos elas são (veja o quadro). Certas espécies, como o canário-da-terra, também são usadas em rinhas, muito frequentes na periferia e no interior paulista e fluminense. Nessas disputas, dois canários machos, incitados por uma fêmea, trocam bicadas dentro de uma gaiola até que um deles morra ou seja resgatado pelo dono. As apostas variam de 10 a 500 reais. O preço de um canário-da-terra no mercado clandestino gira em torno de 20 reais. Já aves ornamentais, como araras e papagaios, chegam a valer dez vezes mais.

O tráfico ilegal de animais silvestres movimenta de 10 a 20 bilhões de dólares por ano no mundo – valor do qual o Brasil participa com 15%. Trata-se de um crime pouco fiscalizado, com alta margem de lucro e punição branda. A pena para o tráfico de animais silvestres, tanto para quem é flagrado com uma arara em casa quanto para quem é pego vendendo 1 500 curiós, varia de seis meses a um ano de detenção – o que quer dizer que quase nunca é cumprida, já que pode ser transformada em prestação de serviços à comunidade. "Traficar animais no Brasil é um negócio vantajoso e compensador", resume o delegado Álvaro Palharini, chefe da Divisão de Repressão ao Crime contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal. Azar do curió, do canário-da-terra, da arara-azul...

(Fonte: Revista Veja, Edição 2150 - http://veja.abril.com.br/030210/natureza-mutilada-p-094.shtml)