segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Unidade de Conservação N° 300

(Imagem: Google Earth)
Na véspera do Natal, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, presenteou a população do Ceará com a sanção da Lei nº 11.891, que cria a 300ª unidade de conservação a ser gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Situada nos municípios de Meruoca, Massapê, Alcântara e Sobral, a Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Meruoca tem mais de 600 hectares e está localizada a 30 quilômetros de outra unidade de conservação federal, a APA Ibiapaba, a qual tem cerca de um milhão de hectares e se situa na divisa do Ceará com o Piauí. Publicada no Diário Oficial da União no dia 26 de dezembro, a lei determina que na implantação e gestão da APA Serra da Meruoca, serão adotadas, dentre outras medidas, a elaboração de um zoneamento ecológico-econômico a fim de que sejam definidas as atividades permitidas ou incentivadas em cada zona, bem como as que deverão ser restringidas e proibidas. No artigo 4º da lei, destacam-se as atividades desde já proibidas na região, tais como qualquer atividade industrial que afete o meio ambiente e provoque acelerada erosão ou assoreamento dos mananciais de água. Com a criação da APA, fica proibida também atividades que impliquem em matança, captura ou molestamento de espécies raras da biota regional, bem como o uso de inseticidas e fertilizantes que estiverem em desacordo com as normas oficiais. A lei proíbe também a retirada de areia e de material rochoso das encostas das bacias e dos rios. De acordo com o texto da Lei 11.891, serão estabelecidas, na APA Serra da Meruoca, zonas de vida silvestre. A idéia é garantir qualidade de vida para a população e a conservação de florestas remanescentes, proteger os recursos hídricos, a fauna e a flora silvestres e promover a recomposição da vegetação natural. A criação de uma APA, cuja proposta tramita há oito anos no Congresso Nacional, vai atender também aos anseios da comunidade local ouvida em audiências públicas. O presidente do ICMBio, Rômulo Mello, destacou a iniciativa do Congresso Nacional em ampliar os espaços protegidos do Brasil. Ele considera a criação da 300ª unidade de conservação uma prova de que a sociedade brasileira avança na conscientização da necessidade de conservação do meio ambiente. “A criação de unidades de conservação não é mais uma iniciativa isolada do Poder Executivo. Com a APA Serra da Meruoca, o Legislativo se mostra engajado nessa luta pela preservação das riquezas naturais”, afirma. A Serra da Meruoca é conhecida por sua beleza natural, com quedas d'água, riachos, trilhas e clima ameno. A 257 quilômetros de Fortaleza, a APA se localiza a 670 metros de altitude e tem um clima ameno. Caracterizada pela Mata Atlântica, a unidade apresenta vários tipos de diversão ecológica para os visitantes, desde trilhas até banhos em cachoeiras. Entre os atrativos, estão a pedra do Bocão, local bastante procurado para a prática de esportes radicais, como, por exemplo, o rapel. Há também o Buraco da Velha, outro ponto turístico da serra. Uma cachoeira formada pelo riacho Ytacaranha, em que a água desliza por uma parede rochosa, formando uma espécie de tobogã. Na região há vestígios dos índios rerius, o que demonstra ter havido aldeia nas proximidades. Meruoca tem sua origem a partir da construção de uma capela em homenagem à Nossa Senhora da Conceição, na época das Missões Religiosas, cujo objetivo era catequizar os índios tarairiu (rerius) e outras tribos oriundas da Bahia. Eles se estabeleceram às margens do rio Acaraú, mas foram expulsos e se fixaram na Serra da Meruoca. Em 1955, Meruoca foi emancipada e se tornou município.
(Fonte: ICMBio / Texto: Carla Lisboa)

domingo, 4 de janeiro de 2009

De Fato e de Direito

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos
DECRETO DE 20 DE MARÇO DE 2006. Cria a Reserva Biológica das Perobas, no Estado do Paraná, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 10 da Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000, e no Decreto no 4.340, de 22 de agosto de 2002, e o que consta do Processo no 02001.002205/2005-68, DECRETA: Art. 1o Fica criada a Reserva Biológica das Perobas nos Municípios de Tuneiras do Oeste e Cianorte, no Estado do Paraná, com o objetivo de preservar os ecossistemas naturais existentes, com destaque para os remanescentes de Floresta Estacional Semidecidual e sua fauna associada, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades controladas de educação ambiental. Art. 2o A Reserva Biológica das Perobas tem os limites descritos a partir da Carta Topográfica de Cianorte, Folha SF.22-Y-C-VI, em escala 1:100.000, editadas pela Diretoria do Serviço Geográfico do Exército, com o seguinte memorial descritivo: inicia-se a descrição do memorial descrito da Reserva Biológica das Perobas a partir do ponto 0, de c.p.a. 318368 E e 7359944 N; segue em linha reta numa distância de 1558 metros até o ponto 1; do ponto 1, de c.p.a. 319158 E e 7361288 N, segue em linha reta numa distância de 1741 metros até o ponto 2; do ponto 2, de c.p.a. 319202 E e 7363029 N, segue em linha reta numa distância de 988 metros até o ponto 3; do ponto 3, de c.p.a. 318217 E e 7363108 N, segue em linha reta numa distância de 776 metros até o ponto 4, localizado na nascente do Córrego Ariranha; do ponto 4, de c.p.a. 318465 E e 7363844 N, segue à jusante pela margem esquerda do referido córrego até o ponto 5, localizado na sua confluência com o Rio dos Índios; do ponto 5, de c.p.a. 323399 E e 7367370 N, segue a montante pela margem direita do Rio dos Índios até o ponto 6, localizado na confluência com um tributário sem denominação; do ponto 6, de c.p.a. 323857 E e 7366429 N, segue a montante pela margem direita do tributário sem denominação até o ponto 7; do ponto 7, de c.p.a. 324699 E e 7366486 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 1025 metros até o ponto 8; do ponto 8, de c.p.a. 324953 E e 7365439 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 900 metros até o ponto 9, localizado na margem direita do Rio dos Índios; do ponto 9, de c.p.a. 324086 E e 7365267 N, segue a montante pela margem direita do Rio dos Índios até o ponto 10, localizado na confluência com o Córrego Cheio; do ponto 10, de c.p.a. 326851 E e 7360375 N, segue a montante pela margem direita do Córrego Cheio até o ponto 11; do ponto 11, de c.p.a. 325182 E e 7358624 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 1010 metros até o ponto 12; do ponto 12, de c.p.a. 324667 E e 7357749 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 1130 metros até o ponto 13; do ponto 13, de c.p.a. 325583 E e 7357094 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 860 metros até o ponto 14; do ponto 14, de c.p.a. 324798 E e 7356742 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 640 metros até o ponto 15; do ponto 15, de c.p.a. 324225 E e 7357086 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 4000 metros até o ponto 16, localizado na margem esquerda (sentido Tuneiras do Oeste - Guaraitava) da Rodovia BR 487; do ponto 16, de c.p.a. 320919 E e 7354828 N, prossegue pela margem esquerda (sentido Tuneiras do Oeste - Guaraitava) da Rodovia BR 487até o ponto 17, localizado na margem direita do Córrego Concórdia; do ponto 17, de c.p.a. 313556 E e 7357612 N, prossegue a montante pelo referido córrego até o ponto 18, localizado na confluência do Córrego Concórdia com Córrego Mombuca; do ponto 18, de c.p.a. 312648 E e 7360222 N, prossegue a montante pela margem direita do Córrego Concórdia até o ponto 19; do ponto 19, de c.p.a. 312830 E e 7360381 N, segue em linha reta numa distância de 2351 metros até o ponto 20; do ponto 20, de c.p.a. 314967 E e 7359400 N, segue em linha reta numa distância de 1246 metros até o ponto 21; do ponto 21, de c.p.a. 315492 E e 7360530 N, segue em linha reta numa distância de 2010 metros até o ponto 22, localizado na margem direita do Córrego do Mazunguê; do ponto 22, de c.p.a. 317311 E e 7359674 N, prossegue a montante pela margem direita do Córrego Mazunguê até o ponto 23; do ponto 23, de c.p.a. 317745 E e 7360262 N, segue em linha reta numa distância de 699 metros até o ponto 0, início da descrição deste perímetro, perfazendo uma área aproximada de 8.716 hectares. Parágrafo único. O subsolo das áreas descritas no caput deste artigo integram os limites da Reserva Biológica das Perobas. Art. 3o A Reserva Biológica das Perobas será administrada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, que deverá adotar as medidas necessárias à sua efetiva proteção e implantação. Art. 4o Fica estabelecido como zona de amortecimento o limite externo de quinhentos metros em projeção horizontal, a partir do perímetro da Reserva Biológica das Perobas. Art. 5o As terras contidas nos limites da Reserva Biológica das Perobas, de que trata o art. 2o deste Decreto, pertencentes à União, serão cedidas ao IBAMA pela Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, na forma da lei. Art. 6o Ficam declaradas de utilidade pública, para fins de desapropriação pelo IBAMA, os imóveis rurais privados existentes nos limites descritos no art. 2o deste Decreto, nos termos dos arts. 5o, alínea "k", e 6o do Decreto-Lei no 3.365, de 21 de junho de 1941. Parágrafo único. A Advocacia-Geral da União, por intermédio de sua unidade jurídica de execução junto ao IBAMA, fica autorizada a promover as medidas administrativas e judiciais pertinentes, visando a declaração de nulidade de eventuais títulos de propriedade e respectivos registros imobiliários considerados irregulares, incidentes na unidade de conservação de que trata este Decreto. Art. 7o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 20 de março de 2006; 185o da Independência e 118o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Marina Silva
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 21.3.2006
Aos mais desavisados, alguns maldosos, mal intencionados, e uns poucos imbecis de plantão, que teimam em ventilar que a Reserva Biológica das Perobas não existe porque seu Decreto de criação não tem número, segue endereço eletrônico que demonstra quantos Decretos sem número existem... apenas de 1991 até hoje:
A Reserva, em que pese todas as dificuldades na sua implantação, existe... é Fato!
Sua criação foi decretada por Sua Excelência, o Presidente da República do Brasil e apenas nosso Congresso Nacional pode alterar isso... é Direito!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?). Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas, nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade

sábado, 27 de dezembro de 2008

Enorme 2009 a todos!

Catedral de Maringá, Pr.
Entre conquistas e derrotas, assim como o sempre, fecharemos mais um ano! E, assim como o sempre, abrimos mais um Ano Novo com renovadas forças, com maiores esperanças e determinação! Nossas vitórias, certamente, se sobrepuseram às nossas derrotas em 2008! E superaremos as batalhas de 2009! Agora é Natal! Chegamos à hora de desejarmos Paz, Saúde, Alegria, Sucesso, para todos! Rezo para que nossos votos ecoem por todo 2009 e permeiem cada um de nós, todos nós e de nós ao Meio em que vivemos.
Boas Festas! Saudável e Feliz Ano Novo!
Que, em 2009, todos possamos trilhar:
Sonhos, Caminhos e Realizações!

Projeto de Combate à Dengue Merece Destaque

(Profa. Fátima De Giovanni e agentes da Secretaria maringaense de Saúde: Projeto "Fora Dengue!" em ação)
O Projeto “Fora Dengue!” teve grande êxito em 2008! Trabalhando junto aos alunos do Ensino Fundamental do Colégio Paraná, em Maringá, que foram preparados para atuarem como “agentes ambientais mirins”, os professores Maria de Fátima Gritzenco De Giovanni e João Batista da Silva, das disciplinas de Ciências e Geografia, respectivamente, os orientaram sobre a forma de transmissão, os sintomas e a necessidade de eliminar as condições para a proliferação do mosquito. Os alunos foram preparados para agirem no combate ao Aedes aegypti junto à comunidade onde moram, além de atuarem como agentes de conscientização na guerra contra a dengue.
O Projeto, transformado em verdadeira campanha “Fora Dengue!”, teve diversas etapas, com aulas específicas sobre a doença, pesquisa referente ao tema, palestras com agentes da Secretaria de Saúde e treinamento dos estudantes sobre como avaliar o ambiente para impedir a proliferação do mosquito. Além de levar o que aprenderam a familiares e vizinhos, os alunos atuaram como fiscais e prepararam relatórios periódicos dos procedimentos e resultados obtidos nas áreas de monitoramento.
Os relatórios dos estudantes do Colégio Paraná foram avaliados pelos professores responsáveis pelo projeto e compuseram a nota final das disciplinas. Uma cópia do relatório final foi encaminhado, também, à Secretaria Municipal de Saúde de Maringá.
"FORA DENGUE!" - O Projeto Objetivo Geral Neste trabalho, Maria de Fátima Gritzenco De Giovanni e João Batista da Silva, professores, respectivamente, das disciplinas de Ciências e Geografia do Colégio Paraná, objetivam orientar seus alunos do Ensino Fundamental sobre a doença Dengue, suas causas e efeitos, fazendo com que possam trabalhar como multiplicadores no combate ao mosquito Aedes aegypti na região onde moram e onde seus pais exercem suas atividades profissionais, auxiliando no monitoramento de possíveis focos da doença em Maringá. Objetivos Específicos – Orientar os alunos do Ensino Fundamental do Colégio Paraná quanto à doença Dengue, suas causas e efeitos, bem como das formas de combate ao seu principal transmissor; – treinar esses alunos para atuarem como “Agentes Ambientais Mirins” para: avaliar as condições nas residências em que moram, buscando e eliminando possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, definir uma “área de monitoramento” no entorno da moradia de cada um dos alunos, para avaliar as condições nas residências, buscando eliminar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti nesta área monitorada; – assinalar as “áreas de monitoramento” trabalhadas pelos alunos, localizando-as dentro do mapa da cidade de Maringá, definindo as condições observadas; e – contribuir para o combate à Dengue realizado pelas autoridades do Município de Maringá. O Projeto “Fora Dengue!” propõe orientar os alunos do Ensino Fundamental do Colégio Paraná quanto às causas, efeitos da doença Dengue, e formas de combate ao seu principal transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Assim, esses alunos terão condições de orientar moradores da região onde moram e mapear esta região, contribuindo para o Combate a Dengue. Para tanto, as etapas de ação deste Projeto deverão ser: a) ministrar aula específica sobre a Dengue, em cada classe (quinta a oitava série); b) levar os alunos, divididos em grupos, a acessar a internet, no sítio:
para que pratiquem o conhecimento adquirido e as formas de combate ao mosquito transmissor da doença; c) ministrado por um Agente credenciado pela Secretaria Municipal de Saúde, orientar os alunos a avaliar áreas residenciais, na identificação de possíveis focos do mosquito transmissor, e nas maneiras de abordar e orientar seus moradores; d) elaborar planilha de avaliação de residências, bem como questionário aos moradores; e) localizar a residência de cada educando (aluno) em um mapa da cidade de Maringá; f) cada aluno aplicará a avaliação e questionário em sua própria residência; g) tabular, avaliar e confeccionar relatório dos dados obtidos; h) a partir da residência de cada aluno, definir “área de monitoramento” de cada aluno para aplicação da planilha de avaliação, localizando sobre o mapa da cidade; i) cada aluno, aplicar planilha de avaliação e questionário em sua “área de monitoramento” definida; j) tabular, avaliar e confeccionar relatório dos dados obtidos; k) identificar os dados obtidos, diferenciando através de cores, em mapa da cidade de Maringá; l) cada aluno, retornar, após tempo preestabelecido, à “área de monitoramento” para reavaliação; m) tabular e mapear dados reavaliados; e n) comparar com avaliação inicial, confeccionando relatório final. Cada aluno apresentará duas cópias de seu Relatório Final. O Relatório Final será uma das avaliações adotadas pelas disciplinas de Ciência e Geografia e sua nota comporá a nota final referente ao quarto bimestre de 2008. Uma cópia do Relatório Final será encaminhada à Secretaria de Saúde do Município de Maringá, no intuito de colaborar para a erradicação da doença Dengue. Metodologia Para atingir as metas deste projeto, a metodologia utilizada deve ser a mais simples e direta possível, sensibilizando e orientando cada educando da importância de se combater a doença em sua raiz. Assim, aplicada a cada etapa de ação ter-se-á: 1. Aula específica sobre Dengue: exposição específica sobre a doença, causa, efeitos e prevenção, durante o horário normal das aulas de Ciências; utilização de multimídia. 2. Acesso a internet: utilização da sala de computação, para acesso ao sítio em referência, durante o horário normal das aulas de Ciências; exploração total, pelos alunos, dos recursos oferecidos pelo sítio, acompanhados pela Professora. 3. Orientação do Agente da Secretaria de Saúde: exposição realizada durante o horário normal das aulas de Geografia; orientação para avaliação e abordagem de residências e moradores. 4. Elaboração de Planilha e Questionário: planilha elaborada pelos alunos, com orientação dos professores de Ciências e Geografia, baseados em planilhas adotadas pelos agentes ambientais do Município de Maringá; questionário aos moradores elaborado pelos alunos, com orientação dos professores de Ciências e Geografia, baseados em questionário adotado pelos agentes ambientais do Município de Maringá. 5. Localização da residência de cada educando: orientado pelo professor de Geografia, cada aluno localizará sua residência em um mapa impresso da cidade de Maringá. 6. Avaliação individual e primeiro relatório: cada aluno aplicará a planilha de avaliação e o questionário em sua própria residência; cada aluno irá tabular os dados obtidos, sob orientação dos professores de Ciências e Geografia, confeccionando o relatório contendo, no mínimo: – mapa de localização, – planilha de avaliação preenchida, – respostas obtidas no questionário, – conclusões, em especial, quanto à possível existência de focos de transmissão da doença. 7. Definição da área de monitoramento: orientado pelo professor de Geografia, cada aluno definirá a sua área de monitoramento, sobre um mapa impresso da cidade de Maringá. 8. Avaliação da área de monitoramento: cada aluno aplicará a planilha de avaliação e o questionário em todas as residências de sua “área de monitoramento”; cada aluno irá orientar os moradores de sua “área de monitoramento” quanto aos cuidados para se evitar a doença Dengue. 9. Avaliação da área monitorada e confecção de Relatório: cada aluno irá tabular os dados obtidos, sob orientação dos professores de Ciências e Geografia, confeccionando o relatório contendo, no mínimo: – mapeamento da área monitorada, diferenciando através de cores, dados de possíveis focos de transmissão da doença, bem como possíveis casos de infecções; – planilha de avaliação preenchida, – respostas obtidas no questionário, – conclusões e sugestões. 10. Retorno à área monitorada e confecção de Relatório Final: orientados pelos professores de Ciências e Geografia, cada aluno irá retornar, após tempo preestabelecido, às residências visitadas em sua “área de monitoramento”, reavaliando as condições atuais; expor aos moradores visitados as possíveis mudanças ocorridas desde a última visita; cada aluno irá tabular os dados obtidos, sob orientação dos professores de Ciências e Geografia, confeccionando o Relatório Final contendo, no mínimo: – mapeamento comparativo da área monitorada, diferenciado por cores, observando diferenças entre dados obtidos; – planilhas de avaliação comparativamente preenchidas, – diferenças entre as respostas obtidas nos dois questionários, – conclusões e sugestões.
O Projeto completo, com planilhas de avaliação, questionários, mapas, relatórios, cronograma, indicadores e todos os demais detalhes está disponível a todos os interessados e pode ser obtido junto aos professores responsáveis, no Colégio Paraná. Em 2009, o Projeto "Fora Dengue!" será colocado em prática novamente!

aqua

No dia nove de fevereiro de 2008, o Chefe da Reserva Biológica das Perobas e Coordenador do Programa aquaIGUAÇU do Parque Nacional do Iguaçu (PNI), engenheiro químico e analista ambiental Carlos Alberto Ferraresi De Giovanni, ministrou o Módulo de Treinamento em Educação Ambiental “aqua — Análise da Qualidade Ambiental” — o mesmo Módulo (4) trabalhado durante o Curso/Laboratório de Capacitação em Educação Ambiental no Processo Educativo, da Escola Parque do PNI — a professoras e professores da rede municipal de ensino de Tuneiras do Oeste, Estado do Paraná. Durante toda a manhã, foram discutidos, de maneira participativa, assuntos relacionados à conservação ambiental, uso e contaminação de recursos naturais, em especial, solo, ar e água, necessidades da existência de áreas de preservação e reservas legais, a interação do Homem com o Meio Ambiente e abordagens metodológicas para análise, recuperação e monitoramento de dada área em estudo. O monitoramento mais abordado foi a avaliação ambiental à partir de um curso d’água, definindo parâmetros a serem avaliados para a determinação da qualidade da água, recuperação e manutenção da mata ciliar, bem como a metodologia para o monitoramento da micro-bacia decorrente. Entretanto, ficou claro que a “Análise da Qualidade Ambiental” pode, e deve-se, dar em qualquer “nicho”, de um simples banheiro, uma praça, até uma complexa Unidade de Conservação e seu Entorno. Após saboroso e descontraído almoço, oferecido pela Secretaria de Educação e Cultura do Município, os professores, divididos em grupos, saíram pela cidade e, preenchendo uma planilha previamente elaborada, avaliaram uma dada “área”, propondo soluções de melhorias ambiental e economicamente viáveis. Foram analisados praças, quiosques, bosques urbanos, posto de gasolina, um simples banheiro, numa demonstração clara de que o método é de fácil aplicação e de solução factível. Isto também é fazer análise e monitoramento ambiental. Isto é o Programa aqua!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Monografia comprova eficiência da "Metodologia aquaIGUAÇU"

(Ângela e Fernanda: “buscando resultados!!”)
Ângela Maria Trento Hiller Lino, Fernanda de Almeida Gurski e Tiago Ribeiro Nogueira, biólogos, concluíram o Curso de Pós-Graduação em Análise Ambiental, das Faculdades Anglo-Americano de Foz do Iguaçu e, orientados pelo Professor Joaquim Buchaim, com co-orientação do engenheiro Carlos De Giovanni, apresentaram a Monografia “Avaliação de Métodos para Monitoramento Físico-Químico do Rio Iguaçu, Paraná, Brasil”, que avaliou a eficiência das metodologias utilizadas para a realização do monitoramento físico-químico e microbiológico, aplicadas nas estações de tratamento de efluentes e de seu corpo receptor, o rio Iguaçu , na área de Uso Público do Parque Nacional do Iguaçu, comparando-as com metodologias laboratoriais. A pesquisa fundamentou-se em quatro coletas, realizadas em cinco diferentes pontos de amostragens do rio Iguaçu, sendo o primeiro antes dos limites desta Unidade de Conservação e o último após os limites desta. As amostras foram analisadas por meio das metodologias, colorimétricas e/ou titulométrica, com o EcoKit e equipamentos de campo do Programa aquaIGUAÇU e laboratoriais, no Laboratório Integrado de Meio Ambiente (LIMA) das Faculdades Anglo-Americano e, ainda, se averiguou a conformidade das águas dos pontos amostrados com relação à Legislação vigente. Embora tenham sido detectadas pequenas discrepâncias entre os valores obtidos com a aplicação das diferentes metodologias avaliadas, todas se mostraram qualitativamente eficientes. No entanto, a aplicação do EcoKit apresentou restrições quantitativas para alguns parâmetros, o que não o torna ineficiente para avaliação e monitoramento de qualidade de corpos d’água. Considerando-se o custo-benefício, sugere-se a utilização dos kits de campo, desde que se apresente, semestralmente, um laudo técnico, com análises laboratoriais utilizando métodos tradicionais, como determinado pela Legislação. A qualidade da água do rio Iguaçu, incluindo-se os pontos próximos às áreas de despejo das estações de tratamento de efluentes, apresenta-se de acordo com o que determina a Resolução CONAMA 375/05, porém, ainda não atingindo o ideal de classifica-lo como “Classe Especial”. Entretanto, sob análise dos resultados obtidos, pode-se afirmar: “o rio Iguaçu sai do Parque Nacional do Iguaçu com melhor qualidade do que entra!”.

Concurso escolheu a Logomarca da Rebio das Perobas

(Desenho Vencedor Original)
Um belo evento, no dia quatro de dezembro de 2007, coroou o Concurso que documentou a participação da Comunidade na escolha da logomarca da Reserva Biológica das Perobas, através de desenhos criados por alunos dos Ensinos Fundamental e Médio, das Escolas Públicas do Município de Tuneiras do Oeste, Estado do Paraná. Cumprindo o Edital do Concurso, muitos desenhos, utilizando qualquer técnica artística, foram inscritos. Todos os desenhos, classificados ou não, passaram a ser propriedade da Reserva Biológica (Rebio) das Perobas, que poderá fazer uso para qualquer fim, pois seus criadores cederam todos os direitos de utilização.
Este Concurso foi uma realização da Administração da Rebio das Perobas e dos Departamentos de Educação e Cultura e de Agricultura e Meio Ambiente do Município de Tuneiras do Oeste. O Chefe da Reserva, engenheiro Carlos De Giovanni, acompanhado do Secretário de Meio Ambiente, médico veterinário Luis Antonio Branco, e do estudante Alex Sandro Cordeiro, estagiário do Departamento de Educação e Cultura, visitaram as quatro escolas do município de Tuneiras do Oeste, apresentando a Rebio e convidando os estudantes a participarem do Concurso.
Dos desenhos inscritos, quinze foram selecionados pelos professores e direção das escolas, em número proporcional ao total de estudantes de cada uma delas, e os pré-classificados foram: Escola Duque de Caxias, Sede do Município: Bruna Eduarda Ferreira dos Santos, Bruna Letícia Nascimento, Fabrício Tarcísio Souza, Jhon Lenon da Silva Estancia, Kaique Resende da Silva dos Santos, Lucas Felipe de Lima; Escola Almirante Tamandaré, Distrito de Aparecida do Oeste: Amábele Moreira dos Santos, Fernanda Gazoni, Gleiciane Santos Secco, Ingridi Thais dos Santos; Escola Machado de Assis, Distrito de Marabá: Graciele Cristina da Silva, Jhonatan Willian dos Santos, Katia Frestati dos Santos; Escola do Distrito de Cuaraitava: Gabriel Acácio Moraes e Juliano Marcos Lima Viollato. Como reconhecimento pela participação, esses estudantes terão um dia de visita no Parque Nacional do Iguaçu, que não foi ainda cumprido por motivos tantos... mas, que, certamente, será em 2009.
Uma Comissão Julgadora, formada por nove integrantes, entre eles, professora Maria Jenoefa, Jorge Luiz Pegoraro, Chefe do Parque Nacional do Iguaçu, Dr. José Ícaro Maranhão, Secretário de Meio Ambiente do município de Cianorte e professora Meire Elisângela Loyola Coelho, Secretária de Educação e Cultura do município de Tuneiras do Oeste, escolheram, dentre os quinze desenhos pré-classificados, o vencedor, legitimando o Concurso. Assim, na noite do dia quatro de dezembro, na Escola Duque de Caxias, os desenhos pré-classificados e, entre eles, o vencedor, foram apresentados à Comunidade Tuneirense, com presença de bom público. Apresentações teatrais e musicais de alunos da Escola Estadual de Cuaraitava abrilhantaram o evento, que contou, também, com as presenças do Chefe do ParNa do Iguaçu, Jorge Luiz Pegoraro, do Diretor da Escola Duque de Caxias, Luiz Krauss, do Prefeito Municipal, Walter Luis Ligero, e outras autoridades dos poderes Legislativo e Executivo do Município de Tuneiras do Oeste.
A estudante Amábele Moreira dos Santos é a autora do desenho vencedor!
O desenho vencedor foi digitalizado, gratuitamente, pelo estudante de engenharia química, Matheus Yuri Gritzenco De Giovanni, ficando a versão final da Logomarca da Rebio das Perobas como hoje se apresenta.