sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Carta da Praia Vermelha

(Praia Vermelha, RJ - Fonte: : www.panoramio.com)

O VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, realizado no Campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, entre os dias 22, 23, 24 e 25 e Julho de 2009, promovido pela Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA – vem a público apresentar as deliberações da plenária: Reconhecendo que os educadores ambientais em suas bases territoriais, coletivos e redes, mesmo em um cenário de desmonte das ações do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental - PNEA, os ataques e retrocessos da legislação ambiental no país, se mantêm atentos e atuantes para a construção de processos e espaços educadores sustentáveis, exercício da cidadania ambiental e a defesa da Vida; Reconhecendo que a REBEA se percebe plural, tendo avançado na afirmação de sua complexidade e da necessidade de fortalecer sua identidade e aprimorar suas instâncias de organização no sentido de seu fortalecimento; Reconhecendo que a ação de cada educador e coletivo deve ser favorecida pela vivência de valores solidários no âmbito das redes, coletivos e outras formas de organização social; Reconhecendo, portanto, que a REBEA se mobilizou, de forma participativa e conjuntamente com outros coletivos e redes, para a Construção do VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental; Nós, educadores e educadoras ambientais presentes no VI Fórum, consideramos: 1. A necessidade de enfrentamento da crise ambiental de caráter planetário, representada no momento pela vulnerabilidade a que estamos expostos pelos efeitos das mudanças climáticas; 2. Que todos os povos sofrem as consequências da crise ambiental, principalmente os povos que historicamente são excluídos, como as minorias nacionais, povos indígenas, entre outros; 3. A consciência da co-responsabilidade frente aos desafios que a crise ambiental coloca a todos nós; 4. O momento complexo que vive a educação ambiental brasileira com reflexos em todos os seus espaços; 5. O individualismo e a competição como valores que regem as relações atuais na sociedade de consumo e no mercado de trabalho; 6. A fragilização das competências e ações do Órgão Gestor da PNEA; 7. A importância do conhecimento a respeito dos princípios da cultura de redes e a necessidade dos educadores em reconhecer-se enquanto pertencentes a uma rede de redes sociais; 8. A necessidade de promover o encontro e a conexão de todas as formas de coletivos que atuam em EA (Redes, Coletivos Jovens pelo Meio Ambiente, Coletivos Educadores, Salas Verdes, Centros de Educação Ambiental, Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental, Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida – COMVIDAS, etc.), integrando-os e reunindo-os em torno de um objetivo comum: os princípios e valores da Educação Ambiental enunciados no Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global e na Carta da Terra; Exigimos do poder público em todas as esferas: - A manutenção e fortalecimento dos espaços já instituídos na condução das Políticas Públicas de Educação Ambiental no país, tais como o Órgão Gestor da Política Nacional de EA – PNEA, seu Comitê Assessor e Câmara Técnica de EA do CONAMA; - A imediata reinstitucionalização da educação ambiental na estrutura organizacional do IBAMA e a institucionalização da educação ambiental no ICMBio, ANA e Serviço Florestal Brasileiro; - O fortalecimento da Política Nacional de Educação Ambiental; do Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA), Sistema Brasileiro de Informação em Educação Ambiental (SIBEA), bem como a retomada da discussão da consulta pública do Sistema Nacional de Educação Ambiental (SISNEA); - O incentivo e a difusão da cultura de redes; - A continuidade da mobilização em torno da Jornada Internacional do Tratado de Educação Ambiental para as Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, reiterando-o como Carta de Princípios das Redes e discutindo sua inserção nos diferentes campos / documentos referentes às políticas públicas em EA; - O cumprimento do princípio n. 14 do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, no que diz respeito ao papel e responsabilidade dos meios de comunicação em divulgar e socializar a Educação Ambiental junto a todas as instâncias de organização da sociedade; - A promoção do diálogo entre a EA e a diversidade, garantindo espaços de participação e decisão efetivas às pessoas com deficiência, comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, pequenos agricultores e outros atores em condições sociais vulneráveis; - O desenvolvimento de ações de interação com os movimentos sociais, de Educação Ambiental e de meio ambiente dos diversos países, retomando os contatos com os pontos focais da comunidade lusófona de EA; - O reconhecimento do papel dos jovens como sujeitos históricos na construção de uma Educação Ambiental crítica e transformadora, fortalecendo e fomentando o Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente, por meio do apoio às ações das juventudes brasileiras; - A transversalização da PNEA de forma articulada nos programas, projetos e ações dos diferentes ministérios do Governo Federal, com garantia de recursos financeiros (no PPA) e humanos, sob coordenação do Órgão Gestor da PNEA e Redes e Coletivos de EA; - A inserção da Educação Ambiental nos espaços decisórios e controle social levando-se em consideração as deliberações das Conferências Nacionais de Meio Ambiente e Infanto-Juvenil; - A revisão das relações e parcerias das redes de EA com os governos na formulação, implementação e controle social sobre as políticas públicas e ações estruturantes do Estado referentes à Educação Ambiental no país; - A garantia dos direitos políticos, sociais, econômicos, ambientais e culturais das comunidades de baixa renda visando a promoção de ambientes saudáveis e sustentáveis nessas comunidades. Rio de Janeiro, 25 de Julho de 2009. (Fonte: Blog do Marino - http://marino.goncalves.zip.net)

Mundo entrará em colapso com aquecimento, dizem cientistas

Se o planeta não reduzir em até 80% a emissão de gás carbônico na atmosfera até 2020, e não até 2050, como está estabelecido, em breve teremos verdadeiras tragédias nunca antes vistas. Grande parte da população mundial corre o risco de desaparecer. A previsão sombria é da diretora e coordenadora da State of the World Forum/Brasil 2020, Emília Queiroga Barros. A conferência mundial Brasil 2020 acontece até a próxima sexta-feira em Belo Horizonte. No encontro, mais de 150 cientistas e especialistas de várias nacionalidades, divididos em pequenos grupos, discutem os estragos provocados pelo aquecimento global e tentam traçar metas para a redução imediata dos gases que provocam o efeito-estufa. "É como se a Terra estivesse com febre. A pessoa quando tem a temperatura aumentada em 0,5º C, ela já começa a não se sentir bem. Assim é o planeta. Já estamos sentindo todos os efeitos desse aumento da temperatura. No Rio de Janeiro, por exemplo, e em outras cidades do litoral brasileiro, há estudos que indicam um aumento de 0,5 cm do nível do mar. Isso já traz transtornos incalculáveis. Já há cidades desaparecendo", explica Emília. A diretora e coordenadora da conferência traça, juntamente com o presidente do Earth Policy Institute, Lester Brown, um futuro, no qual, em pouco tempo a escassez de água e de alimentos tornará a sobrevivência insuportável. Brown explica que se a Terra tiver a temperatura aumentada em 1º C (atualmente está aumentada em quase 0,6º C), haverá uma queda de cerca de 10% na produção de alimentos, principalmente grãos. "Os preços de produção dos alimentos vão aumentar muito. Países com grande densidade demográfica sofrerão as consequências de forma catastrófica", diz. O diretor do Earth Policy Institute explica que, como num ciclo, a produção de combustíveis também agrava a falta de alimentos no planeta, já que as grandes potências e países em desenvolvimentos 'desviam' os estoques de grãos para a produção de combustíveis, como o etanol. No ano passado, segundo Brown, os Estados Unidos destinaram, por exemplo, 100 milhões de toneladas de grãos para a produção de etanol. - Com isso diminui a oferta de alimentos no mundo e a demanda só aumenta - afirma. O derretimento das grandes camadas de gelo nos polos do planeta e nas grandes cadeias de montanha é apontado por Brown como um dos problemas que deve ser enfrentado imediatamente pelos governos. "Devemos reduzir a emissão de CO2 para os níveis entre 350 e 400 partes por milhão de pessoas. Se não anteciparmos estas metas de redução da emissão de poluentes a previsão é de que geleiras glaciares e polares, estes dois últimos com um degelo mais sério, porque são as geleiras que sustentam o fluxo dos rios nos países asiáticos nas estações secas, como o Ganges e o Amarelo. Num curto prazo teremos mais água que o usual, mas em longo prazo os rios serão intermitentes. A China será afetada primeiramente, um país com 2 bilhões de pessoas - afirma Brown, que reafirma o foco da conferência em BH: "Em dez anos, até 2020, o planeta precisa atingir estes limites", adverte. Brown ainda faz uma previsão nada animadora. "Se nada for feito e houver as alterações climáticas que imaginamos, não vamos conseguir antecipar as medidas, e se fôssemos capazes de prever, não conseguiríamos fazer o necessário a tempo. As camadas de gelo na Groelândia têm uma 1 milha de espessura. Se essas placas derreterem o nível do mar vai subir 7 m, a maioria das cidades litorâneas desaparecerão", explicou. Com esse fenômeno cada vez mais próximo e certo, a previsão é de que a maior parte da população mundial, que hoje vive em cidades litorâneas, migre para o interior dos países.

Educadores do ICMBio conduzem oficina e minicurso no VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental

Brasília (05/08/2009) – Servidores e educadores ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tiveram participação significativa no VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, realizado entre os dias 22 e 25 de julho, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Praia Vermelha, no Rio. Os representantes do ICMBio conduziram oficina e minicurso, além de expor pôsteres sobre processos educativos realizados nas unidades de conservação (UCs) federais, com destaque para a gestão participativa nessas unidades. Jerônimo Martins, da Reserva Extrativista (Resex) Barreiro das Antas, em Rondônia, participou da oficina “Gestão Participativa em UCs”, que apresentou os fundamentos metodológicos do Projeto OCCA (Projeto de Gerenciamento e Capacitação em Reservas de Uso Sustentável na Amazônia), desenvolvido em sete Resex da Amazônia, entre fevereiro de 2008 e julho de 2009. Nahyda França, do Ibase/RJ, e Sultane Mussi, do Núcleo de Educação Ambiental (NEA) do Ibama/RJ, também participaram dessa oficina. Laci Santin, da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, em Santa Catarina, e Mariele Mucciatto, do Parque Nacional do Iguaçu, deram um minicurso sobre “Educação Ambiental na Gestão de Unidades de Conservação”. O curso foi muito concorrido. Um público bastante receptivo e interessado no tema lotou a sala de aula da UFRJ onde ocorreu a atividade. A partir da simulação de uma experiência real de funcionamento de um conselho de UC, o minicurso abordou a importância da educação ambiental crítica na construção e fortalecimento dos espaços de participação e controle social no âmbito do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc). Durante o Fórum, aproximadamente 30 educadores do ICMBio e do Ibama realizaram uma reunião na qual foi aprovado o texto de uma moção dirigida ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e aos presidentes do Ibama e do ICMBio, reivindicando o fortalecimento do Departamento de Educação Ambiental (DEA) do ministério e a reinstitucionalização da educação ambiental no Ibama, com o mesmo status da extinta CGEAM, e a criação de estrutura análoga no ICMBio. A moção circulou entre os participantes do evento, recebendo a assinatura de mais de 400 pessoas. O Fórum Brasileiro de Educação Ambiental é um dos mais importantes espaços de discussão do tema no País. Além do ministro Carlos Minc, marcaram presença no evento representantes de entidades governamentais, instituições de ensino e ambientalistas do todo o país.
(Fonte: Ascom/ICMBio - www.icmbio.gov.br)

sábado, 1 de agosto de 2009

Envelhecendo...

(Fonte: internet)

Guns and Roses - Sweet Child O'Mine

Slash na guitarra, Axl magro... Velhos e Bons Tempos... marcas prá sempre, boas lembranças prá este quase cinquentão...

Sweet Child O' Mine Guns N' Roses Composição: Axl Rose / Duff McKagan / Izzy Stradlin / Slash

Rebio das Perobas definindo seu Conselho Consultivo

Uma série de reuniões que vão definir a criação do Conselho Consultivo da Reserva Biológica das Perobas, localizada nos municípios de Cianorte e Tuneiras do Oeste, começou a ser realizada no último dia 27 de julho. Segundo o coordenador do grupo de trabalho, Carlos Alberto De Giovanni, a primeira reunião na verdade aconteceu no início de julho, porém agora serão realizados de forma ordenada os encontros setoriais. “Optamos por encontros setoriais, cada um ligado a uma das vertentes do conselho. O primeiro foi com os responsáveis pela proteção ambiental”, informou Giovanni. Nesta segunda-feira (27), estiveram reunidos representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), representantes da Polícia Militar e Militar Ambiental do Paraná (Força Verde), Corpo de Bombeiros, Exército e Instituto Ambiental do Paraná (IAP). “Discutimos diretrizes de trabalho, lembrando a importância da participação de cada um dos órgãos”, ressaltou Giovanni, chefe da Rebio das Perobas. O encontro foi realizado no Centro de Educação Ambiental de Cianorte. “Estamos sempre prontos para sediar e apoiar eventos ligados ao Meio Ambiente. Este local tem como finalidade oferecer o suporte necessário para estes trabalhos”, comentou o secretário do Meio Ambiente, José Ícaro Monteiro Maranhão. O próximo encontro será em 7 de agosto, no Sindicato Rural Patronal de Tuneiras do Oeste. Serão convidados representantes de ONGs (organizações não-governamentais). Já o terceiro encontro acontecerá em Cianorte, novamente no Conselho Municipal do Meio Ambiente, dia 10, e terá como público alvo o setor público municipal. No dia 11 será a vez do setor produtivo rural e a reunião acontecerá em Tuneiras do Oeste. Nesta reunião serão indicados os membros de cada setor no conselho consultivo. Haverá ainda reuniões com setor comunitário (dia 14), educacional (17), setor de saúde (18), de serviços (19), e o encerramento acontece no dia 20, com o encontro do setor de pesquisa, que envolverá as universidades sediadas em Cianorte. “Pretendemos unir todos neste conselho que terá caráter consultivo, para acompanhar diretamente os trabalhos realizados na Reserva das Perobas. Os membros devem ainda exercer a função fiscalizadora, de forma transparente e tendo como parceiros a comunidade e demais segmentos. Unindo todos, com certeza teremos um bom resultado”, completou Giovanni.
(Fonte: Jornal Tribuna de Cianorte)

Oficina de Regularização Fundiária

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Autarquia Federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, através de suas Coordenações de Consolidação Territorial e Regional de Florianópolis - CR-09, promoveu a Oficina de Trabalho de Regularização Fundiária, entre os dias 13 e 17 de julho, em Florianópolis/SC.
Participaram do evento analistas ambientais dos Parques Nacionais de Ilha Grande, Superagui, PR, Lagoa do Peixe (RS), Serra do Itajaí e Araucárias (SC), Estações Ecológicas Mata Preta (SC) e Taim (RS), e Reserva Biológica das Perobas (PR), além de analistas das próprias Coordenação de Consolidação Territorial e CR-09. Além desses, também participaram Procuradores Federais de Santa Catarina, do Paraná e Rio Grande do Sul e representantes do Instituto Ambiental do Paraná – IAP/PR, Fundação do Meio Ambiente – FATMA/SC e Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler – FEPAM/RS.
A oficina tratou das atividades de consolidação territorial, procedimentos necessários para indenização e desapropriação, mecanismo de compensação de reserva legal e dispositivos legais. Além disso, foi acertada uma agenda proativa com os órgãos ambientais estaduais, iniciando uma parceria com vistas a celebração de acordos de cooperação técnica entre os órgãos ambientais dos três estados da região Sul e o ICMBio, estabelecendo procedimentos de compensação de reserva legal para a regularização fundiária das UCs.
Nos dois últimos dias de oficina, foi realizada uma capacitação em serviços na análise de processos administrativos de desapropriação de imóveis rurais, agilizando os trabalhos pendentes nas unidades. (Fonte: ICMBio em Foco N. 71)

Influenza A e gripe comum‏