sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ilustres Moradores

A Reserva Biológica (Rebio) das Perobas abriga diversas espécies de animais e plantas, incluindo várias espécies consideradas ameaçadas de extinção, de acordo com as listas oficiais brasileiras.
Antonio Guilherme Cândido da Silva, biólogo, analista ambiental do ICMBio lotado na Rebio das Perobas, nos apresenta, mensalmente, os Ilustres Moradores da Rebio, descrevendo dados sobre os habitantes desta que é a maior a mais representativa área de refúgio e proteção da fauna e da flora de toda a região Noroeste do Estado do Paraná.
Acompanhe nossos Ilustres Moradores, mensalmente, através dos Boletins da Rebio das Perobas.

Rebio das Perobas: sonhos e realizações!

Reunião com representantes do Escritório Regional de Umuarama e da Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas (DIBAP), do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), ocorrida em 29 de outubro último, definiu a relação de municípios onde suas propriedades rurais poderão participar do Edital de Compensação de Reserva Legal, instrumento de Regularização Fundiária para a Reserva Biológica (Rebio) das Perobas, bem como os detalhes do Edital. O Edital, finalizado, seguiu para a Coordenação Geral de Regularização Fundiária (CGFUN/ICMBio) para definição da data da reunião pública e publicação no Diário Oficial da União. Após a reunião, os servidores da DIBAP Luiz Renato Martini, Coordenador do Sistema de Regularização de Reserva Legal (SISLEG/IAP), e Juarez Cordeiro de Oliveira visitaram a Rebio.
Cumprindo uma das metas de trabalho de 2009, o ICMBio já pode dispor de terreno para construção do Centro Ambiental que, entre espaços para museu, exposições, recepção de visitantes, auditório, atividades de Educação Ambiental, reunirá as sedes administrativas da Rebio das Perobas, do Departamento Municipal de Meio Ambiente e Turismo e da Defesa Civil. O trabalho está apenas começando. E vamos, juntos, realizá-lo.

UEM dá exemplo positivo em busca da sustentabilidade

(Do Blog do Marino) "A Universidade Estadual de Maringá (UEM), Pr., recebeu nesta sexta-feira (6), as licenças ambientais concedidas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para todos os 112 laboratórios do câmpus sede.
A atitude da UEM representa avanço significativo em busca da sustentatibilidade. O respeito à legislação ambiental, os serviços de radioproteção, o Programa ProResíduos e o Comitê de Ética Ambiental foram decisivos para a obtenção do licencimento, porquanto, das atividades de cada um resultou o atual projeto de destinação dos diferentes resíduos gerados pelos laboratórios, inclusive com a unificação dos efluentes líquidos gerados. A licença terá validade até outubro de 2015, sendo renovável.
A UEM gera aproximadamente 40 mil quilos de resíduos ao mês, entre sólidos, químicos, líquidos, agronômicos, radioativos, biológicos, serviços de saúde e entulho de obras. Desses, 23 mil são recolhidos pela prefeitura, mas que num curto prazo estará sob a responsabilidade da Universidade. O custo estimado para tratamento de todo esse lixo é de aproximadamente R$ 413 mil por ano.
A coordenação do PróResíduos adianta que a UEM deverá zerar esses custos a partir do funcionamento da central de tratamento de resíduos, juntamente com o equipamento de tratamento de resíduos da área de saúde, através de gasificação e combustão combinados. A central já está em fase de construção e o equipamento já foi adquirido pela Universidade. O projeto ainda inclui o reaproveitamento de papéis para a produção de agendas, pastas, blocos, que já são produzidos em baixa escala. Atualmente apenas 30% desses materiais são separados na UEM. A idéia é reciclar 100%. A previsão é até o final de 2010 a central entre em funcionamento.
Não fosse isso, o que já é uma boa notícia, também na UEM estão em desenvolvimento diversos projetos de extensão universitária que têm como objetivo central a questão do meio ambiente. Recentemente, isso no dia 27/10/2009, em comemoração ao Dia do Servidor Público (28/10), durante o café da manhã no Restaurante Universitário - RU, foi apresentado à comunidade universitária o PROGRAMA PROAÇÃO, que é formado por diversos Projetos de Extensão.
A grande novidade nisso tudo é a TRANSVERSALIDADE, ou seja, o desejo de que todos esses projetos se encontrem, desenvolvendo assim atividades conjuntas e complementares, de modo, a potencializar as ações. Como professor da Instituição coordeno o Projeto de Extensão "Os Direitos de Cidadania e o Meio Ambiente", ligado ao Departamento de Direito Privado e Processualo - DPP. Referido projeto tem a missão de formar acadêmicos com conteúdos jurídicos (Direito Ambiental) e conteúdos gerais (Educação Ambiental) ainda neste ano de 2009. No ano seguinte o objetivo é que os conteúdos adquiridos possam ser repassados aos membros da comunidade, dentro e fora da UEM, cuja missão cabe aos próprios acadêmicos. A ideia é desenvolver, através de um amplo processo de Educação Ambiental, o sentimento de cidadania participativa, a fim de se buscar através dos mecanismos legais e sociais a proteção, recuperação e preservação do meio ambiente. Além disso, visa o projeto estabelecer uma relação entre a UEM e comunidade em geral, com forma de sensibilização para a necessidade de modifcar as ações, atitudes e o cuidado com a Natureza, sobretudo, diante da constatação que a Terra é a nossa única Casa Comum e, por isso mesmo, devemos protegê-la". Marino Elígio Gonçalves, Advogado.

Morcegos do Parque do Ingá - Maringá, Pr.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Recorde de visitação no Parque Nacional do Iguaçu

domingo, 1 de novembro de 2009

Chapadão do Céu, Goiás

Terra plana, cerrado, mato e campo, córregos e rios, era tudo o que havia. Árvores tortas e muito capim flecha. Todo o planalto sul goiano tinha essa paisagem natural de centenas de anos.
Terra de muita história e de muitas estórias contadas ao pé do fogão a lenha. Terra de pouco valor até o surgimento da agricultura mecanizada e da correção artificial do solo. As terras que compõem hoje o município de Chapadão do Céu, o Parque Nacional das Emas, parte dos municípios de Mineiros, Serranópolis e Aporé, num total de aproximadamente 250 mil hectares, na época parte do município de Jataí.
No final da década de 1970, Dona Amélia Garcia Cunha decidiu dividir suas terras com os netos. Assim a área que passou a ser a Fazenda Santa Amélia foi herdada pelos 9 filhos de Alberto R. Cunha e Nadir Garcia Cunha. A região já possuía acesso pelas estradas abertas, mas além das casas de fazenda não havia nenhuma estrutura. O ponto comercial mais próximo ficava a 80 km, em Costa Rica, MS. Alberto e seus filhos resolveram implantar nas terras da Fazenda Santa Amélia uma agrovila, idéia que se desenvolveu para a implantação de um loteamento urbano.
Nesta mesma época a crise fundiária no sul do país, juntamente com os aprimoramentos tecnológicos na agricultura, motivou muitas pessoas a buscarem novos espaços, novas terras para realizarem seus sonhos de se tornarem produtores; homens e mulheres do campo começaram a migrar para os cerrados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais, onde encontraram muita terra que, com a aplicação de técnicas de correção do solo, tornavam-se altamente produtivas.
Em 21 de agosto de 1982 era colocada a pedra fundamental de Chapadão do Céu, com a inauguração do posto de combustível.
Hoje, Chapadão do Céu é uma cidade pequena, com ruas e avenidas espaçosas, bem arborizadas e ajardinadas. As praças, de estilo moderno, tem nomes sugestivos, como Praça do Sol, Praça da Terra e Praça da Lua, assim como todas as vias públicas. A arquitetura dinâmica e criativa oferece uma diversidade visual e ambiental urbana que diferencia Chapadão do Céu da grande maioria das cidades do interior. Tentando combinar a tranqüilidade do interior com a eficiência da modernidade a administração local preocupa-se em realizar o crescimento ordenado, com bastante áreas verdes e de lazer. O comércio em franco desenvolvimento oferece diversas opções. O saneamento básico é adequado, com a rede de esgotos abrangendo 100% da população e tratamento por um biodigestor e as galerias pluviais sendo construídas anteriormente ao asfalto. Na educação e saúde pesados investimentos tem sido feitos para proporcionar qualidade e melhoria de condições aos habitantes. As estradas vicinais tem sido constantemente trabalhadas para oferecer bom acesso a todas as partes do município.

Não nos deixe morrer...

A preocupação com o Meio Ambiente começa a tomar forma na década de 70, como exemplifica esta música de Hurricane Smith. Hoje, a própria Natureza exemplifica que ainda há muito a transformar a 'pre-ocupação' em ocupação de governos, sociedade civil, de cada habitante do Planeta para que salvemos nossa própria existência... enquanto é tempo!

Lixo rural