domingo, 5 de setembro de 2010

Risco..

(Fonte: www.casadonoca.blogspot.com)

VIVA!

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e apagando as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo. Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, - ... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos. Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M(Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos ou animais de estimação (eles destroem a rotina). Sempre faça festas de aniversário e para você (marcando o evento e diferenciando o dia). Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.

Seja Diferente!

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras...

V I V A !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado,não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

ESCREVA em TAmaNhos diFeRenTes e em CorES difErEntEs! CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE... V I V A!!!

(enviado por e-mail pelo amigo JP)

Unidades de conservação: conhecer para cuidar

ICMBio e WWF-Brasil reuniram gestores de unidades de conservação de todo o país com o objetivo de conhecer a realidade dessas áreas protegidas e identificar diretrizes para aumentar sua efetividade.
Como estão as unidades de conservação (UCs) brasileiras? Estão cumprindo seu objetivo de conservação da natureza? Tem um planejamento efetivo? Estão vulneráveis ou sofrendo ameaças? Possuem recursos suficientes? Para responder tais questões, cerca de 240 gestores de unidades de conservação que compõem o Sistema de Unidades de Conservação Federais (ou seja, que estão sob responsabilidade do Estado brasileiro) se reuniram em seis oficinas durante os meses de julho e agosto. O objetivo desses encontros, promovidos em parceria entre Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e WWF-Brasil, foi avaliar a efetividade da gestão dessas áreas protegidas brasileiras, tão importantes para o país e para o mundo, e conhecer sua realidade. Segundo Giovanna Palazzi, coordenadora geral de Criação, Planejamento, Avaliação e Monitoramento de Unidades de Conservação do ICMBio, essa avaliação é uma ferramenta ainda recente no Brasil e é essencial para o controle da gestão das unidades de conservação. A análise gera um corpo de informações que permite conhecer onde investimos nos últimos anos, onde temos lacunas grandes e assim direcionar as ações e definir quais atividades serão priorizadas para garantirmos a efetividade das UCs, diz Pallazzi. A secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, ressalta a importância desse levantamento para o país. Até pouco tempo não existia no Brasil um estudo que consolidasse informações de todo o sistema de unidades de conservação federais e faltavam dados para subsidiar políticas públicas, aponta Hamú. Esse diagnóstico, além de inovador, permite que os tomadores de decisão façam um planejamento mais eficiente das ações para as unidades de conservação enquanto parte de um sistema maior e não apenas áreas isoladas, completou Denise Hamú. A avaliação da efetividade da gestão das UCs federais brasileiras foi realizada pela primeira vez no país em 2005, por meio de parceria entre WWF-Brasil e Ibama. Neste ano de 2010, os resultados obtidos na pesquisa poderão ser comparados com os dados da primeira avaliação. Com isso podemos ter um retrato do sistema federal de UCs nesses dois momentos e identificar quais foram os avanços e mudanças nesse período, o que é muito positivo para direcionamento do trabalho, aponta Palazzi. O método O método utilizado para avaliar a gestão dessas áreas protegidas é o Rappam, sigla em inglês para Avaliação Rápida e Priorização da Gestão de Unidades de Conservação. Desenvolvido pela Rede WWF, o Rappam é uma das metodologias mais utilizadas em todo o mundo para avaliar rapidamente a efetividade de gestão das áreas protegidas. A pesquisa é realizada por meio de questionários aplicados durante oficinas com gestores, funcionários e demais colaboradores das unidades de conservação. As respostas são analisadas por equipes técnicas que identificam e sistematizam os resultados em relação ao contexto, planejamento, insumos, processos e resultados que as UCs vêm atingindo nos últimos anos. Como resultado, obtém-se um diagnóstico completo das unidades de conservação com informações e recomendações sobre priorização de ações, aplicação de recursos e definição de programas para auxiliar os órgãos responsáveis na gestão do sistema de UCs. Nas unidades de conservação: os benefícios diretos No Parque Nacional de Superagui, situado no litoral norte do Paraná, alguns avanços já foram sentidos pela gestora substituta do parque, Guadalupe Vivekananda, a partir dos resultados do Rappam. Segundo Vivekananda, durante a análise da efetividade de gestão realizada agora na Academia Nacional da Biodiversidade do ICMBio, no estado de São Paulo, foi possível identificar que dois principais pontos de preocupação apontados em 2005 tiveram melhoras. A partir da primeira análise realizada, nós investimos na erradicação da captura de filhotes de papagaio-de-cara-roxa e na erradicação da especulação imobiliária no entorno do parque e de fato os problemas melhoraram. Esse é claramente um resultado do direcionamento que o Rappam proporcionou, disse a gestora. Guadalupe ainda apontou que já saiu dessa avaliação de 2010 com uma orientação para seu trabalho. Identificamos que precisamos trabalhar com as espécies exóticas invasoras e na fiscalização da extração ilegal de palmito. É nosso próximo desafio, concluiu. Além disso, Guadalupe também ressaltou o contato com os outros gestores e a possibilidade de conhecer a situação das outras unidades de conservação como outros benefícios gerados pelas oficinas de avaliação. Unidades de conservação e biodiversidade As unidades de conservação são uma eficiente estratégia para reduzir a perda da taxa de biodiversidade no planeta. Mas, para garantir que elas consigam cumprir esse objetivo, elas precisam ser bem geridas. Por isso, a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) estabeleceu entre as metas de seu Programa de Trabalho para as Áreas Protegidas (PowPA) que os países signatários devem adotar e implementar protocolos de avaliação da efetividades de gestão de suas áreas protegidas até 2010. Ponto positivo para o Brasil nesse sentido, que chegará à COP com esta meta cumprida por meio da aplicação do Rappam. No entanto, cabe agora ao Brasil investir na implementação de um sistema integrado de unidades de conservação, também meta da CDB e que não foi totalmente realizada. Segundo Cláudio Maretti, superintendente de conservação do WWF-Brasil, as unidades de conservação são muito mais eficientes em termos de conservação se consideradas como parte de um sistema. A análise da gestão das unidades de conservação por meio do Rappam proporciona uma visão completa do sistema de UCs e fornece ferramentas para melhorar esse todo, aponta Maretti. Esperamos que essa análise ajude a desenvolver a visão de sistema de unidades de conservação no Brasil para podermos cumprir as metas relacionadas a esse tema que serão estabelecidas para 2020 na COP 10 da CDB, conclui o superintendente. Adaptação à realidade brasileira Para cada vez mais se adequar à realidade brasileira e aprimorar os resultados da pesquisa, a metodologia do Rappam está em constante avaliação. No início de 2010, WWF-Brasil e ICMBio se reuniram para melhorar o questionário aplicado, as orientações de preenchimento aos gestores e assim, conseguir captar melhor a realidade das unidades de conservação. Um dos pontos que recebia críticas era a identificação das pressões e ameaças às unidades de conservação. Depois da adaptação, os gestores passaram a responder questões tanto para a unidade como para o entorno e podem fazer uma diferenciação melhor dos impactos que as unidades de conservação sofrem, ressalta Palazzi.
Outro ponto de melhoria no método é que neste ano de 2010 é possível ter resultados quase imediatos sobre as unidades: na própria oficina de aplicação dos questionários, são feitas análises e gráficos com as informações coletadas e acontecem debates sobre os dados com os participantes.
Além disso, foi desenvolvido um sistema a partir do qual as instituições gestoras poderão facilmente acessar os resultados do Rappam e gerar diferentes formas de análises, aprimorando o uso dessa informação para estratégias de planejamento do sistema de UCs. Mais informações Em 2008, o Rappam foi aplicado em unidades de conservação de três estados brasileiros: Acre, Mato Grosso e Amapá . Confira os resultados dessas análises em http://www.wwf.org.br/informacoes/bliblioteca/?25020. Este ano, além da análise da efetividade de gestão das unidades de conservação federais, as UCs do Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso do Sul também estão em processo de avaliação.
Fonte: Frente Parlamentar Ambientalista http://www.frenteambientalista.org/not_detalhe.asp?cod=2723

Chega, né?

Movido por um sentimento uterino de revolta pelo homicídio do Delegado de Pontal do Paraná vim aqui resumir o que -acho- pensa todo cidadão de bem:
1. "Acuso os usuários de drogas ilegais de terem as mãos manchadas de sangue" (dep. Paes de Lira);
2. Homicidas dificilmente têm solução, assassinos de policiais não merecem outra coisa senão a morte - matam aqueles que defendem a população com a própria vida;
3. Grande parcela dos motoristas Maringaenses (e de várias outras cidades) são mal-educados, desonestos, sem consciência alguma de coletividade, desrespeitosos, ignorantes das leis básicas de trânsito e, ainda, das leis naturais fundamentais para a convivência harmônica entre as pessoas;
4. Grande parte dos que vêm a Maringá são também desrespeitosos, "mijam de porta aberta" em cidade alheia e padecem do mal irremediável de ser "filhinhos-de-papai".
5. Os que desrespeitam autoridades -policiais ou não- são mal-criados, desrespeitam também seus pais, desrespeitarão seus filhos, formando um círculo vicioso de desdém e causando apenas problemas, nunca trazendo soluções;
6. O Paraná enfrenta uma escalada de violência, Maringá e Curitiba estão irreconhecíveis e chega a hora de perguntar (sem qualquer tipo de PRÉconceito) "quem são" e "de onde vêm" os integrantes da massa carcerária do estado;
7. Todo usuário de drogas, digo, TODOS OS USUÁRIOS DE DROGAS são CRIMINOSOS.
8. O CPP e a LEP beneficiam criminosos.
9. A OAB (da qual faço parte) deveria parar de se preocupar tanto em defender bandidos e cuidar da população de bem.
10. "Direitos Humanos" é piada de mal gosto.
11. A Mídia de Massa tem sua "parcela de culpa";
12. "Controle de Natalidade" deveria ser discussão aberta;
13. "Indulto" não é um ato de clemência, é um ato de burrice e desrespeito à sociedade cumpridora das leis;
14. A população "se revolta" com certos crimes mas toleram a outros... revoltemo-nos com todos os crimes!
A cada dia que passa eu amo cada vez mais minha cidade, meu estado, meu país. Revolta-me a ideia de viver em um lugar onde quem cumpre as leis (em todo sentido - leis de trânsito, de urbanidade, naturais...) é motivo de chacota e quem consegue se desviar delas orgulha-se de tanto. Meu sonho é que um dia o "jeitinho brasileiro" seja, do Rio Grande ao Amapá, o jeito de quem trabalha, cumpre as leis e cria seus filhos com decência e cuidado.
(Texto: Thiago Gritzenco, Advogado - http://thiagogritzenco.blogspot.com/2010/08/chega-ne.html)

Prá conseguir dormir

(Fonte: www.casadonoca.blogspot.com)

Robertinho do Acordeon

José Carlos Ferraresi (Robertinho do Acordeon) foi meu primo-irmão! Veja homenagem a ele neste blog. (http://carlosdegiovanni.blogspot.com/2009/04/homenagem-robertinho-do-acordeon.html)

sábado, 4 de setembro de 2010

Yes, temos concolor!

A Reserva Biológica (Rebio) das Perobas abriga diversas espécies de animais selvagens, incluindo algumas consideradas ameaçadas de extinção, de acordo com as listas oficiais brasileiras. Um exemplo é a bela e elegante onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana ou puma. As câmaras trap instaladas na Rebio, pelos pesquisadores Vagner Canuto e Henrique Ortêncio, demonstram a existência dela (vejam fotografia ao lado).
Os pumas são felinos que podem alcançar 70 quilos. Apesar do tamanho, são hábeis para se deslocarem na floresta sem serem percebidos. Esta espécie é uma predadora de topo de cadeia alimentar, e necessita de amplas áreas naturais que ofereçam populações mínimas de presas para sua sobrevivência. Pumas se alimentam de pacas, quatis, cotias, veados e porcos-do-mato, dentre outras espécies. Capturam suas presas com saltos ou corridas curtas em alta velocidade. Como grandes predadores, são importantes para o equilíbrio das espécies de presas e de outros componentes da teia alimentar. As fêmeas têm de um a seis filhotes por ninhada. São animais solitários e noturnos. Casais se formam apenas no período de reprodução. Os principais fatores que conduziram esta espécie ao estado de ameaçada de extinção são o desmatamento e a caça. (Texto: Antonio Guilherme C. da Silva)

Não desista