O Ipea avaliou a evolução da diferença de produtividade entre esses dois setores entre 1995 e 2006. “Em todos os anos pesquisados, a produtividade da administração pública foi maior do que a registrada no setor privado. E essa diferença foi sempre superior a 35%”, diz o presidente do instituto, Marcio Pochmann (foto). “Há muita ideologia e poucos dados nas argumentações de que o Estado é improdutivo, e os números mostram isso: a produtividade na administração pública cresceu 1,1% a mais do que o crescimento produtivo contabilizado no setor privado, durante todo o período analisado”, acrescenta.
A administração pública é mais produtiva do que o setor privado. Essa foi uma das conclusões a que chegou o estudo Produtividade na Administração Pública Brasileira: Trajetória Recente, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. O Ipea avaliou a evolução da diferença de produtividade entre esses dois setores entre 1995 e 2006.
“Em todos os anos pesquisados, a produtividade da administração pública foi maior do que a registrada no setor privado. E essa diferença foi sempre superior a 35%”, afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, ao divulgar o estudo. “No último ano do estudo [2006], por exemplo, a administração pública teve uma produtividade 46,6% maior [do que a do setor privado]. O ano em que essa diferença foi menor foi 1997, quando a pública registrou produtividade 35,4% superior à da privada”.
O estudo diz que entre 1995 e 2006 a produtividade na administração pública cresceu 14,7%, enquanto no setor privado esse crescimento foi de 13,5%. “Há muita ideologia e poucos dados nas argumentações de que o Estado é improdutivo, e os números mostram isso: a produtividade na administração pública cresceu 1,1% a mais do que o crescimento produtivo contabilizado no setor privado, durante todo o período analisado”.
Segundo o Ipea, a administração pública é responsável por 11,6% do total de ocupados no Brasil. No entanto, representa 15,5% do valor agregado da produção nacional. “A produção na administração pública aumentou 43,3% entre 1995 e 2006, crescimento que ficou mais evidente a partir de 2004. No mesmo período, os empregos públicos aumentaram apenas 25%. Isso mostra que a produtividade aumentou mais do que a ocupação”, argumentou o presidente do Ipea. "Esse estudo representa a configuração de uma quebra de paradigma, porque acabou desconstruindo o mito de que o setor público é ineficiente”, defendeu Pochmann.
Entre os motivos que justificariam o aumento da eficiência produtiva da administração pública, Pochmann destacou as recentes inovações, principalmente ligadas às áreas tecnológicas que envolvem Informática; os processos mais eficientes de licitação; e a certificação digital, bem como a renovação do serviço público, por meio de concursos.
O presidente do Ipea lembrou ainda que as administrações estaduais que adotaram medidas de choque de gestão, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, não constam entre aquelas com melhor desempenho na produtividade. "Ou tiveram ganho muito baixo, ou ficaram abaixo da média de 1995 a 2006", afirmou, ressalvando que essa comparação não era objetivo do estudo, mas foi uma das conclusões observadas.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
Parar de Fumar
A pessoa que fuma fica dependente da nicotina. Considerada uma droga bastante poderosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, com uma diferença: chega ao cérebro em apenas 7 segundos - 2 a 4 segundos mais rápido que a cocaína. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades serão menores a cada dia. As estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes apresentam um risco:
. 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão;
. 5 vezes maior de sofrer infarto;
. 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar;
. 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral.
Se parar de fumar agora...
. após 20 minutos sua pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal;
. após 2 horas não tem mais nicotina no seu sangue;
. após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza;
. após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida melhor;
. após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora;
. após 5 A 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou.
Não tenha medo dos sintomas da síndrome de abstinência. O organismo volta a funcionar normalmente sem a presença de substâncias tóxicas e alguns fumantes podem apresentar (varia de fumante para fumante) sintomas de abstinência como fissura (vontade intensa de fumar) dor de cabeça, tonteira, irritabilidade, alteração do sono, tosse, indisposição gástrica e outros. Esses sintomas, quando se manifestam, duram de 1 a 2 semanas.
A recaída não é um fracasso. Comece tudo novamente e procure ficar mais atento ao que fez você voltar a fumar. Dê várias chances a você... até conseguir. A maioria dos fumantes que deixaram de fumar fez em média 3 a 4 tentativas até parar definitivamente.
Se a fome aumentar, não se assuste, é normal um ganho de peso de até 2 kg, pois seu paladar vai melhorando e o metabolismo se normalizando. De qualquer forma, procure não comer mais do que de costume. Evite doces e alimentos gordurosos. Mantenha uma dieta equilibrada com alimentos de baixa caloria, frutas, verduras, legumes etc. Prefira produtos diet / light e naturais. Beba sempre muito líquido, de preferência água e sucos naturais. Evite café e bebidas alcoólicas. Eles podem ser um convite ao cigarro.
O mais importante é escolher uma data para ser o seu primeiro dia sem cigarro. Este dia não precisa ser um dia de sofrimento. Faça dele uma ocasião especial e procure programar algo que goste de fazer para se distrair e relaxar.
Escolha um método para parar de fumar:
Parada Imediata - Você marca uma data e nesse dia não fumará mais nenhum cigarro. Esta deve ser sempre sua primeira opção.
Parada Gradual - Você pode utilizar este método de duas formas:
Reduzindo o número de cigarros. Por exemplo: Um fumante de 30 cigarros por dia, no primeiro dia fuma os 30 cigarros usuais. No segundo - 25, no terceiro - 20, no quarto - 15, no quinto - 10, no sexto - 5. O sétimo dia seria a data para deixar de fumar e o primeiro dia sem cigarros.
Retardando a hora do primeiro cigarro - Por exemplo: no primeiro dia você começa a fumar às 9 horas, no segundo às 11 horas, no terceiro às 13 horas, no quarto às 15 horas, no quinto às 17 horas, no sexto às 19 horas, no sétimo dia seria a data para deixar de fumar e o primeiro dia sem cigarros.
Cuidado com as armadilhas:
Nos momentos de stress, procure se acalmar e entender que momentos difíceis sempre vão ocorrer e fumar não vai resolver seus problemas.
Sentindo vontade de fumar
A vontade de fumar não dura mais que alguns minutos. Nesses momentos, para ajudar, você poderá chupar gelo, escovar os dentes a toda hora, beber água gelada ou comer uma fruta. Mantenha as mãos ocupadas com um elástico, pedaço de papel, rabisque alguma coisa ou manuseie objetos pequenos. Não fique parado - converse com um amigo, faça algo diferente que distraia sua atenção.
Exercícios de relaxamento
São um ótimo recurso saudável para relaxar. Faça a respiração profunda : respire fundo pelo nariz e vá contando até 6, depois deixe o ar sair lentamente pela boca até esvaziar totalmente os pulmões. Relaxamento muscular : estique os braços e pernas até sentir os músculos relaxarem.Proteja-se ... após parar de fumar uma simples tragada pode levar você a uma recaída. Evite o primeiro cigarro e você estará evitando todos os outros!
sábado, 29 de agosto de 2009
Campanha faz 2 meses e mortes caem 77%
A campanha da Rede Paranaense de Comunicação (RPC) “Trânsito. Respeito ou morte. Você escolhe o caminho” completou dois meses ontem. Dados do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) apontam que a iniciativa contribuiu para diminuir o número de acidentes na capital. Houve uma redução de 13% nas colisões (com e sem vítimas) em relação ao mesmo período do ano passado. A diminuição dos óbitos é ainda mais significativa: 77%. Entre junho e agosto de 2008 foram 18 mortes, índice que caiu para 4 em 2009. No total, 1.115 veículos foram notificados e 2.063 motoristas, autuados.
Especialistas apontam que para reduzir a mortalidade no trânsito é preciso unir campanhas educativas, ações de fiscalização e engenharia de tráfego, portanto a queda do número de acidentes na capital não pode ser atribuída exclusivamente à campanha. Mesmo assim, a iniciativa é considerada válida porque ajuda motoristas a debater o assunto e pensar nas suas infrações. “Essas iniciativas lembram aquilo que todos insistem em esquecer. Colocam em xeque o comportamento do condutor diante da legislação, dos pedestres e da sociedade em geral. Obrigam-no a refletir”, afirma a psicóloga Iara Thielen, coordenadora do Núcleo de Psicologia do Trânsito da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A pesquisadora argumenta que é preciso que as campanhas tenham caráter contínuo, porque a memória dos motoristas é fraca. “Estudos mostram que, por exemplo, quando o condutor vê um acidente, imediatamente reduz a velocidade e tem mais cuidado. Após um tempo, sente-se mais seguro e volta à imprudência.” Iara lembra também que a fiscalização é essencial porque há um grupo de infratores que só para com a punição. “A solução é trabalhar não só a educação para o trânsito, mas a cidadania e a educação para o espaço público.”
O advogado especialista em trânsito Marcelo Araújo argumenta que mudanças de comportamento podem levar gerações. Ele cita como exemplo o cigarro. “Antigamente havia um glamour ao fumar, hoje a sociedade reprime, mas levou muito tempo até que chegássemos a este patamar.” Por isso, ele reafirma a importância de se trabalhar a educação para o trânsito com as crianças. “Assim, no futuro, quando adultas, aprenderão a conduzir sem vícios.”
Para o presidente da Associação Brasileira de Educação Para o Trânsito (Abetrans), George Marques, quem dirige deve estar ciente de que está levando o que há de mais importante no mundo: a própria vida e a dos outros. “É uma questão de ética. Por isso, mudar a cultura da população é o único caminho para a paz entre os motoristas.” No entanto, ele afirma que o poder público também é responsável. “De que adianta fazer campanhas de prevenção se o poder público permite que as montadoras de veículos façam propagandas incitando a velocidade?”, questiona.
A campanha “Trânsito. Respeito ou morte. Você escolhe o caminho” está diariamente no jornal Gazeta do Povo, nas rádios 98 FM e Mundo Livre FM e na RPC TV – TV Paranaense. É realizada em parceira com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) e a Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran). (Fonte: Gazeta do Povo - http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/especialtransito/)20% da Amazônia desmatada está em regeneração
A floresta de cerca de 20% das áreas desmatadas da Amazônia está se regenerando, de acordo com um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O instituto fez pela primeira vez o mapeamento das matas secundárias, também chamadas de capoeiras, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo.
As áreas desmatadas nos três estados que já foram mapeados - Mato Grosso, Pará e Amapá - possuem em média 19,5% de áreas desmatadas em regeneração. Os demais estados serão mapeados até o fim do ano, mas a média de regeneração deve se manter. "É improvável que essa média varie muito. Deve permanecer nessa ordem de grandeza", diz o pesquisador Cláudio Almeida, chefe do recém-criado Centro Regional da Amazônia (CRA) do Inpe.
Foram utilizadas imagens de 2007, quando o desmatamento acumulado na Amazônia era de 700 mil quilômetros quadrados. Os números mais importantes são os do Pará e de Mato Grosso, onde está concentrada a maior parte das áreas desmatadas do bioma.
O Pará tem um desmatamento acumulado de 233 mil km², dos quais 51.484 km² (22%) estavam em processo de regeneração até 2007. Em Mato Grosso, foram derrubados historicamente 201 mil km² de floresta, dos quais 22.611 km² (11,24%) tinham capoeira em 2007, de acordo com as imagens de satélite. No Amapá, os números são 2.440 km² de desmatamento acumulado e 619 km² (25%) em regeneração.
Só foram contabilizadas no estudo as capoeiras com densidade suficiente para formar um dossel (ou copa) - o que permite que elas sejam detectadas nas imagens de satélite. Vistas do solo, podem até parecer uma floresta nativa, com árvores grandes. Vários estudos relatam, porém, que as capoeiras dificilmente recuperam a biodiversidade das florestas primárias que foram derrubadas. São tipicamente formadas por menos espécies, tanto de flora quanto de fauna, e têm menos biomassa - o que significa, também, menos carbono. (Fonte: www.amazonia.org.br)
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